O processo de impeachment contra o governador do Rio, Wilson Witzel

Apesar de fazermos uma pausa hoje, um feriado nacional, as notícias no Brasil simplesmente não param. Hoje estamos analisando o processo de impeachment contra o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel.

O que acontecerá com o governador do Rio, Wilson Witzel?

Wilson Witzel mal havia se estabelecido em seu escritório como governador do Rio de Janeiro quando

Ele começou a planejar sua campanha presidencial em 2022. Agora parece que o mandato do Sr. Witzel não podia nem durar até o final da crise do Covid 19, quando o legislador votou 69-0 contra ele para abrir um processo de impeachment. Apenas duas semanas atrás, o governador foi alvo de um Operação da polícia federal e suspeita-se de ter sofrido reveses de empresas que gastaram parte do orçamento do Coronavirus no Rio.

  • Os investigadores acreditam que os contratempos foram pagos por um escritório de advocacia liderado por Helena Witzel, a primeira-dama do Rio. Foi exatamente assim que Sergio Cabral, ex-governador do Rio, pego pela Operação Car Wash, agora teve tempo para várias condenações por corrupção. De fato, todos os governadores do Rio eleitos desde 1998 – com exceção de Witzel – passaram algum tempo atrás das grades.
  • Witzel nega qualquer irregularidade e descreveu a investigação como um “golpe político” encenado pelo presidente Jair Bolsonaro. Sua suspeita de crime é baseada em uma “previsão” de um congressista próximo ao presidente, que disse que a polícia federal atacaria o governador apenas alguns dias antes da porta bater.

O que está acontecendo agora. Os procedimentos de impeachment no nível estadual são muito mais rápidos do que no nível federal. Enquanto Processos de impeachment A ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, chegou ao final de um julgamento de nove meses. Witzels poderia ser feito até o final do mês, dependendo das disposições dos legisladores. A seguir, será apresentado o seguinte:

  • A decisão de ontem deve ser publicada no diário do estado. Depois disso, as partes têm 48 horas para nomear representantes para um comitê especial de impeachment.
  • A submissão de sua defesa pelo governador Wilson Witzel se estende por dez sessões.
  • O comitê especial avaliará as alegações contra o governador – e fará uma recomendação a favor ou contra o impeachment.
  • Após os debates, o legislador realizará uma votação nominal. Se o Sr. Witzel conseguir uma maioria simples (35 de 70 votos), ele permanecerá no cargo. Caso contrário, ele perderá seus direitos políticos por oito anos.

Erro de cálculo. Os sonhos de grandeza do Sr. Witzel o alienaram e abriram espaço para alianças improváveis. Os bancos de apoio de Bolsonaro fizeram até uma parceria com o Partido Trabalhista de esquerda (que administra o Congresso Estadual) para expulsar o governador.

Tarde demais, tarde demais. Após a operação da polícia federal, Witzel insultou o presidente e disse que seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro, estava presidindo Investigações de lavagem de dinheirodeve estar atrás das grades. Ele tentaria consertar cercas mais tarde, mas Bolsonaro teria “perdoado” suas palavras.

Existe uma saída para Wilson Witzel? Uma votação unânime para iniciar o processo é certamente um mau presságio, mas isso não significa necessariamente que irá falhar. No entanto, será uma tarefa hercúlea que exige imensos barris de carne de porco. Em um país que já precisa de dinheiro, é mais fácil falar do que fazer.

  • Somente no ano passado, o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, foi confrontado com seu próprio voto de impeachment – e trocou posições de liderança por votos. Funcionou, mas a dura luta de Witzel está se tornando muito mais difícil.
  • As negociações estão se tornando ainda mais difíceis devido à extrema fragmentação do Congresso Estadual no Rio. Um total de 27 partidos políticos diferentes estão representados – por apenas 70 assentos.

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A contribuição O processo de impeachment contra o governador do Rio, Wilson Witzel, apareceu pela primeira vez no relatório brasileiro.