Muitos estados brasileiros ainda estão longe da cúpula do Covid 19

Apesar de quatro dias consecutivos com mais de 1.000 mortes – e sete dias dos últimos onze dias – o Brasil ainda está longe de atingir o pico de sua curva de infecção Covid 19. De fato, algumas regiões correm o risco de um platô onde o crescimento diminui, mas os números permanecem altos por dias ou semanas. No final de junho, vários estudos indicaram que o Brasil poderia chegar ao topo da lista. No entanto, alguns estados podem levar mais tempo para atingir seu pior momento.

O Rio de Janeiro e os estados do nordeste de Pernambuco e Ceará já estão enfrentando o colapso de seus sistemas de saúde. São Paulo – que responde por mais de um quarto de todas as mortes no país – teve um número alto de casos e mortes há algum tempo. No estado mais ao sul do Rio Grande do Sul, no entanto, o governo local anunciou ontem que o estado não deve atingir o pico antes da última semana de julho. Devido à enorme subnotificação, muitos estados não podem prever quando o pico real pode ocorrer.

Já em abril, o Supremo Tribunal Federal decidiu que estados e municípios são livres para definir diretrizes para o distanciamento social com base nas “realidades locais”. Como resultado, Guilherme Lichand, professor de economia da Universidade de Zurique, disse ao site de notícias do UOL que “estados diferentes reagiram de maneira diferente e criaram padrões diferentes, 27 curvas”. Para ele: “Se combinarmos esses dois fatores – mortes por milhão e flutuações de incidência ao longo de duas semanas – teremos um cenário mais preciso”. Ontem, o Brasil entrou nos 5 principais países com as 19 mortes mais cobiçadas – apenas 73 dias após A Espanha passou o registro da primeira morte no país.

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