O Brasil continua tendo baixas taxas de transmissão de Covid-19. No entanto, a tendência pode ser revertida

Pela primeira vez desde que a pandemia se espalhou pelo Brasil, o país conseguiu manter as taxas de transmissão do coronavírus abaixo de 1 por duas semanas. No entanto, dados do Imperial College London sugerem que se deve ter cautela mesmo se a pandemia parecer estar diminuindo.

A taxa de transferência (R.0) no Brasil está atualmente em 0,99 – o que significa que espera-se que a cada 100 pacientes infectados com Covid-19 passe o vírus para 99, que infectará 98 e assim por diante. Na semana passada, a taxa atingiu 0,95.

Além disso, as taxas de transmissão no Brasil são atualmente mais baixas do que em vários outros grandes países, pois uma segunda onda de infecções está surgindo em várias partes da Europa.

Entre as nações latino-americanas, a R. do Brasil0 A taxa é atualmente inferior à da Argentina (1,07), Equador (1,3) ou Colômbia (1) – mas superior ao Peru (0,79) ou México e Bolívia (ambos a 0,95).

O Brasil continua tendo baixas taxas de transmissão de Covid-19. No entanto, a tendência pode ser revertida
O Brasil continua tendo baixas taxas de transmissão de Covid-19. No entanto, a tendência pode ser revertida

Diferentes estágios da pandemia

Como já enfatizamos várias vezes, a pandemia no Brasil não se desenvolveu de maneira uniforme devido ao tamanho continental do país. Atualmente, a maior parte do país está vendo o número de mortes de Covid-19 se estabilizar, com a média móvel de 7 dias de novas mortes diárias oscilando entre -10 e +10 por cento nas últimas duas semanas.

Um dado, no entanto, pode incluir o seguinte: A média diária de mortes aumentou 330% no estado de Roraima, no norte, e 147% na Amazônia – o primeiro estado a passar por um colapso de saúde no início deste ano. Os enterros dobraram nos últimos dias, segundo a prefeitura local, e o prefeito da capital amazônica Manaus disse que a região está em uma “fase de reinfecção”.

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