Humorísticos de ontem e hoje – parte 3 l O que pode e o que não se deve e vice-versa.

No episódio anterior vimos alguns programas de humor que pegam pesado nas piadas e quando a atração é ao vivo, é aí que a coisa complica – sim é do CQC que vamos tratar agora. Em setembro de 2011 o programa exibiu uma matéria com a cantora Wanessa Camargo que na época estava gestante e então o titular do programa Marcelo Tas faz um comentário elogiando a filha do Zezé de Camargo, e daí um dos integrantes da bancada – Rafinha Bastos faz uma “piada” de extremo mau gosto envolvendo Wanessa e o fruto de seu ventre. Isso rendeu processo a Rafinha o ‘Que’ lhe ‘Custou’ sua saída do humorístico; e no mesmo ano ele fizera uma piada relacionando mulher feia e estupro e mais tarde, mais uma piada ridícula; dessa vez com deficientes mentais. É Rafinha, “pimenta nos ‘zoi’ dos outros é refresco” – eita colunista que “piada sem graça”.

No atual e triste cenário político que a nossa nação se encontra a gente não sabe se chora ou até rir da situação – então senhoras e senhores eu vos apresento a 1a fórmula de sucesso que é pra fazer a gente extrair o cômico do trágico: zoar com os políticos e o CQC fez isso com maestria. Mônica Iozzi, uma jovem humorista integrante da atração junto com outros comediantes, mostravam seus talentos ao entrevistar de um modo bem debochado mas inteligente, esses políticos que “tanto nos orgulham de sermos brasileiros”. Mas essa onda de tirar onda com os ‘homens engravatados de Brasília’ não foi pioneirismo do CQC não.

Humorísticos de ontem e hoje – parte 3 l O que pode e o que não se deve e vice-versa.Humorísticos de ontem e hoje – parte 3 l O que pode e o que não se deve e vice-versa.

Voltemos aos anos 80, onde Renato Russo & Cia percorriam os quatro cantos do nosso território e nos perguntava em forma de música – ‘Que país é esse?’ e paramos obrigatoriamente em um Cabaré……calma aí não fala nada se não apanho da minha mulher. O Cabaré do Barata, que surgiu do humorístico Agildo no País das Maravilhas na TV Bandeirantes, já satirizava a situação político-econômica do Brasil com fantoches que representavam os políticos da época. O tema de abertura do programa era ‘Por debaixo dos panos’ de Ney Matogrosso. Agildo Ribeiro foi um mestre na arte de fazer rir com essa sacada e no próximo programa…..peraí colunista, deixa de ‘fuleragem’ tu ‘num’ falou que essa ia ser a última parte? Eu sei, eu sei mas eu quero é ficar cego quando morrer se o próximo não vai ser o último; caso contrário vocês leitores podem me dar uma surra de ‘tauba’.

No próximo episódio um programa com essa pegada regional trazendo a maneira de falar, o costume de cada povo é mais uma fórmula de sucesso e tem também o Show do Tom e ainda uma merecida e singela homenagem aos humoristas que partiram – eles e o nosso coração!

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