Mortes e casos de Covid-19 no Brasil permanecem acima da taxa “muito alta”

De acordo com o relatório InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), os números da Covid-19 de óbitos e casos recém-confirmados ainda estão acima da frequência “altíssima” no Brasil na última semana de julho.

O relatório, que acompanha a ocorrência de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) no Brasil, também alerta que o Brasil estará na categoria de “risco” se o índice de novos casos e mortes por Covid-19 atingir o Uma segunda onda de casos Covid-19 permanece no nível atual. “Todas as regiões do Brasil têm uma incidência muito alta de casos e ainda estão em zona de risco”, disse o coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes.

Os estados brasileiros do Amapá, Ceará e Rio de Janeiro apresentam novos aumentos no número de casos. Com exceção do Maranhão, que parece ter se estabilizado por enquanto, o último relatório da InfoGripe confirma a avaliação inicial da Fiocruz sobre os estados que prevêem um aumento nos casos de Covid-19.

Os estados de Tocantins, Sergipe, Paraná e Santa Catarina apresentam os primeiros sinais de uma possível redução dos casos de Covid-19. Em São Paulo, apesar do recente declínio na tendência do caso Covid-19, a mudança nos números remonta a uma “flutuação” normal dos números que o estado tem desde maio, explica Gomes.

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Ainda assim, nenhum estado mostrou uma redução significativa nos casos durante um longo período de tempo que não possa ser considerado em risco de um novo aumento de casos e mortes.

Uma segunda onda de casos da Covid-19 poderia trazer o Brasil ainda mais perto do status dos EUA como líder mundial em casos e mortes da Covid-19. Os EUA registraram 163.000 mortes, ante 98.844 no Brasil. De acordo com o Infogripe, o novo coronavírus é responsável por 96,7% de todos os casos de SARS no Brasil e 99,1% de todas as mortes por SARS.

Uma segunda onda também seria devastadora para a economia prejudicada do Brasil, que deve encolher em pelo menos 5% este ano. O relatório brasileiro foi explicado anteriormente o que um cenário de segunda onda pode significar para as empresas brasileiras em dificuldades.

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