Suécia, modelo de Bolsonaro, admite que políticas fracassadas levaram à morte

O especialista sueco em doenças infecciosas Anders Tagnell, o homem por trás da estratégia Covid 19 de seu país sem bloqueio, admitiu nesta semana que a abordagem de seu país “absolutamente” não salvou muitas vidas. “Obviamente, há espaço para melhorias no que fizemos”, disse ele a uma estação de rádio pública local. Na terça-feira, a Suécia registrou 446 mortes por milhão de pessoas – quase quatro vezes o número da vizinha Dinamarca, um dos primeiros países europeus a ser banido.

Apesar do claro fracasso do modelo sueco, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro deu o país escandinavo como um exemplo a seguir. Embora a Suécia tenha quase três vezes mais mortes por Covid 19 por milhão do que o Brasil, o Brasil poderá se tornar equivalente na América do Sul em breve devido à rápida disseminação do país de coronavírus e subnotificação.

Semana Anterior, O relatório brasileiro O editor-chefe Gustavo Ribeiro disse que as realidades do Brasil e da Suécia não poderiam ser mais diferentes e o impacto de uma abordagem vertical de isolamento social para o Brasil, que tem um sistema de saúde muito mais pobre do que seu colega europeu, pode ser ainda mais devastador.

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