Planejadora Embraer anuncia demissões massivas

A fabricante brasileira de jatos Embraer anunciou quinta-feira que vai cortar 2.500 empregos, 1.600 dos quais serão criados por meio de um programa de demissões voluntárias. A empresa afirma que a mudança é resultado direto da crise da aviação gerada pelo coronavírus e do fracasso de um acordo de fusão de US $ 4,2 bilhões com a Boeing, cuja conclusão também foi afetada pela pandemia.

No segundo trimestre de 2020, a Embraer apresentou o pior resultado financeiro em 20 anos, com prejuízo de R $ 1,6 bilhão. Nesse período, a empresa entregou apenas quatro aeronaves comerciais e 13 jatos executivos no segundo trimestre de 2019, ante 26 e 25, respectivamente.

O programa de demissões da empresa tem sido objeto de controvérsia. Os funcionários acusaram a administração de forçá-los a fazer cortes voluntários. O Ministério Público do Trabalho está investigando a reclamação.

A empresa sediada em São José dos Campos gastou R $ 485 mil na integração com a Boeing – dinheiro perdido depois que a fabricante americana de aviões fechou e alegou que a Embraer não cumpriu os requisitos. O fabricante brasileiro nega essa reclamação e entrou com uma ação nos Estados Unidos para obter uma indenização.

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Os sindicatos disseram que a decisão foi inesperada, mas as demissões estavam planejadas para a Embraer há anos. Em 2017, a consultoria McKinsey colocou em prática um plano de reestruturação para simplificar a estrutura do fabricante de aeronaves e obter melhores resultados financeiros. O plano foi apenas parcialmente seguido no início, mas agora deve ser retomado.

A Embraer foi a única grande fabricante de aeronaves que não anunciou grandes cortes. A Boeing e a Airbus, por exemplo, anunciaram que vão cortar cada uma mais de 15.000 empregos.

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