Cultura do estupro – Recreio

Gostaria de iniciar essa postagem em primeiro lugar me solidarizando com a jovem que foi vítima de um estupro coletivo no Rio de Janeiro. Realmente, uma opinião é quase unânime no Brasil: seja em qual for a circunstância, ninguém merece ser estuprado, por mais vulgar ou indecente que esteja se apresentando.

Porém, é impossível deixar passar batido o movimento de cunho feminista que acabou tomando conta das redes sociais. Filtros com “eu luto pelo fim da cultura do estupro” estamparam as fotos de perfil de milhares de mulheres por todo o país.

Esse, querendo ou não, é um termo que divide opiniões, mas nessa postagem pretendo focar na interpretação que mais vi correndo na internet. A de que existe uma cultura no Brasil que vê o estupro como algo “correto”, e essa cultura é especialmente masculina.

Mas será mesmo que existe essa cultura do estupro em nosso país? Será que educação resolve o problema? São questionamentos que pretendo responder ao longo desse texto.

Cultura do estupro – Recreio
Cultura do estupro – Recreio

O movimento feminista, com o intuito de utilizar situações polêmicas para se fortalecer, pregou o ódio extremo à classe masculina na internet. Cheguei a ver mulheres falando que pelo simples fato de uma pessoa do sexo masculino não fazer uma postagem referente ao assunto, ela estaria compactuando com a “cultura do estupro”.

Essa teoria, em sua essência, prega que a maioria dos homens aprende culturalmente que a figura da mulher é inferior e que não deve ser respeitada. Em outras palavras, diz que em nossa sociedade é “normal” e aceitável que um homem se aproveite de uma mulher sem seu consentimento.

Essa tese é totalmente quebrada ao percebermos que o estupro é um dos crimes mais repudiados no Brasil. Se existe algo que não é tolerado pela grande maioria (seja ela feminina ou masculina) é esse tipo de crime.

Para se ter uma ideia, até na cadeia, onde encontramos pessoas “moralmente” mais próximas a estupradores, eles não são tolerados. São tratados com dureza e repúdio.

Não. Eu não acho correto se aproveitar de uma mulher desacordada ou inconsciente, e não fui ensinado a isso. Minha opinião não é exceção, e sim regra. Meus pais, meus irmãos e meus amigos não foram ensinados a estuprar.

“Ah, mas de 30 homens no local, nenhum se compadeceu da pobre garota?”

O que temos que entender é que aqueles 30 cidadãos não eram homens comuns, trabalhadores, “homens de bem”. A própria jovem em seu Facebook admitiu que estavam com fuzis e outras armas. Não é correto você pegar a ação de um grupo de criminosos e generalizar toda a classe masculina que certamente repudia tal ação.

“Como resolver o problema do estupro?”

Tenho quase certeza que a resposta para essa pergunta não é “com educação”. Não creio que textos no Facebook ou coisas do gênero irão mudar a mente doentia de quem é capaz de praticar tamanha infração. Um estuprador não estupra por achar que o estupro é correto, assim como um ladrão sabe que está errado ao roubar.

Você falar a um estuprador que o estupro é errado será tão eficaz quanto falar para um ladrão não roubar. Irá continuar exatamente tudo como estava.

As maneiras mais eficazes para lutar contra o estupro são aquelas que são combatidas por quem hoje diz lutar contra a cultura deste.

Levantamento nos Estados Unidos mostra que, a cada ano, aproximadamente 200.000 mulheres nos EUA utilizam armas de fogo para se proteger de crimes sexuais. O que a esquerda faz? Prega o desarmamento e tira das mulheres uma grande oportunidade de se defender.

Como punição, a castração química poderia ser uma boa. E ainda preveniria outros futuros casos.

“Eu queria poder sair para qualquer lugar sem correr o risco de ser estuprada.”

Mulheres, acreditem, eu também queria que vocês pudessem ir para onde bem entendessem sem perigo de sofrer nenhum tipo de violência. Porém, algumas vezes nosso senso de autodefesa deve falar mais alto. Vamos discorrer mais sobre…

Eu queria poder sair para qualquer lugar com meu celular à mostra, inclusive em uma rua cheia de ladrões. Poderia e tenho esse direito, só não sei se voltaria com ele para casa. Infelizmente ainda não vivemos em um mundo cor-de-rosa, pessoas más existem. Logo, devemos nos desviar de certo tipo de ambientes.

Uma menina indefesa frequentar um baile com um grupo de traficantes ou drogados já deveria saber que seu passeio poderia não acabar com um final feliz. Estupradores, como já falei, não ligam para os limites para a moral e o bom senso.

Porém, deixando claro, assim como um ladrão não teria justificativa plausível para me roubar, um estuprador também não tem justificativa para estuprar.

Até a próxima!

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