O Fantasma da Ópera: um clássico da literatura, do teatro e do cinema.

O Fantasma da Óperaé um romance francês de ficção gótica escrito por Gaston Leroux. Foi publicado pela primeira vez como uma serialização em Le Gaulois de 23 de setembro de 1909 a 8 de janeiro de 1910 e em forma de volume, em abril de 1910 por Pierre Lafitte. Hoje em dia, é ofuscada pelo sucesso de suas várias adaptações de teatro e cinema, atingindo o seu auge ao ser adaptada para o teatro musical por Andrew Lloyde Webber, Charles Hart e Richard Stilgoe. O espetáculo bateu o recorde de permanência na Broadway (superando Cats), e continua em palco até hoje desde a estreia em 1986. É o musical mais visto de sempre, por mais 100 milhões de pessoas. Foram várias versões em filmes com uma trilha sonora marcante, a mais recente é de 2004 recebendo várias indicações ao Oscar.

O Livro

O Fantasma da Ópera: um clássico da literatura, do teatro e do cinema.O Fantasma da Ópera: um clássico da literatura, do teatro e do cinema.

“A arte sai dos porões imundos em que vive somente se for amada pelo artista, se for aceita e compartilhada por ele”

A história desenvolve-se no século XIX, em Paris, na Ópera de Paris, um monumental e luxuoso edifício, construído entre 1857 e 1874, sobre um enorme lençol de água subterrâneo. Os empregados afirmam até hoje que a ópera é assombrada por um misterioso fantasma, que causa uma variedade de acidentes. O Fantasma da Ópera é considerado por muitos uma novela gótica, por ser um romance trágico.

O Fantasma da Ópera conta a história de Erik, um homem que quando jovem era o arquiteto dos palácios na Pérsia. Por saber segredos da arquitetura é perseguido e acaba se refugiando em Paris, com um Persa. Ele é um artista nato: entende de arquitetura, música, literatura e também sabe manejar o laço de Punjab, uma das formas de estrangulamento utilizada na Pérsia. Acabou se instalando no subterrâneo da Ópera, de onde controlava todo o prédio, sabendo todos os acessos e passagens.

Então conhece Christine Daaé, uma corista órfã de um violinista. Ele se apaixona por ela e por sua arte e resolve torná-la a principal cantora da Ópera. Como sua voz aparecia por detrás dos espelhos, Christine passa a acreditar que ele é um “Anjo da Música” que foi enviado pelo seu pai após a sua morte. Ele não tem limites para atingir seu objetivo. E assim Christine alcança o sucesso e reconhecimento subitamente nos palcos da ópera quando é colocada para substituir Carlotta, a arrogante Diva do espetáculo. Christine conquista os corações da plateia em sua primeira atuação, incluindo o do seu amor de infância e também patrocinador do teatro, Visconde Raoul de Chagny.

Erik percebe que Christine e Raoul estão apaixonados e a leva ao seu “mundo” subterrâneo. Christine acha um lugar frio e sombrio, e logo percebe que o seu “Anjo da Música” e o Fantasma que aterroriza a ópera são a mesma pessoa. Erik se declara para Christine e deixa que ela tire sua máscara, deixando a mostra sua face deformada. Ao olhar para a verdadeira imagem de Erik, Christine entra em choque. O Fantasma decide então prendê-la no seu mundo, e diz que somente a deixará partir se ela prometer não amar ninguém além dele e voltar por vontade própria. Ela sabe que é o espírito dele que fez com que ela chegasse ao sucesso e é totalmente dependente dele… Christine enfrenta então uma luta interna entre o seu amor por Raoul e a sua fascinação pelo gênio do Fantasma. Christine passa a se dedicar integralmente ao Fantasma, amando Raoul secretamente.

Quando Christine planeja fugir com Raoul, no entanto, o seu plano é descoberto e, durante uma atuação da Ópera Fausto de Charles Gounod, é raptada do palco por Erik e levada para os labirintos embaixo da Ópera. Raoul, juntamente com quase todos do teatro saem em sua busca, sabendo que foi o Fantasma que a levou. Nos aposentos de Erik ocorre o confronto final entre ele, Christine e o Visconde Raoul de Chagny. O Visconde tenta salvar Christine com a ajuda do Persa, através dos subterrâneos da Ópera, passando pela câmara dos suplícios, e onde Christine está sendo forçada a fazer uma escolha, entre Erik e Raoul. Christine escolhe Erik, com o intuito de salvar a vida das pessoas da Ópera, dizendo ao fantasma que concordará em ser sua esposa se ele libertar o Persa e Raoul. Erik leva o Persa de volta para sua casa, mas mantém Raoul como refém e o encarcera no local mais longínquo dos subterrâneos da Ópera.

Quando Erik retorna para Christine, ela o está esperando como uma verdadeira noiva; ele então se atreve a dar-lhe um beijo na testa, o qual ela aceita sem rejeitá-lo ou demonstrar horror. Esse ato simples traz a Erik uma alegria imensa, já que, que pela primeira vez na vida foi tratado como uma pessoa comum. É nesse momento que Erik muda de ideia, diz a Christine que ela pode ir embora e se casar com Raoul, e que ele, Erik, não passava de um cachorro aos seus pés, pronto para morrer por ela. A única coisa que ele pede é que, quando morrer, ela o enterre junto com o anel que lhe havia dado…

O amor do Fantasma pela Christine supera qualquer outro sentimento, desafia a gravidade e a consciência. É o amor incondicional que tanto sonhamos!

Cinema

O Fantasma da Ópera – versão 2004 – Trailer

O fantasma da ópera foi inúmeras vezes transposto para os palcos e para a telas de cinema, quando fez um estrondoso sucesso, principalmente entre o grande público.

A primeira versão foi em 1925, um filme mudo e em preto-e-branco, com Lon Chaney no papel do Fantasma. Seguiram-se outras versões igualmente populares, incluindo de 1943 com Claude Rains no papel-título. Em 1962, o estúdio inglês Hammer produziu a sua versão, numa adaptação com enfoque mais humano e trágico do personagem. Destaque também para a versão Ópera rock de 1974, dirigida por Brian De Palma e estrelada por Pawl Williams, intitulada como Phanton of the Paradise, entre várias outras.

Em 2004, foi novamente encenado para o cinema, adaptação do musical de Andrew Lloyde Webber dirigido pelo renomado diretor Joel Shumacher, com Gerard Butler na pele do fantasma, Emmy Rossum com como Christine e Patrick Wilson vivendo Raoul, fechando o triângulo amoroso (trailer acima).

O fantasma da ópera foi indicado ao Oscar em três categorias. O filme custou 96 milhões de dólares, sendo o mais caro filme independente já feito. Depois de pronto, a Universal comprou os direitos autorais dessa versão. Os 96.000.000 saíram do bolso do próprio Lloyd Webber.

XX

Existe uma metáfora na história onde o Fantasma representa o feio, o soturno, o doentio, ou seja, a própria arte! Carlotta é a cantora correta, técnica, perfeita. Christine é a voz sublime, aquele algo a mais que Carlotta não tem justamente por nunca ter ficado face a face com o Fantasma (Arte), nunca ter experimentado o sofrimento. A “Arte” de Christine vem do subterrâneo da Ópera, da alma. O Fantasma, está para além do bem e do mal; seus atos são, acima de tudo, uma consequência daquilo em que a sociedade o transformou. Mostra que mesmo a pior das criaturas traz em seu coração um desejo de encontrar a paz com os homens, num sentido puramente expressionista – uma felicidade que se esconde na mais profunda subjetividade, decifrável apenas por aquele que a vive e representa.

Livro ou filme O fantasma da Ópera é um clássico que conquista várias gerações, uma obra marcante que vale a pena conhecer.

Algumas músicas do filme/Musical

“Pense em mim, pense em mim com carinho, quando nos despedirmos
Lembre-se de mim de vez em quando, por favor, prometa-me que irá tentar
Quando achar aquilo que tanto deseja
Venha buscar o seu coração e fique livre
E se você tiver um momento pensa um pouco em mim
Nós nunca dissemos que nosso amor era perfeito, nem imutável como o mar
Mas se ainda puder se lembrar, pare e pense em mim
Pense em todas as coisas que nós compartilhamos e vimos
Não pense como as coisas deviam ter sido
Pense em mim pense em mim quando acordava, silenciosa e resignada
Imagine-me me afastando para afastá-lo de minha mente
Recorde aqueles dias, lembre-se daqueles tempos
Pense nas coisas que nunca faremos
Nunca haverá um dia em que eu não pensarei em você!
Nós nunca dissemos que nosso amor era perfeito, nem imutável como o mar
Mas por favor, me prometa que de vez em quando
Você pensará em mim
As flores perecem, as frutas do verão perecem
Elas têm as suas próprias épocas, assim como nós
Mas, por favor, prometa que de vez em quando
Você vai pensar em mim!”

“Deixa a luz do dia secar suas lágrimas”.

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