Troféu Imprensa 2016 – Recreio

ComenTVDestaqueTelevisão22 de maio de 20166 de agosto de 2016Simplesmente Rosa 0 ComentárioComenTV.Troféu Imprensa

Todos os anos o SBT exibe em sua programação o Troféu Imprensa considerado o Oscar da TV brasileira por abranger profissionais de todas as emissoras entre os concorrentes. Além deste o Troféu Internet também foi adicionado ao mesmo.

Este ano a premiação promete esquentar por conta da melhor novela do ano de 2015. Foram grandes produções como, Sete Vidas, Além do Tempo, Babilônia, Alto Astral, Os dez Mandamentos, Verdades Secretas entre outras. Há tempos a Globo não perde nesta categoria, vamos ver o veredito dos jurados e suas justificativas.

Troféu Imprensa 2016 – Recreio
Troféu Imprensa 2016 – Recreio

Como “telespectadora” acho que o formato da premiação está um tanto desgastado e mal organizado, deveria dividir melhor as categorias, verificar a imparcialidade dos jurados, também seria interessante que a premiação fosse ao vivo de preferência com a participação dos indicados. Não daria tanto poder aos internautas para escolher os indicados, estes deveriam ser indicados por quem entende de TV e atuações, desde que fossem imparciais em seu julgamento e não avaliassem apenas a emissora que o profissional trabalha.

Não sei quem são os indicados e vencedores, mas espero que Roberto Carlos não ganhe como o melhor cantor do ano, rsrs. Acho injusto avaliar apenas o histórico de determinado cantor, já que o prêmio se refere ao ano em questão.

Será que a Xuxa ganha como melhor apresentadora de 2015? rsrs

Curiosidades

O Troféu Imprensa foi criado em 1958 pelo jornalista Plácido Manaia Nunes (falecido em 2007), que na época se reunia com outros jornalistas dos principais veículos da cidade no Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo. Eles apenas votavam e os ganhadores ficavam sabendo através da divulgação feita pelos jornais. Ainda não existia a estatueta. Em 1970, Plácido Manaia Nunes cedeu os direitos ao apresentador Silvio Santos, que instituiu o troféu em forma de Oscar e deu novo formato à premiação. Em 2016, em sua 58ª edição, o evento premia os maiores destaques da televisão brasileira no ano de 2015.

  • Silvio Santos é o maior colecionador de Troféus Imprensa da história. Seu primeiro troféu como melhor animador foi em 1964 e seu primeiro troféu como melhor programa de TV (representado pelo Cidade Contra Cidade) foi em 1969. Somando os 23 troféus que conquistou como melhor animador e apresentador com outros 21 de melhor programa de TV e melhor programa de auditório (com o Programa Silvio Santos, que foi premiado pela primeira vez em 1971 e juntando o Show do Milhão em 2000 e Casa dos Artistas em 2001) e mais três por ser considerado O Artista Mais Querido de 1971 e o de Figura Mais Simpática de 1973 e 1974, ele já foi laureado 48 vezes.
  • O humorista Chico Anysio e o cantor Roberto Carlos estão empatados como vice-campeões no ranking dos contemplados pelo Troféu Imprensa com 27 troféus cada um. O primeiro prêmio de Chico como melhor humorista foi em 1962 e colecionou 16 troféus neste quesito, somado com mais sete como melhor programa humorístico e programa de TV (com o Chico Anysio Show, premiado pela primeira vez em 1982, e Escolinha do Professor Raimundo, laureado em 1990 e 1993) e outros quatro como melhor produtor humorístico (cujo primeiro prêmio foi em 1962 dividido com Carlos Manga), enquanto que o “Rei” possui 22 como melhor cantor (o primeiro foi em 1970) e mais cinco por ter composto e interpretado a melhor música do ano (Amada Amante em 1971, Por Amor em 1972, O Show Já Terminou em 1973, Proposta em 1974 e Esse Cara Sou Eu em 2012). Outra grande laureada do Troféu Imprensa é a apresentadora Hebe Camargo com 24 troféus, ficando em quarto lugar, sendo 22 como melhor apresentadora (o primeiro foi conquistado em 1962), um como melhor entrevistadora em 1967 e mais um como melhor programa de entrevistas em 2010.
  • Durante toda a década de 60, o Troféu Imprensa tinha o costume de anunciar o prêmio de Menção Honrosa. O prêmio era concedido apenas a programas, personalidades e emissoras que ajudaram no crescimento da difusão artística no Brasil e pelos bons serviços prestados através da televisão. O empresário Assis Chateaubriand foi um dos contemplados pela Menção Honrosa do Troféu Imprensa, assim como a TV Record por promover os Festivais da Música Popular Brasileira, as inaugurações das TVs Bandeirantes e TV Cultura Educativa e a implantação da EMBRATEL. Somente no ano de 1965 que não houve a premiação de Menção Honrosa, porém, alguns nomes foram cogitados pelo júri: o cantor Vicente Celestino, o projeto de curso instrutivo “TV Escolar” desenvolvido pelo Serviço de Educação e Formação de Base pelo Rádio e Televisão e transmitido simultaneamente pela TV Cultura-SP e TV Continental-RJ, a cantora Elizete Cardoso pela sua participação na campanha beneficente “Quanto Vale Uma Criança” e até a novela O Direito de Nascer da TV Tupi.
  • Na edição de 1964, em uma única oportunidade na história, foi concedido o Prêmio Póstumo no Troféu Imprensa. O entrevistador Silveira Sampaio havia falecido naquele mesmo ano e o corpo de jurados fez questão de homenageá-lo, não apenas o elegendo por unanimidade como melhor Comentarista Político do ano como também foi concedida uma emocionante homenagem póstuma durante a premiação encabeçada pelo mestre-de-cerimônias daquele ano, o apresentador Blota Jr.. Os troféus foram entregues para o médico de Silveira, que tomou conta dele nos últimos momentos de vida.
  • Na entrega dos prêmios aos melhores de 1965, a organização do evento convidou o então prefeito de São Paulo Brigadeiro Faria Lima para participar da premiação, fazer um breve discurso inaugural e entregar os troféus a seus respectivos ganhadores. Diante de nobre atitude, o jornalista Plácido Manaia Nunes nomeu Faria Lima como o “padrinho” do Troféu Imprensa de 1965.
  • Na edição de 1969, a organização do Troféu Imprensa instituiu a seguinte regra: os artistas que forem eleitos pelo júri deveriam estar presentes na noite de entrega dos prêmios. Em caso de ausência, havia o risco de perder o troféu e da categoria ficar sem vencedor. Foi o que aconteceu em quatro categorias: Humorista Masculino, Produtor de TV, Apresentadora de TV e Cantor. Como a TV Record impediu seu elenco de tomar parte da premiação, repetindo tal atitude nove anos antes, artistas como Roberto Carlos e a Equipe A de Nilton Travesso, Manoel Carlos, Raul Duarte e Tuta Carvalho acabaram perdendo seus troféus.
  • A partir de 1970, os artistas que eram escolhidos os melhores do ano pelo Troféu Imprensa, tinham que assinar um termo de autorização de uso de imagem para o amplo esquema de divulgação publicitária feito pelo Grupo Silvio Santos para promover a premiação em jornais, revistas, rádio, televisão e outros veículos de comunicação. A assinatura era facultativa, não obrigatória, porém quem não assinasse perdia o direito de ter sua imagem figurando entre os vencedores no período entre a votação e a premiação. Havia também a seguinte punição aos artistas que faltassem a cerimônia de entrega dos troféus sem justa causa: corriam o risco de ficar dois anos sem direito a concorrer ao prêmio. Elis Regina (1970), Erasmo Carlos, Chico Buarque de Hollanda e Dina Sfat (estes em 1971) chegaram a integrar a “lista negra” do Troféu Imprensa.
  • O jornal Folha de São Paulo publicou uma nota na coluna Música Popular no caderno Ilustrada, em 4 de dezembro de 1971, de que uma moça, integrante da produção do Programa Silvio Santos, chegou a redação do jornal entregando um questionário do Troféu Imprensa para que algum jornalista pudesse preenche-lo e votasse nos destaques de 1971. Porém, havia uma inusitada instrução: não votar em Elis Regina como melhor cantora. O motivo alegado foi de que ela se ausentou na premiação dos melhores do ano de 1970, mas os jornalistas da publicação contrariaram tal regra e votaram em Elis Regina mesmo assim.
  • No Troféu Imprensa de 1971, aconteceu um fato curioso: na categoria de Melhor Cantor, Roberto Carlos venceu por unanimidade e ganhou um troféu especial, fazendo com que Chico Buarque ficasse com o prêmio oficial por ter sido o segundo mais votado nas pesquisas feitas pela produção do programa. No entanto, os dois não compareceram à premiação. Assim, os organizadores decidiram conferir o prêmio ao terceiro colocado: Altemar Dutra, o “Trovador das Américas”.
  • Também em 1971, a produção do Troféu Imprensa, novamente em parceria com a revista Amiga, realizou o concurso anual “Rei e Rainha da Televisão Brasileira”. A Amiga publicava um cupom permitindo que os leitores preenchessem com seus dados pessoais e votassem livremente nos artistas do sexo feminino e do sexo masculino que, segundo a opinião popular, devem ser os merecedores das coroas de ouro. A votação acontecia durante várias semanas, cujas parciais eram divulgadas tanto da revista Amiga quanto no Programa Silvio Santos, e os vencedores eram divulgados no penúltimo domingo de cada ano dentro do Programa Silvio Santos, durante a ocasião da escolha do “melhor calouro do ano”, permanecendo assim até 1975. Os vencedores foram: Roberto Carlos e Vanusa (1971), Francisco Cuoco e Regina Duarte (1972), Wanderley Cardoso e Glória Menezes (1973), Silvio Santos e Sandra Bréa (1974), Tarcísio Meira e Suzana Vieira (1975) e Ronnie Von e Vanusa (1978).
  • Na premiação de 1971, ocorre um fato interessante, e por três vezes. Segundo o regulamento da época, se um artista indicado for premiado por unanimidade receberia um troféu especial que se chamava “Troféu Imprensa Estrela de Ouro”, permitindo que o segundo indicado mais escolhido pelo público nos questionários recebesse o prêmio principal. Isso aconteceu na categoria de Comentarista Esportivo, quando João Saldanha foi eleito pelo voto unânime do júri, permitindo que o vencedor oficial fosse Ruy Porto; de melhor Música do Ano, quando Construção de Chico Buarque de Hollanda também foi escolhido por unanimidade, o que fez a canção Amada Amante de Roberto Carlos a ficar com o prêmio oficial; e de Melhor Cantor, quando Roberto Carlos foi outro que conseguiu o voto de todos os jurados, fazendo com que Chico Buarque conquistasse a estatueta oficial. Em 1972, o fato se repetiu novamente: primeiro na categoria Revelação Masculina, quando Flávio Migliaccio (o Xerife da novela O Primeiro Amor) foi escolhido pelo voto unânime e permitiu que o vencedor fosse o cantor e compositor Sérgio Sampaio (autor de Eu Quero é Botar meu Bloco na Rua); e depois na categoria de melhor Animador, quando Silvio Santos também foi escolhido por unanimidade no júri e permitiu que Chacrinha fosse também contemplado pelo Troféu Imprensa.
  • No final de 1972, Silvio Santos tinha a ideia de fazer a entrega do Troféu Imprensa durante a exibição de uma novela no horário nobre ou nos intervalos de uma sessão de filmes de longa-metragem, dependendo dos índices de audiência da época. Porém, tal idéia não foi aproveitada e esquecida com o tempo.
  • Em 1972, após o Troféu Imprensa ser duramente questionado pelos colunistas de todo o Brasil por causa dos prêmios conquistados pelo próprio Silvio Santos, o animador resolveu criar uma maneira para gerar expectativa em seu público e amenizar as críticas assim que seu nome fosse anunciado entre os indicados numa determinada categoria: o voto secreto, numa tentativa em mostrar aos críticos de plantão a imparcialidade e a honestidade da premiação e, por tabela, evitar o constrangimento involuntário dos jornalistas presentes. Cada jurado recebia uma cédula com a tarefa de marcar um “X” em um dos indicados e depositá-la numa urna especial. Somente no final do programa é que as urnas eram abertas e os votos eram contados um a um de acordo com a modalidade de votação. Desse modo, as colegas de trabalho e os telespectadores sabiam se Silvio foi ou não o vencedor de tal categoria. A votação secreta durou até 1976.
  • O Troféu Imprensa de 1973 foi considerada a edição mais polêmica de todas. O presidente da Federação Nacional dos Jornalistas Profissionais Adriano Compagnolo havia proibido a participação dos presidentes de sindicatos filiados na cerimônia de votação, o que teria motivado o recrutamento de figurantes se passando por jornalistas. Um dos jurados se chamava Edison Vidigal, que participou do programa como presidente do Sindicato dos Jornalistas do Maranhão, que por sua vez era presidida oficialmente por Maria Genoveva de Aguiar Moraes Correa (que foi proibida de tomar partido do programa). Denúncias da época diziam que Edison Vidigal nunca exerceu a função de jornalista, nunca trabalhou em um jornal de São Luís do Maranhão como também nunca presidiu sindicato algum.
  • Ainda em 1973, Regina Duarte foi a escolhida pelo júri para receber o troféu, mas a então “Namoradinha do Brasil” abriu mão da estatueta em favor de Eva Wilma, por seu desempenho na novela Mulheres de Areia. No mesmo ano, a escolha do ator Lima Duarte como “Revelação Masculina” de 1973 foi controversa. Silvio Santos, na época, argumentou que “pelo fato de Lima Duarte ter trabalhado muitos anos na TV Tupi de São Paulo, ele é muito pouco conhecido em todo o Brasil. Sei que os críticos de São Paulo não vão concordar com as escolhas, mas é preciso que saibam que o Brasil não é só São Paulo”.
  • Em 1976, numa única oportunidade, foram elaboradas três perguntas ao corpo julgador do Troféu Imprensa, cuja resposta era livre de cada jurado, sem a tradicional lista de indicados mais votados nos questionários. Eis as perguntas com seu respectivos “vencedores”:

Qual a figura nacional que mais projetou o Brasil no exterior? Presidente Ernesto Geisel

Qual o maior escritor brasileiro? Jorge Amado

No campo da ciência, quem trouxe mais glórias ao Brasil? Dr. Euríclides de Jesus Zerbini

  • Em 1976, pela primeira e única vez na história da premiação, uma atriz foi indicada ao Troféu Imprensa sem ter feito um trabalho sequer na televisão. Regina Duarte estava afastada da teledramaturgia e só voltaria a atuar depois de três anos e meio, em 1977, quando protagonizou a personagem-título da novela Nina. Pelo menos, o fato de tal indicação comprovou a lembrança dos telespectadores, que sempre tiveram peso maior nos questionários, de um artista que estava longe das câmeras naquele momento, no caso da então “Namoradinha do Brasil”. Foi a partir de então que criou-se a seguinte regra de que os artistas só poderiam concorrer a estatueta desde que tivessem feito algum trabalho na televisão durante o ano.
  • Mesmo indicado como melhor ator por ter feito um trabalho alguns anos antes que havia sido reprisado (a versão compacta da novela Selva de Pedra, que preencheu o vazio deixado na programação Global em virtude da censura da primeira versão de Roque Santeiro até Janete Clair preparar os primeiros capítulos de Pecado Capital), Francisco Cuoco havia feito um trabalho na TV em 1975, ele interpretou o personagem Mário Barroso da novela “Cuca Legal”.
  • Em meio a esse entra-e-sai de categorias, algumas delas foram criadas por Silvio Santos nas décadas de 70 e 80 quando começou a comandar a festa de premiação: Figura Mais Elegante, O Artista Mais Querido, Figura Mais Simpática, Figura Mais Bonita, Modelo de TV, Atração Musical Internacional, Longa-Metragem Exibido na TV, Momento Mais Marcante, Melhor Acontecimento Esportivo, Destaque do Ano, Personalidade do Ano e Emissora Preferida do Público.
  • A partir de 1981, quando o Troféu Imprensa voltou a eleger os melhores após ausência de três anos, a seleção do corpo de jurados passou a ser feita pelo próprio Silvio Santos. Ele tem a sua disposição uma lista de jornalistas e colunistas segmentados em televisão, cujos nomes são acolhidos pela produção do programa, que mais se destacaram no ano que passou. Então, Silvio escolhe a dedo quais são os 10 jornalistas que devem participar da eleição dos destaques do ano e que, consequentemente, farão companhia no júri a Plácido Manaia Nunes (que por ser o criador do prêmio, era jurado vitalício do programa). Antes de começar a votação, Silvio diz aos jornalistas-jurados, já no palco, que estão livres para emitirem suas opiniões na hora de votar. Só que o assunto é polêmico pois muitos dos jurados escolhidos por Silvio ou trabalhavam em programas do SBT ou eram bem vistos pelo anfitrião por causa dos comentários elogiosos sobre o Programa Silvio Santos e a grade da emissora (o que abria suspeitas de inibição e constrangimento de alguns jurados pelo fato de um dono de televisão comandar a votação, atitude tal que toda a direção do SBT é contra).
  • Os jurados que mais estiveram presentes na escolha dos melhores do ano do Troféu Imprensa no SBT foram Sônia Abrão, Carlos Imperial, Ferreira Netto, Leão Lobo, Jorge Mascarenhas, Petrúcio Melo, Cinira Arruda, Alik Kostakis, Nelson Rubens, Décio Piccinini (que curiosamente ganhou três Troféus Imprensa como melhor jurado de TV em 1970, 1988 e 1989), José Armando Vanucci, Joyce Pascowitch, Otávio Mesquita, Amaury Jr., Cristina Padiglioni, Paulo Barboza e Eli Corrêa. Plácido Manaia Nunes, por ser o criador da premiação, tinha lugar cativo no corpo de jurados pois participou de todas as votações até a edição de 2004, quando foram escolhidos os melhores de 2003.
  • Além das premiações convencionais, Silvio Santos abriu espaço para homenagear grandes artistas brasileiros premiando-os com o Troféu Imprensa Especial, uma premiação honorária pelo conjunto da obra. Eis a lista dos homenageados: Rodolfo Mayer (1983), Dionísio Azevedo (1984), Ronald Golias (1985), Isaurinha Garcia (1986), o palhaço Arrelia (1987), Luiz Gonzaga (1988), Nélson Gonçalves (1989), Tonico & Tinoco (1991) e Emilinha Borba (1994).
  • Quando algum artista importante falecia no ano em que fossem conhecidos os premiados do Troféu Imprensa, o programa fazia questão de ser encerrado deixando uma pequena dedicatória a essas importantes personalidades brasileiras, o que às vezes fazia a homenagem ser imediata pouco antes da votação, o que explica essa “distorção” de datas: José Fernandes (1981), Márcia de Windsor (1982), Altemar Dutra (1983), Flávio Cavalcanti (1986), Chacrinha (1988), Mauro Gonçalves, o Zacarias de “Os Trapalhões” (1989), Antônio Marcos (1991), Carlos Imperial (1992), Ayrton Senna (1993), Tom Jobim (1994) e Plácido Manaia Nunes (2007). A premiação cometeu erros em não dedicar suas outras premiações a outras personalidades importantes falecidas na escolha dos melhores em seus respectivos anos: Antônio Carlos Bernardes Gomes, o Mussum de “Os Trapalhões” (1995), Tim Maia (1997), Leandro, da dupla Leandro & Leonardo (1998), Dercy Gonçalves (2008), Lombardi, locutor do Programa Silvio Santos (2009), Chico Anysio (2011), Hebe Camargo (2012), Luciano do Valle (2013) e Roberto Gómez Bolaños “Chespirito”, o criador do Chaves (2014).
  • Em 2000, nos créditos da abertura do Troféu Imprensa, ainda é exibido o logotipo da Rede Manchete, mesmo com sua falência em meados de 1999. Todavia, a emissora não concorreu ao prêmio.
  • Também em 2000, com a popularização da internet, surgiu o Prêmio Internet, onde os internautas através do site do SBT e do portal Terra, em votação aberta, podiam escolher os destaques do ano. Silvio Santos, pra variar, foi quem mais ganhou o Prêmio Internet com 18 troféus, 11 como melhor animador ou apresentador de TV, três como melhor programa de TV (com Show do Milhão e Casa dos Artistas) e mais quatro como melhor programa de auditório (com o Show do Milhão e Programa Silvio Santos). Se somássemos os prêmios da votação popular com a votação principal, Silvio Santos teria 66 troféus, Hebe Camargo estaria com 32, Roberto Carlos com 28 e Chico Anysio com 27.
  • Entre as temporadas 2001/2002 e 2005/2006, com exceção de 2003/2004 por não haver a premiação interativa, o Troféu Internet era composto por duas etapas de votação: na primeira etapa, que durava uma semana, os internautas votavam livremente e abertamente, sem cadastramento, quais foram os destaques do ano; na segunda etapa, após o sistema apurar automaticamente todos os votos, os internautas tinham que se cadastrar para participar de um “concurso cultural”, fornecendo seus dados pessoais incluindo o e-mail e o número do CPF, para que, além de concorrer a computadores, DVDs e um automóvel, tinham que escolher, num prazo que variava de 30 a 60 dias, os melhores do ano numa lista com os três nomes mais escolhidos da primeira etapa em cada uma das 20 categorias disponíveis para votação, além de responder o que significava a sigla SBT para que o voto fosse computado. Os vencedores do “concurso cultural” eram divulgados no site do SBT. A partir da temporada 2006/2007, o Troféu Internet passou a ser feito numa única etapa, permitindo apenas um voto por internauta. E na temporada de 2013/2014, a votação voltou a ser feita em duas etapas, também permitindo um voto por pessoa para evitar fraudes.
  • O conjunto de categorias colocadas em votação a cada ano sempre foi muito instável, com categorias entrando e saindo ano após ano. Até 2014 (eleição dos melhores de 2013), nada menos que 86 categorias diferentes já foram votadas pelo menos uma vez na história do Troféu Imprensa! Apenas quatro categorias, porém, estiveram presentes em absolutamente todas as edições da premiação: melhor ator, melhor atriz, melhor cantor e melhor cantora.
  • A edição do Troféu Imprensa que teve o maior número de categorias em toda a história foi a que escolheu os melhores de 1967 com 33 categorias. Por outro lado, as edições da premiação que tiveram o menor número de categorias foram as que escolheram os melhores de 1995, 1997, 1998, 1999, 2000, 2001 e 2002, nas quais todas elas tiveram apenas 12 categorias.
  • Em reportagem publicada pelo caderno Ilustrada do jornal Folha de São Paulo em 21 de maio de 2005, Silvio Santos anunciou a possibilidade de terminar com o Troféu Imprensa. O animador fez o comentário ao corpo de jurados pouco antes de gravar o programa que escolheu os melhores de 2004. Ele planejava em, até o final de 2005, substituir o “Oscar da TV brasileira” pelo Prêmio Internet, criado em 2000 cuja escolha dos melhores do ano é feita exclusivamente por internautas, que incluiria novas categorias. A reportagem revelou também que o maior problema da premiação (até então) era a Rede Globo que, pelo fato de ter ganho a maioria dos troféus, não liberava nenhum de seus artistas de primeira grandeza a receber tal prêmio. Por causa disso, o SBT guarda num cofre cerca de 40 estatuetas avaliadas em R$ 400 cada uma. A mais antiga é a de 1991 reservada para Xuxa Meneghel por ter ganho a categoria de melhor programa infantil com o “Xou da Xuxa”. Silvio chegou a dizer em algumas premiações que “a única coisa que a gente troca é a plaquinha com o nome do vencedor porque com o tempo ela fica enferrujada e não dá nem pra ler o que está escrito”.
  • Em 2006, o Troféu Imprensa não foi apresentado pela primeira vez desde do triênio 1977-1978-1979. Em razão da dificuldade de conciliação de datas nas agendas do apresentador Silvio Santos e dos jornalistas convidados, a gravação da eleição foi marcada e adiada duas vezes. Após o terceiro adiamento, Silvio Santos decidiu cancelar definitivamente a gravação e com isso os melhores de 2005 jamais chegaram a ser escolhidos pelos jurados. Em consequência disso tudo, os vencedores do Prêmio Internet daquele ano acabaram também sendo contemplados com um exemplar do Troféu Imprensa. Na página da premiação interativa, após o encerramento do período de votação, havia o seguinte recado: “Encerradas as pesquisas com os internautas para os melhores do ano que receberão o Troféu Imprensa e o Troféu Internet.”
  • Em 2007, o programa Marília Gabriela Entrevista (do canal por assinatura GNT) foi indicado ao prêmio de melhor programa de entrevistas de 2006 e se tornou o primeiro programa exibido na TV por assinatura a ser indicado ao Troféu Imprensa. Três anos depois, o Marília Gabriela Entrevista foi novamente indicado e, ao vencer (empatado com o programa Altas Horas, da Rede Globo) a votação de melhor programa de entrevistas de 2009, tornou-se o primeiro programa exibido na TV por assinatura a conquistar a estatueta.
  • Cordel Encantado foi a primeira produção das 18 horas da Rede Globo a ganhar o troféu de Melhor Novela. 15 títulos exibidos nesse horário já tinham concorrido ao troféu mas, apenas 30 anos depois da primeira indicação de uma novela dessa faixa (a versão original de Ciranda de Pedra em 1981), esse tabu foi quebrado.
  • Por outro lado, Insensato Coração quebrou uma sequência longuíssima de novelas das 20h/21h da Rede Globo sendo indicadas ao Troféu Imprensa. A última novela dessa faixa a não ser indicada havia sido O Fim do Mundo, exibida em 1996 (além de América, exibida em 2005 e não indicada pela simples razão de que naquele ano não houve o Troféu Imprensa).
  • Além do troféu de Silveira Sampaio como melhor Comentarista Político de 1964, os jurados repetiram tal gesto de homenagem em 1996 (na escolha dos melhores de 1995) com o conjunto musical Mamonas Assassinas que morreram num acidente de avião em 2 de março. Como a votação foi exibida em 21 de junho, portanto 111 dias depois do desastre aéreo, o júri concedeu aos cinco rapazes de Guarulhos os prêmios de Revelação do Ano e de Melhor Música com o hit “Pelados em Santos”, este último empatando com “Catedral” de Zélia Duncan. As estatuetas foram entregues aos familiares do grupo um ano depois.
  • Na premiação de 2003, a produção do Troféu Imprensa decidiu não incluir a categoria de melhor Animador ou Apresentador de TV. O motivo alegado foi o polêmico episódio do Caso PCC (com a entrevista forjada de dois supostos integrantes da facção criminosa) que envolveu a equipe do Domingo Legal e o apresentador Gugu Liberato. Como o fato seria lembrado (e criticado) pelos jurados, e por tabela não deixar intimidado o animador Silvio Santos, foi decidido não incluir tal categoria nos questionários que selecionaram os indicados aos melhores daquele ano. Em consequência disso, a Rede Globo ganhou “sozinha” o Troféu Imprensa de 2003 conquistando 13 estatuetas, o que pode ser visto como uma homenagem involuntária ao jornalista e patriarca das Organizações Globo Roberto Marinho, que faleceu em agosto do mesmo ano. Do contrário, a produção do programa poderia ter lembrado em incluir a diluída categoria Animador ou Apresentadora que entrou em votação no triênio 1995-1996-1997 e o SBT poderia sim ser recompensado com uma possível vitória de Hebe Camargo para “roubar a cena” do predomínio Global.
  • Desde a eleição dos melhores de 1980, quando o Troféu Imprensa voltou a ser realizado com regularidade no Programa Silvio Santos, o corpo julgador era composto por 11 pessoas que escolhiam e votavam naqueles que julgam a ser os melhores em cada categoria. Na escolha dos melhores de 2003, o número de jurados foi diminuído para 10 pessoas, ficando assim por 10 anos seguintes. E na escolha dos melhores de 2014, o júri voltou a contar com 11 membros da imprensa.
  • Como o Troféu Imprensa é uma premiação que abrange principalmente a televisão do eixo Rio-São Paulo, as emissoras que, curiosamente, nunca ganharam o prêmio foram: TV Rio, TV Continental do Rio de Janeiro, TV Educativa do Rio de Janeiro (que mudou de nome para TV Brasil em 2007), CNT (que entrou no ar em 1992 como Rede OM Brasil até ser rebatizada no ano seguinte com o nome atual), TV Corcovado do Rio de Janeiro e TV Gazeta de São Paulo. Dessas, apenas Gazeta, TV Brasil e CNT ainda estão no ar.

Obs.: Texto sobre as curiosidades é de autoria de Egon Henrique Medeiros Bonfim

Fonte: http://chancedegol.uol.com.br/hugo/histcur.htm

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