Estudo: O risco de morrer de Covid-19 é quase o dobro em cidades pobres

A desigualdade mostrou novamente que afeta a dinâmica do Covid-19 no Brasil. Embora a idade tenha sido o principal fator de discrepância na Europa, um novo estudo do Centro de Operações e Inteligência em Saúde concluiu que o ensino é um dos principais fatores que exacerbam a atual crise de saúde pública. O estudo constatou que os brasileiros que vivem em cidades com baixa pontuação no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) morrem quase duas vezes mais do Covid-19 do que aqueles que vivem em locais com alto IDH.

Nas comunidades com baixo IDH, 61,7% das pessoas infectadas com o novo coronavírus morrem. Nas cidades com IDH médio e alto, no entanto, esse número cai para 51,5 e 32,9%, respectivamente. Para os pesquisadores, um dos motivos que explica isso é que “a taxa de letalidade no Brasil é muito alta, influenciada pela desigualdade no acesso ao tratamento”.

Desde que a pandemia começou O relatório brasileiro destacou como as diferentes formas de desigualdade contribuem para exacerbar a crise no Brasil e na América Latina. Na semana passada, Benjamin Fogel disse que os mais afetados pelo Covid-19 haviam sido abandonados pelo governo antes da pandemia. E no início de maio, mostramos a importância da corrida na luta contra o vírus.

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