Procedimentos de transplante de órgãos no Brasil caem 61 por cento

A pandemia de Covid-19 interrompeu os procedimentos de transplante em 2020, conforme aumentaram as mortes relacionadas. Entre abril e junho deste ano, quando os transplantes de órgãos e tecidos caíram 61% em relação a 2019, as mortes de pacientes inscritos nas filas de transplantes aumentaram 44,5%, segundo a Associação Brasileira de Transplantes (ABTO).

A organização afirma que os transplantes de coração, fígado, pâncreas, pulmão, rim, córnea e comercializados são os mais atingidos pelo declínio de doadores. Os números já preocupam os especialistas, que afirmam que a ausência de transplantes e mortes traria o país de volta aos níveis registrados há nove anos se o país mantivesse esse ritmo.

O número de doadores efetivos cujos órgãos foram aprovados pela família após a morte encefálica do paciente também diminuiu: quando quase 17 milhões de doadores por 1 milhão de habitantes foram alcançados em junho de 2019, o número é agora de 6,5 por cento, com apenas 15 , 8 doadores por milhão.

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