Sempre tome uma dose de história em quadrinhos na vida | Mandamento para quem quer ser um leitor voraz

O Brasil é um país que, além de ler pouco, lê mal. É o que mostram os resultados de diferentes instrumentos de avaliação, tanto estrangeiros quanto nacionais. Porém no meio dessas pesquisas, sem dúvida tinha pessoas que gostava muito de ler. E a maioria delas foi incentivada na infância, onde após ter encontrado o “seu” livro procurou entra nesse mundo. Outras pessoas começaram a gostar de ler após ter lido um bom gibi.

Algumas pessoas torcem o nariz para esse tipo de publicação. Tratam como se não fosse literatura. Mas é. Muitos se iniciaram na leitura pelos gibis. Existem aqueles que se tornaram leitores assíduos de literatura considerada culta e que foram, quando crianças, colecionadores de quadrinhos. Hoje, colecionam livros.

Foi-se o tempo em que os gibis eram proibidos na sala de aula e as crianças tinham de escondê-los sob a carteira. Os quadrinhos são uma excelente opção para incentivar a leitura em quem está entrando no mundo das letras. E o melhor de tudo é que não tem uma idade certa para ler gibis, pois tem história e gêneros para todos os gostos, agradando um grande público, principalmente aqui no Brasil. Mas vamos ver como isso tudo surgiu…

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Como surgiram as histórias em quadrinhos

A história em quadrinhos, conhecida popularmente no Brasil como Gibi, surgiu no final do século XVIII nos Estados Unidos. Em forma de revista, a história em quadrinhos só ficou conhecida em 1895 com Yellow Kid criado por Richard Outcault. Dois anos mais tarde, o alemão Rudolph Dirks desenvolveu Katzenjammer Kids, que foi a primeira HQ a utilizar balões para representar as falas das personagens.

Claro que esse modelo utilizado por Outcault não surgiu do acaso, pois as histórias em quadrinhos mais antigas surgiram nos primórdios, basta lembrar que os homens das cavernas comunicavam-se através das pinturas rupestres, contando através de desenhos a saga diária de nossos ancestrais na luta pela sobrevivência. Bom, voltemos aos tempos modernos.

A popularização das HQs foi rápida e gigantesca, porém ela veio a conhecer seu auge quando os super-heróis foram criados. É necessária a divisão em épocas para explicar melhor as influências que elas geraram e suas causas:

A era de ouro (1938-1956), marcou a criação e definição do arquétipo do super-herói. Principais HQs: Super-Homem (Action Comics); Batman (DC Comics); Capitão América (Marvel Comics); Capitão Marvel (Marvel Comics), MAD (EC Comics).

A era de prata (1956-1971), conhecida pelo significativo aprimoramento gráfico e popularização das HQs, principalmente no gênero de super-heróis. Principais HQs: Liga da Justiça (DC Comics) e Quarteto Fantástico (Marvel Comics).

A era de bronze (1971-1980), total dominação das HQs de super-heróis, as histórias começaram a abordar temas recorrentes da sociedade, como uso de drogas e poluição. Principais HQs: O Espetacular Homem-Aranha (Marvel Comics), X-Men (Marvel Comics).

Vale lembrar também que durante a Segunda Guerra Mundial, era fácil encontrar os super-heróis lutando contra os nazistas e os japoneses. A onda nacionalista ajudou a criar o Capitão América, o Capitão Marvel e até a Mulher-Maravilha. Todos faziam parte das fileiras americanas contra o fascismo.

A história em quadrinhos ao redor do mundo

Japão: lá as histórias em quadrinho são chamadas de manga e possuem suas próprias características, o fato mais curioso é que os quadrinhos são lidos da direita para a esquerda.

Brasil: somente nós sabemos o significado de “gibi”. O termo surgiu quando uma revista de quadrinhos lançada pela editora Globo recebeu o título de Gibi, assim como acontece com outros produtos, tais como Maizena e Bombril, o termo se popularizou até virar sinônimo de história em quadrinhos.

França: em meados de 1820 existiam as chamadas “canções de cego”, consideradas precursoras dos quadrinhos atuais.

Como as histórias em quadrinhos podem te ajudar

Geralmente que não tem um hábito de ler, se apavora em abrir um livro e só encontrar palavras e mais palavras. É ai que as histórias em quadrinhos entram, a ilustração ajuda a compreender a história, além de o texto ser mais curto e, portanto, mais estimulante e prazeroso.

Essa pessoa quem vos fala começou a gostar de ler assim. Graças a um bom gibi, principalmente os da turma da Mônica e os HQ’s da Marvel. Hoje continuo lendo, gosto tanto que faço coleção de alguns e tenho-os como meus tesouros. Da minha “pequena” coleção os meus favoritos é o mangá da “Turma da Mônica jovem” e o HQ “Espetacular Homem Aranha De Volta Ao Lar”.

Importante lembrar que os quadrinhos não são destinados apenas ao público infantil. Existem inúmeras publicações dedicadas aos adultos. Basta você escolher a história que mais lhe agrada.

Obrigada por sua presença sempre aqui nesse cantinho. Mas e você, lia alguma história em quadrinho na infância ou ainda ler? Compartilha ai nos comentários!