Os apoiadores de Bolsonaro estão se tornando cada vez mais violentos no meio de uma pandemia

Três meses após o registro do primeiro caso Covid-19 no Brasil, as tensões sobre a melhor abordagem para lidar com a crise de saúde pública estão crescendo. Um relatório do Financial Times descobriu ameaças recebidas das principais autoridades de saúde e pesquisadores do país. “As pessoas disseram que me matariam, que matariam minha família, então eu sei como é perder alguém”, disse Marcus Lacerda, especialista em doenças infecciosas. Ele conduziu um estudo que questionou a eficácia do medicamento antimalárico de cloroquina contra o Covid-19 e descreveu as ameaças.

Na capital federal de Brasília, a polícia indiciou três pessoas que atacaram os profissionais de saúde em 1º de maio. O crime ocorreu durante um protesto contra o isolamento social realizado por enfermeiras na Praça dos Três Poderes – onde o Palácio Presidencial, a Suprema Corte e o prédio do Congresso estão depois que os apoiadores do Pro Bolsonaro interromperam a manifestação.


Além dos profissionais de saúde

Os trabalhadores da saúde não são o único grupo visado pelos apoiadores do presidente – e pelo próprio presidente Jair Bolsonaro. Esta semana, por razões de segurança, a Folha de S. Paulo, a Globo e Bandeirantes, alguns dos maiores grupos de mídia do Brasil, decidiram não Enviar mais repórteres ao palácio presidencial. Ataques verbais contra a imprensa, incluindo a ameaça de agressão, tornaram-se comuns para jornalistas que reportam sobre o governo.

Os apoiadores de Bolsonaro estão se tornando cada vez mais violentos no meio de uma pandemiaOs apoiadores de Bolsonaro estão se tornando cada vez mais violentos no meio de uma pandemia

No início deste mês, a fotógrafa Dida Sampaio, que trabalha no jornal O Estado de S.Paulo, foi atacada por uma multidão pró Bolsonaro durante uma manifestação.