Doutrinação marxista nas escolas: realidade ou história da Carochinha?

Que nossas universidades e escolas estão repletas de professores marxistas de esquerda, não é novidade para ninguém. E esse não é um ponto questionável, afinal, cada um tem o direito de seguir a ideologia que lhe parecer mais apropriada. O problema é quando essas ideologias são colocadas – mesmo que inconscientemente – na cabeça de nossos filhos.

E, por mais que provas não faltem para comprovar que existe sim uma forte onda de doutrinação marxista em nossas escolas, muita gente insiste em negar ou fechar os olhos para as evidências.

No Sociedade em Foco de hoje, reunirei algumas das provas mais explícitas que mostram que a esquerda está mais que avançada na implantação do marxismo cultural no Brasil através da educação. Afinal, é bem mais fácil formar a mentalidade do ser humano desde cedo que mudar a de alguém já formado conscientemente em ideias.

Doutrinação marxista nas escolas: realidade ou história da Carochinha?Doutrinação marxista nas escolas: realidade ou história da Carochinha?

São fotos, flagras e até vídeos retirados de alguns sites que se opõem a esse tipo de ensinamento. Seja ele um ensinamento que tenda para a esquerda, como também o que tende para a direita. Educar é mostrar os dois lados, mostrar os pontos positivos e negativos de ambos e deixar que o aluno por si só possa escolher a ideologia que o melhor representa.

O primeiro ponto que vamos observar é referente aos livros didáticos. Como sabemos, principalmente no ensino fundamental e médio, eles são a principal fonte de conhecimento para o aluno depois do professor. Obviamente, um livro de uma escola pública não pode tender a uma ideologia específica.

Não é isso que acontece no Brasil. Como bem pontuou o site Spotniks, o livro de História mais vendido do Brasil (eu já estudei por ele no ensino fundamental, inclusive) nem se dá ao trabalho de disfarçar sua parcialidade ideológica.

Obra recomendada pelo Ministério da Educação, o livro Nova História Crítica representava, em 2005, 30% do total de livros didáticos escolhidos pelas escolas brasileiras.

Na obra, podemos encontrar elogios à ditadura cubana, a revolucionários ou ditadores sanguinários como Che Guevara e Mao Tsé-Tung, que é classificado como um “grande estadista e comandante militar”. Até o grupo terrorista FARC é destacado no livro como um grupo de jovens que “lutam por um novo mundo”. Não gosto nem de imaginar que novo mundo seria esse.

Temas como o capitalismo e neoliberalismo são sempre tratados de forma oposta aos citados anteriormente, sempre com questionamentos e dúvidas tendenciosas, como você pode observar nas imagens (clique para ampliar).

E se você pensa que os livros de história entregues a nossas crianças são tendenciosos apenas no que se refere à política internacional, está bastante enganado. Eventos históricos nacionais também não escapam da doutrinação marxista implantada pela esquerda no Brasil.

Denúncia publicada na Folha de S.Paulo pontuou como é abordado no livro didático História e Vida Integrada a trajetória governamental de dois dos últimos governos da história do Brasil: o de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e o de Lula (2003-2010).

O livro pontua enormes críticas ao governo do primeiro – como falácias sobre privatizações, a polêmica compra de votos para a reeleição, e apenas um aspecto positivo: reformas na Lei de Responsabilidade Fiscal. Já sobre Lula, o destaque é dado ao novo estilo de governar do petista, e a festa popular em comemoração a sua posse. Ao lado de tantas críticas, uma pequena menção a escândalos de corrupção ocorridos no governo.

Não sou defensor do PSDB – apesar de o considerar um partido de esquerda “menos pior que o PT -, mas é claro e evidente que imparcialidade passou longe do conteúdo apresentado pela publicação.

Quando o assunto é referente ao período do Regime Militar, nossos livros chegam ao extremo do tendencioso. Erros e barbáries foram cometidas pelos militares, isso é fato, mas o regime que foi de 1964 a 1985 não pode ser resumido a apenas isso.

Ao falar sobre o período, os livros geralmente esquecem de mencionar que brasileiros foram às ruas pedir pela intervenção dos militares. O mundo vivia a polarização esquerda-direita, e o medo do comunismo também era constante entre brasileiros, principalmente em meio a reformas propostas pelo presidente João Goulart, consideradas tendentes ao comunismo na época.

Os livros, enquanto demonizam totalmente os militares – que querendo ou não foram importantíssimos para o crescimento do país em infraestrutura e outros setores – transformam em heróis guerrilheiros como Carlos Marighella, que lutavam contra uma ditadura de direita não com o propósito de restabelecer a democracia, mas de implantar uma ditadura do proletariado (de esquerda).

E que tal falar de Karl Marx? Os alunos dessa escola “aprenderam bem” sobre o guru revolucionário da esquerda. E a abordagem é bem “crítica e construtiva”, com clichês como “luta de classes”, “burguesia” e outras bobagens pregadas pelo alemão.

“Mas como existe uma doutrinação esquerdista se muitos de nossos alunos sequer sabem quem foi Karl Marx ou o que é comunismo? ”

Essa é uma pergunta bastante feita pelos “insentões”. Eu, inclusive, fui questionado com ela um dia desses.

A resposta para ela é bem simples. Nem toda doutrinação é explícita, como a mostrada através dos exemplos acima. Não é preciso conhecer Marx ou Gramsci para aprender muitos dos conceitos por eles ensinados.

Ensinar aos alunos que porte de armas é algo desvantajoso, que certos grupos específicos da sociedade (homens, brancos, cristãos e heterossexuais) são opressores em relação a outros ou demonizar o livre mercado são formas implícitas de doutrinação marxista.

Professores são humanos, e até entendo que tendem a apresentar seus conteúdos partindo de suas óticas ideológicas, sejam elas de direita ou de esquerda. Agora admitir que tal doutrinação esteja presente nos livros didáticos, comprados com nosso dinheiro, não passa de um absurdo.

O pior de tudo é alguém ainda negar que existe tal doutrinação. É, no mínimo, fechar os olhos para a realidade.

Antes de nos despedirmos, sinto-me na obrigação de apresenta-los o excelente projeto Escola Sem Partido, que luta brilhantemente contra tudo o que foi retratado acima. Para conhecer melhor sobre, clique aqui.

Até a próxima!