Quando as coisas vão voltar ao “normal” no Brasil?

Hoje estamos observando quando as empresas brasileiras esperam retornar aos níveis normais de atividade pré-pandemia. A diferença nas preocupações do coronavírus entre as populações ricas e pobres. O plano do Ministério do Comércio para estimular o investimento, evitando o aumento da dívida nacional.

Quando as empresas brasileiras acreditam que começa o “novo normal”

O “novo normal” é o principal clichê de 2020.

Ele tem sido usado de várias maneiras para descrever como a pandemia do coronavírus transformará as sociedades e como funciona a economia. Sabemos que as empresas precisarão revisar seus protocolos de higiene e como o espaço do escritório funciona, caso retornem ao trabalho de escritório tradicional. Com muitas economias entrando na pior crise do século passado, há incertezas sobre quando esse “novo normal” começará.

  • UMA pesquisa O instituto econômico brasileiro do think tank Fundação Getúlio Vargas (IBRE-FGV) mostra que apenas 25 por cento das empresas brasileiras afirmam que operam em um “nível normal”. E 10% ainda não têm ideia de quando poderão fazer isso.

Por que isso importa. O setor de serviços, que é a espinha dorsal da economia brasileira, está mais pessimista quanto à recuperação. Apenas 17 por cento dessas empresas trabalham normalmente e nada menos que 47 por cento esperam normalidade de 202115 por cento não conseguem visualizar um retorno aos níveis pré-pandêmicos.

Setores mais pessimistas. Uma constatação da pesquisa é que 20 por cento das empresas que trabalham com serviços de transporte e logística não têm ideia de quando voltarão ao normal. No entanto, a economista Renata Franco escreve que o resultado pode ser muito pior, pois o setor também inclui os segmentos de transporte de passageiros que foram os mais atingidos pela pandemia. Esse pessimismo foi compensado por empresas de entrega que se beneficiaram com o boom do comércio eletrônico por meio do isolamento social.

  • Outra pesquisa da empresa de pesquisa de mercado Talk Inc explica a incerteza entre as empresas de transporte de passageiros, já que 53% dos brasileiros não querem voar até o próximo ano. E 22 por cento dizem que só entrarão em outro avião uma vez Vacinação Covid-19 está disponível.

Onde há otimismo quanto ao “novo normal”. Um destaque positivo é o setor de bens duráveis, que inclui alimentos, limpeza, remédios e roupas. Os fabricantes de bens duráveis ​​têm visto agora os níveis mais baixos de incerteza. Apenas 1,3 por cento afirmam que não conseguem imaginar um retorno ao normal.

Resultado final. Os segmentos que eram vistos como “materiais” conseguiram se restabelecer mais rapidamente quando as medidas de isolamento social foram suspensas. Enquanto isso, setores não essenciais continuam sofrendo – e as empresas de serviços continuam sofrendo, enquanto a incerteza sobre as condições sanitárias persiste.


O que preocupa os brasileiros

A esta altura, ficou bem claro que o coronavírus não é o “grande problema”, como alguns disseram que era no início da pandemia. Embora o vírus seja o mesmo na forma como afeta as pessoas infectadas, os fatores socioeconômicos são um grande determinante de como a população é capaz de enfrentar a crise. Além de pesquisar empresas, o IBRE-FGV também estudou consumidores para medir o impacto da pandemia sobre eles.

Fotos principais. Quanto maior a renda, mais as pessoas se preocupam com seu bem-estar (riscos à saúde e isolamento social). Os pobres, por outro lado, têm preocupações financeiras muito maiores.

  • As famílias pobres experimentaram uma deterioração muito maior nas finanças familiares durante a pandemia. Não apenas porque trabalham em ocupações menos qualificadas, mais informais e “disponíveis”, mas também porque a inflação tem sido maior entre as necessidades básicas. Um estudo de julho do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revelou que a inflação entre os ricos foi de -0,24% entre janeiro e julho. Para os pobres +0,77 por cento.

Paradoxo. A pesquisa traz um dado estranho: os brasileiros de baixa renda foram os que mais sentiram a pandemia – e também os que menos sentiram os efeitos. É contra-intuitivo, mas a economista Renata Franco escreve: “Embora essas pessoas tenham perdido a maior parte de sua renda, o salário de emergência do governo para o coronavírus compensou grande parte dessas perdas.”

  • O repórter José Roberto Castro destacou O relatório brasileiro que existem atualmente 14 milhões de pessoas nenhuma fonte de renda. Zero. Você se deixa completamente sobre o salário de emergência pago pelo governo.

Plano de Promoção de Investimentos Estrangeiros de Guedes

O Ministério da Economia lançou uma consulta pública para ouvir as empresas sobre suas principais prioridades para a desregulamentação. A chamada “Agenda para Aperfeiçoar o Marco Regulatório do Ambiente de Investimentos” é um dos principais objetivos do ministro Paulo Guedes para estimular o investimento – e apaziguar o braço militar do governo – evitando a explosão da dívida nacional.

Por que isso importa. O Ministério da Economia – repleto de falcões do déficit – e a ala militar do governo, que privilegia uma abordagem mais prática da economia, controlam o orçamento federal.

Contexto. No início deste mês, o Ministério da Economia lançou também o Plano Nacional de Investimentos. Dividido em três pilares, propõe ações até 2022 – e depende fortemente do aprimoramento das regras em vigor.

  • Além disso, a equipe do Sr. Guedes está supostamente trabalhando em uma ação interna chamada “A Grande Desregulamentação”, que planeja revisar e revogar o que considera “normas obsoletas”.

O que mais você precisa saber hoje?

  • Congresso. Depois que o governo ficou “cego” pela decisão do Senado Reduzir os salários dos funcionários públicos apesar da atual crise financeiraA legislatura na câmara baixa veio em auxílio da administração. Com a ajuda do porta-voz Rodrigo Maia, o governo conseguiu construir uma maioria considerável e manter o veto presidencial sobre os salários dos funcionários públicos em 2020 e 2021.
  • Educação. A Prefeitura de São Paulo acredita que um retorno às mensalidades presenciais é “improvável” neste ano. Estudos sorológicos comunitários para monitorar a disseminação do coronavírus na maior cidade do Brasil mostraram um alto índice de crianças que contraíram o vírus, mas não mostraram sintomas – e se tornaram potenciais super propagadores. O prefeito Bruno Covas já descartou uma voltar para as salas de aula em setembro, mas não tomará uma decisão até o resto do ano após os próximos três testes sorológicos.
  • Justiça. Em uma votação de 9: 1, a Suprema Corte decidiu que o governo deve parar imediatamente qualquer esforço para compilar dossiês contendo informações pessoais de cidadãos que se declaram “antifascistas”. A decisão diz algo que deveria ser óbvio: o governo não pode monitorar cidadãos que não são formalmente investigados. Quase 600 oficiais e policiais tiveram seus informações privadas compiladas pelo Ministério da JustiçaO documento secreto foi disponibilizado aos departamentos de polícia de todo o país, bem como ao gabinete do chefe de gabinete do presidente.
  • Corre. O Tribunal Superior Eleitoral do Brasil está analisando um pedido para forçar os partidos políticos a implementar cotas raciais para candidatos negros e multirraciais, que também serão usadas na distribuição de verbas de campanha do fundo eleitoral do partido. Os candidatos negros recebem menos dinheiro e tempo para propaganda do partido na televisão e ainda estão sub-representados na política. Eles ocupam apenas 5% dos assentos escolhidos. No entanto, é questionável se esse tipo de cota é eficaz. De acordo com as regras eleitorais, os partidos devem alocar pelo menos 30% dos fundos de campanha para candidatas – mas muitos contornam a lei usando candidatos falsos.

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Die Post Quando as coisas vão voltar ao “normal” no Brasil? apareceu pela primeira vez no relatório brasileiro.