Foro de São Paulo: um inimigo que precisa ser combatido

Algo no Brasil de que geralmente as pessoas pouco, ou provavelmente nunca, ouvem falar é sobre o Foro de São Paulo. E, por se tratar de um tema de essencial importância para a sociedade brasileira, resolvi aderir, nesta edição, a sugestão do meu amigo Douglas – sim, meu xará – e colocarei aqui alguns pontos sobre a instituição.

Teoricamente, o Foro é uma instituição legal criada para debater assuntos relacionados à integração social, cultural e política de países da América Latina.

Mas será que não existe nada de ilegal atrás das reuniões do Foro?

Primeiro, vamos entender como tudo começou.

Foro de São Paulo: um inimigo que precisa ser combatido
Foro de São Paulo: um inimigo que precisa ser combatido

Na década de 90, sem o apoio da Rússia, com a derrubada do Muro de Berlim e o fim do comunismo na união Soviética, o ditador cubano Fidel Castro percebeu que sua revolução estaria ameaçada. Esta ideologia já havia caído em diversos cantos do mundo, e parecia não haver mais pra onde correr.

Aí que Fidel teve uma “brilhante” ideia. Conhecido de Lula, convidou o atual ex-presidente brasileiro para formar um grupo, quando se reuniram pela primeira vez em São Paulo, lugar que deu nome ao Foro.

Até aí – tirando o fato de que tudo começou da aliança com um ditador sanguinário – tudo bem. Se não fosse o fato de que aliado ao Foro de São Paulo existem, além de partidos da América Latina, organizações terroristas/guerrilheiras como as FARC.

Lula e Fidel Castro

O PT até nega a ligação da organização com o Foro, mas as fortes evidências mostram o contrário.

Em uma entrevista, o ex presidente da Venezuela Hugo Chavez conta ter conhecido Lula no Foro, onde também estava presente um membro da FARC.

“Recebi o convite para assistir, em 1995, ao Foro de São Paulo, que se instalou naquele ano em San Salvador. (…) Naquela ocasião conheci Lula, entre outros. E chegou alguém ao meu posto na reunião, a uma mesa de trabalho onde estávamos em grupo conversando, e lembro que colocou sua mão aqui [no ombro esquerdo] e disse: ‘Cara, quero conversar com você.’ E eu lhe disse: ‘Quem é você?’ ‘Raúl Reyes, um dos comandantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.’ Nós nos reunimos nesta noite, em algum bairro humilde lá de El Salvador. (…) E então se abriu um canal de comunicação e ele veio aqui (…) e conversamos horas e horas. Depois, em uma terceira e última ocasião, passou por aqui também.”

Confira no vídeo abaixo:

Em entrevista à Folha de S. Paulo em 27 de agosto de 2003, Reynes já admitiu acordos com instituições em nosso país.

“As Farc têm contatos não apenas no Brasil com distintas forças políticas e governos, partidos e movimentos sociais…”

E nomeou as mais importantes:

“Bem, o PT, e, claro, dentro do PT há uma quantidade de forças; os sem-terra, os sem-teto, os estudantes, sindicalistas, intelectuais, sacerdotes, historiadores, jornalistas…”

O filósofo brasileiro Olavo de Carvalho sempre se mostrou crítico ferrenho do Foro. Ele, junto com outros membros da direita brasileira, denuncia a instituição desde os primórdios, quando ainda faziam encontros secretos.

Olavo acredita que o Foro é um encontro que visa a dominação da esquerda comunista no nosso continente, o que já está bastante avançado, visto que a maioria dos países da América Latina são comandados ou têm como principal líder da opisição um membro do Foro.

Olavo de Carvalho critica fortemente o Foro de SP

Ele, em 8 de agosto de 2013, publicou um artigo com cinco crimes praticados pela instituição.

1) Deu abrigo e proteção política a organizações terroristas e a quadrilhas de narcotraficantes e sequestradores que nesse ínterim espalharam o vício, o sofrimento e a morte por todo o continente, fazendo mesmo do Brasil o país onde mais cresce o consumo de drogas na América Latina.

2) Ao associar entidades criminosas a partidos legais na busca de vantagens comuns, transformou estes últimos em parceiros do crime, institucionalizando a ilegalidade como rotina normal da vida política em dezenas de nações.

3)Burlou todas as constituições dos seus países-membros, convidando cada um de seus governantes a interferir despudoradamente na política interna das nações vizinhas, e provendo os meios para que o fizessem “sem que ninguém o percebesse”, como confessou o sr. Lula, e sem jamais ter de prestar satisfações por isso aos seus respectivos eleitorados.

4)Ocultou sua existência e a natureza das suas atividades durante dezesseis anos, enquanto fazia e desfazia governos e determinava desde cima o destino de nações e povos inteiros sem lhes dar a mínima satisfação ou explicação, rebaixando assim toda a política continental à condição de uma negociação secreta entre grupos interessados e transformando a democracia numa fachada enganosa.

5) Gastou dinheiro a rodo em viagens e hospedagens para muitos milhares de pessoas, durante vinte e três anos, sem jamais informar, seja ao povo brasileiro, seja aos povos das nações vizinhas, nem a fonte do financiamento nem os critérios da sua aplicação. Até hoje não se sabe quanto das despesas foi pago por organizações criminosas, quanto foi desviado dos vários governos, quanto veio de fortunas internacionais ou de outras fontes. Nunca se viu uma nota fiscal, uma ordem de serviço, uma prestação de contas, um simulacro sequer de contabilidade. A coisa tem a transparência de um muro de chumbo.