Liga de futebol brasileira repetidas vezes durante a Covid-19

Bem-vindo de volta ao boletim do Brazil Sports. Esta semana, uma história sinuosa sobre futebol, rivalidade, Covid-19 e o sistema judicial. O Flamengo acabou jogando contra o Palmeiras na partida mais polêmica do ano. Divirta-se enquanto lê!

Futebol na Covid-19 vezes: o jogo que nunca existiu … mas era

No campeonato brasileiro neste final de semana, o campeão Flamengo viajou a São Paulo para enfrentar o Palmeiras. Como os dois clubes mais ricos do país com as equipes mais caras, os dois desenvolveram uma rivalidade acirrada nos últimos anos. O confronto de domingo não foi diferente, cheio de contratempos, reviravoltas, escolhas bizarras e drama – tudo isso antes de uma bola ser chutada.

De fato, parecia improvável que o Palmeiras enfrentasse o Flamengo quando uma justiça do trabalho do Rio de Janeiro emitiu uma ordem para adiar o jogo, já que um total de 36 funcionários do time visitante estavam infectados com o coronavírus – incluindo estonteantes 19 jogadores.

O surto entre os funcionários do Flamengo saiu completamente fora de controle quando o time voltou da vitória da Copa Libertadores sobre o Barcelona em Guayaquil, no Equador. Sete jogadores tiveram resultados positivos antes do jogo, o que levou ao temor de que o jogo pudesse ser adiado. O jogo continuou, o Flamengo venceu por 2 a 1 e voltou ao Brasil com 36 casos positivos do coronavírus.

Com apenas 13 jogadores titulares em condições de enfrentar o Palmeiras, o Flamengo já se candidatou a abandonar o jogo. Mas na 11ª hora – mais precisamente 20 minutos antes do apito inicial – a decisão foi revertida e o jogo continuou.


Colhe o que planta? Muitos apontaram a ironia de que o Flamengo estava consistentemente do lado de “superar” a pandemia do coronavírus. Com o vírus saindo de controle em junho, matando mais de 1.000 pessoas por dia, o Flamengo foi o mais difícil de defender o retorno do futebol. A equipe violou as restrições de distanciamento social do governo do Rio de Janeiro e treinou às escondidas enquanto todos os demais clubes seguiam as regras de isolamento.

No dia 18 de junho, o clube disputou uma partida do campeonato estadual em um estádio vazio do Maracanã. Um hospital de campanha Covid-19 foi instalado no estacionamento em frente à casa. O Flamengo venceu por 3 a 0 e um paciente com coronavírus morreu no hospital vizinho durante os 90 minutos.

O Flamengo venceu com a retomada do futebol e focou na volta dos torcedores aos estádios. Ele se encontrou com o presidente Jair Bolsonaro e pediu ao governo que permitisse 30% da capacidade para seus jogos em casa.

O fato de o Flamengo não ter mais jogadores titulares em número suficiente para formar um elenco completo devido às infecções do Covid-19 foi visto por muitos especialistas como uma forma macabra de justiça poética.

Não siga as regras. Devido ao grande número de infecções dentro do clube, há denúncias de que o Flamengo não está seguindo os protocolos de segurança da Covid-19. Após a vitória no Equador, o clube publicou uma foto de seus jogadores no voo para casa, onde ninguém usava máscara ou se distanciava socialmente.

Ele disse o quê? O presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, inicialmente minimizou o incidente, dizendo que também estava tirando a máscara para tirar fotos. “Quando tiro uma foto, tiro a máscara, prendo a respiração e tiro a foto. Todo mundo faz isso. “

Mais do que um tapa no pulso. Apesar de minimizar o incidente para a imprensa, Landim demitiu imediatamente o funcionário que tirou a foto, o assessor de imprensa Matheus Grangeiro, de 26 anos.

Bom senso ou apenas sobremesas? É claro que o Flamengo, com apenas 13 jogadores saudáveis ​​no time titular, certamente teve argumentos para cancelar o jogo de domingo. Eles acabaram tendo que chamar os jovens jogadores para preencher o banco de seu substituto – e sua linha de defesa -, mas isso os expôs a uma transmissão claramente ativa do coronavírus dentro do clube. Em vez de simplesmente adiar o jogo, o Palmeiras – junto com vários especialistas brasileiros – desafiou o jogo, forçando o Flamengo a perder o jogo e conceder os pontos ao saudável time do Palmeiras.

Padrões duplos. A saúde deve vir em primeiro lugar, já que o Brasil volta ao futebol, mas há fortes evidências de que o Flamengo recebeu tratamento especial ao adiar o jogo. Clubes menores foram obrigados a continuar jogando devido aos surtos de seu próprio Covid-19, enquanto apenas o caso do Flamengo recebeu tal resposta das autoridades. A ordem judicial de adiamento do jogo foi fruto de contestação do sindicato dos Sindiclubes, do clube de futebol carioca, presidido por funcionário do Flamengo. Os sindicatos não comentaram casos semelhantes com clubes menores.

Decisivo. No final, foi a pressão de outros grandes clubes brasileiros que obrigou o jogo a continuar. O Palmeiras ameaçou os dois pesos e duas medidas e ameaçou que – caso o jogo continue – ela solicitaria à Associação Brasileira de Futebol (CBF) o cancelamento do campeonato nacional de 2020. Suas palavras foram apoiadas por executivos de dezenas de clubes, incluindo alguns dos maiores rivais do Palmeiras. No final, a pressão funcionou.

E quanto ao jogo? No final das contas, o futebol foi de longe a parte menos interessante ou empolgante dessa história. O Flamengo entrou em campo com um goleiro novato e uma linha defensiva de jovens jogadores, mas o futebol pouco inspirado do Palmeiras – e uma atuação maravilhosa do meio-campo do uruguaio Giorgian De Arrascaeta, um dos poucos jogadores seniores não infectados do Flamengo – manteve o placar em 1 -1 empate.


O que mais você deve saber?

  • Estádio de Essen. Com espaço vazio para o futebol brasileiro – por enquanto – a marca local de cerveja Brahma lançou uma estranha iniciativa para recriar a experiência da jornada para os torcedores que estão presos em casa. Um site dedicado permite que os torcedores façam pedidos de entregas de alimentos em bares tradicionais fora dos estádios de seus times, onde pratos clássicos pré-futebol são servidos. Em São Paulo, os usuários podem solicitar o clássico Sanduíche de pernilenquanto o torcedor mineiro consegue um prato feijão tropeiro enviado para sua casa no intervalo.

Fórmula 1. Depois que a gigante da TV Globo decidiu não prorrogar seu contrato de transmissão da Fórmula 1 a partir de 2021, os direitos de transmissão foram comprados pela empresa intermediária Rio Motorsports. O grupo agora vai negociar com canais de TV para decidir onde o Grande Prêmio do próximo ano será transmitido. Enquanto isso, a Fórmula 1 anunciou que seu serviço de streaming F1TV será lançado em breve no Brasil.

UFC. O brasileiro Paulo “Borrachinha” Costa foi dominado pelo campeão dos médios Israel Adesanya na noite de sábado no UFC 253, que lhe valeu a primeira derrota da carreira no MMA. Especialistas e analistas criticaram a abordagem de Borrachinha na luta e elogiaram a “master class” do campeão nigeriano Adesanya.