Vazio – Recreio

Prestes a abrir o portão da sua casa de repente olha pro lado e sente-se estranho, observa as nuvens paradas, o silêncio dos pássaros e sabe que tem algo errado.

Mas tarde chega a notícia, as cores se tornam cinzas e você já não sente mais o chão. Aquele que tudo te ensinou, que sempre te protegeu, que sempre esteve ao seu lado acabar de partir de sua vida.

Vazio – Recreio
Vazio – Recreio

Após o chão se abrir diante dos seus pés, vem o sentimento de negação, de não acreditar no ocorrido. Logo em seguida vem as imagens de tudo que viveram juntos, vem o peso das palavras ruins usadas em momentos de brigas e após as lembranças a dor mais terrível. Sua alma está em pedaços.

A irá contra Deus toma conta, sentimentos entram em guerra dentro de si por um longo período, até que se cansam e o grande vazio se instala.

Um vazio que não pode ser preenchido.

O tempo não se importa e segue, a dor vai diminuindo, mas o vazio jamais se vai. A irá contra Deus começa cessar.

Esse mês de abril seria o mês de aniversário de meu Pai, 10 dias após seu aniversario completa-se 2 anos que ele partiu da vida deixando um grande vazio em mim.

Resolvi escrever sobre essa experiência pessoal, porque que todos passaremos por ela um dia, e conhecer o que se passa antes de acontecer, pode ajudar.

Vivam intensamente a presença das pessoas que amam demonstrem alegria, perdoem.

Acima de tudo pensem em cada palavra que forem dirigir a essa pessoa, agora parece insignificante, mas quando o dia chegar, elas serão como flechas perfurando seu corpo em cada lembrança.

Tinha desistido de Deus, porém vejo a morte agora de forma diferente, por mais cruel que seja é um aprendizado, te faz ver o mundo de forma diferente, te obriga a enxergar seus erros, te ajuda a despertar a consciência adormecida e experimentar na pratica que existe “algo superior”, Deus.

A saudade é eterna! E o vazio se torna o aprendizado, se torna sua semente de Deus.

A esperança que fica é a de que onde ele estiver, que eles esteja bem, e que um dia possamos nos encontrar novamente.

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Esta foi mais uma edição da Coluna Social, com um depoimento emocionante e comovente do comentarista/leitor Abobrinha.

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