Com a segunda onda de coronavírus, o PIB brasileiro cairia, diz a OCDE

Em sua última rodada de previsões do PIB, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) agora espera que o PIB brasileiro caia em até 9,1% se uma segunda vaga do Covid 19 atingir o país até o final do ano. Mesmo que isso não aconteça, a economia do país deve encolher em 7,4%.

“Mercados emergentes como Brasil, Rússia e África do Sul enfrentam desafios particulares nos sistemas de saúde tensos, somando-se às dificuldades causadas pela queda nos preços das commodities”, afirmou a OCDE.

Embora a perspectiva brasileira seja pior do que a recessão global de 6% prevista para 2020 – ou um declínio de 7,6% em um cenário de segunda onda -, não é tão ruim quanto a de alguns países industrializados. Espera-se que a atividade econômica na zona do euro diminua 9,1% este ano e, no pior caso, para 11,5%. Para os EUA, as previsões são de 7,3 e 8,5%. Dada a perspectiva, a OCDE acredita que “o apoio do governo para ajudar pessoas e empresas nos setores mais afetados deve evoluir e permanecer substancial”.

Os dados da OCDE mostram o que é considerado o principal risco para os mercados financeiros em todo o mundo. O otimismo em relação à reabertura dos países industrializados sem nenhum sinal de uma segunda onda levou à recuperação do mercado. Isso levou a um aumento de 52% para o Ibovespa, o índice de referência do Brasil, de seu nível mais baixo em 23 de março, como mostramos em nosso Briefing Diário de 10 de junho.

Com a segunda onda de coronavírus, o PIB brasileiro cairia, diz a OCDECom a segunda onda de coronavírus, o PIB brasileiro cairia, diz a OCDE

Apoie este relatório →Apoie este relatório →