Talento, Experiência e Sensibilidade Vs. Grandes Sucessos Atuais

Quando folheamos as história daqueles que são considerados os melhores compositor e/ou cantores da história, notamos entre eles algo em comum: eles são, antes de tudo, grandes contadores de histórias. O compositor é aquele que possui uma vasta experiência de vida e é, também, dotado de grande sensibilidade, por isso se torna um grande autor-poeta. Em outros exemplos, os bons cantores não necessariamente foram ou são grandes autores (pois nem sempre compões), mas essencialmente excelentes atores. Os melhores compositores são, portanto, na grande maioria das vezes, bons autores, já os melhores cantores são essencialmente bons atores. Nesse último exemplo, voz também é importante, claro.

Mas e os cantores? Como assim os melhores cantores são essencialmente bons atores?

Veja o que diz Plínio Marcos a respeito dos atores.

Talento, Experiência e Sensibilidade Vs. Grandes Sucessos AtuaisTalento, Experiência e Sensibilidade Vs. Grandes Sucessos Atuais

“Os atores têm esse dom. Eles têm o talento de atingir as pessoas nos pontos nos quais não existem defesas.”

O cantor também faz isso. Ele precisa transmitir, com toda a sua força, a emoção da mensagem ao público, ser o mais sincero possível, “eles tem o talento de atingir as pessoas nos pontos nos quais não existem defesas”. O cantor deve ser conhecedor de todos os trejeito capazes de envolver o público e leva-lo ás lágrimas através de sua voz. Sabem também o momento certo de mudar de entonação, elevar as notas, abaixar as notas, produzem as mais variadas frequências sonoras e dão, dessa forma, sentido em cada frase. Se não for assim tudo sairá de forma fria.

O cantor, muitas vezes, conseguirá o feito de emocionar, mais facilmente, se, também, já tiver vivido algo semelhante ao que será contado na canção. A experiência o melhor capacita a decodificar a mensagem e transmitir a seu público da forma mais clara possível. E notem que o talento, a experiência e sensibilidade é imprescindível nos dois casos.

Não são raros os exemplos desses artistas, que transformaram suas histórias – muitas vezes triste – em bonitas canções e por isso serão lembrados por muito tempo, ou em quanto mundo for mundo. E aqui vemos a sensibilidade e a experiência mais uma vez. Sim, pois ele precisa absorver o que o mundo o mostra e transformar em poesia, música

Sendo assim, uma boa canção é precedida de uma excelente história, escrita por quem possui conhecimento, experiência e sensibilidade. E em seguida essa história é levada a um intérprete gigante, um alguém talentoso e também sensível, necessário tanto no teatro e TV quanto na música, um tipo de ator. Sendo que este é também, muitas vezes, dotado de interessantes experiências de vida. Isso tudo, claro, no caso dos GRANDES.

Mas e o que temos para hoje?

Composições sem sentido e carente de história, cantores que não interpretam, pois não possuem a bagagem e/ou desconhecem as minúcias e destrezas dos excelentes cantores (destrezas estas também conhecidas como Técnica Vocal) e que já relatamos aqui ainda a pouco. Estes fazem sucesso muito pela sua aparência, pelo seu corte de cabelo, por suas roupas extravagantes. Enfim, marketing puro. Claro que há exceções, mas na maioria das vezes, é dessa forma que funciona.

Assim, o que deveria ser acessório na música, converteu-se no principal e o principal foi reduzido a acessório, foi deixado em segundo plano.

Já encerrando o post, gostaria de deixar claro que nosso objetivo aqui não foi atacar o seu direito de gosta desse ou daquele cantor ou música, desse ou daquele gênero musical. Não somos donos da verdade e por isso o espaço Recreio foi criado para que possamos debater e aprender mais sobre Música, Cultura, Política, Tv e outro. Então fique à vontade para questionar tudo o que foi dito aqui. O nosso real objetivo aqui foi mostrar que muito do que é dito hoje fazer parte desse ramo da arte, não é arte coisa alguma – considerando que música é história e poesia; e poesia, por sua vez, é experiência, é sensibilidade, é ARTE.