Rússia anuncia a primeira vacina Covid-19 – e o Brasil pode produzi-la

O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou o registro da primeira vacina contra o coronavírus do mundo, chamada “Sputnik V”. Segundo Kirill Dmitriev, CEO do Fundo Soberano da Federação Russa, duas grandes empresas brasileiras – além do governo federal brasileiro – já estão em negociações com Moscou para fabricar a potencial vacina, disse ao jornal Valor.

O Brasil foi o segundo país mais afetado no mundo durante a pandemia de Covid-19, com mais de 3 milhões de casos e 100.000 mortes.

Dmitriev disse que pelo menos 20 países já começaram a licitar 1 bilhão de latas para compra. Com parcerias em todo o mundo, a expectativa é produzir 500 milhões de latas por ano em cinco países. Além do Brasil, Cuba também pode ser um mastro de produção na América Latina.

Autoridades russas disseram que profissionais médicos, professores e outros grupos de risco seriam os primeiros a receber a vacina. A produção em grande escala começará em setembro e a adoção em massa começará no início de outubro.

Rússia anuncia a primeira vacina Covid-19 – e o Brasil pode produzi-la
Rússia anuncia a primeira vacina Covid-19 – e o Brasil pode produzi-la

Apoiado por autoridades de saúde, Putin disse que a vacina Sputnik V “passou nos testes necessários e demonstrou oferecer imunidade duradoura ao coronavírus”. No entanto, a Rússia não forneceu evidências para apoiar as alegações de segurança ou eficácia.


A corrida por uma vacina contra o coronavírus: uma recaída na Guerra Fria

A Rússia escolheu o nome “Sputnik” por um motivo. O Sputnik foi o primeiro satélite terrestre da história a ser lançado ao espaço em 4 de outubro de 1957. Quando o surto de Covid-19 se tornou o maior desafio global do século 21, muitos especialistas dizem que uma nova versão da corrida espacial da Guerra Fria começou entre a Rússia, os Estados Unidos e a China.

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