Cidades com poucas mortes por Covid 19 viram um aumento nas mortes por SDRA

Algumas capitais brasileiras alegaram ter domado com sucesso a propagação do vírus corona. Em Minas Gerais, o governador fez rondas nas emissoras de televisão, alegando ter a melhor estratégia para combater o Covid-19 antes de reabrir temporariamente a capital Belo Horizonte para negócios. No sul do estado de Santa Catarina, a cidade de Florinópolis comemorava um mês inteiro sem uma única vítima da pandemia. Mas, como mostramos repetidamente, há mais aqui do que você pensa. As capitais que afirmam ter “vencido” a guerra contra o coronavírus estão realmente vendo um aumento nas mortes causadas pela síndrome respiratória aguda grave (SDRA) – causada pelo Covid-19, mas também causada por pneumonia ou influenza lata.

As doenças respiratórias não especificadas matam 12 vezes mais pessoas que o Covid-19 nas capitais, o que representa a si mesmo como um porto seguro para os coronavírus. Quanto menor o número de 19 casos da Covid, mais vítimas de SDRA são enterradas.

Por exemplo, em 18 de maio, Campo Grande registrou apenas cinco vítimas de coronavírus. Nesse ponto, no entanto, 58 pacientes haviam morrido de SDRA – e 55 deles desde o final de fevereiro, quando o Covid-19 foi registrado pela primeira vez no Brasil.

Em março, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Brasil notou um aumento preocupante nos casos de SDRA. A curva havia subido de forma suspeita Em frente Os primeiros casos de Covid-19 foram confirmados, sugerindo que o coronavírus pode ter chegado ao país algum tempo antes da primeira identificação pelas autoridades.

Cidades com poucas mortes por Covid 19 viram um aumento nas mortes por SDRA
Cidades com poucas mortes por Covid 19 viram um aumento nas mortes por SDRA

Marcelo Gomes, que coordena o projeto de monitoramento da gripe da Fiocruz, afirma que testes laboratoriais mostraram que muitas doenças respiratórias não especificadas estão relacionadas à pandemia.

Os seguintes dados sobre casos de SDRA

Alguns estados trataram pacientes com SDRA sem uma cepa de gripe identificada como suspeita de casos Covid 19. Nem todos são positivos, mas muitos o fazem. Os padrões de teste não são consistentes em todos os estados. Por exemplo, em Minas Gerais, as autoridades de saúde afirmam que não é hora de fazer uma varredura em massa da população e que os testes não devem ser feitos apenas para satisfazer a curiosidade dos pesquisadores.

O relatório brasileiro coletou dados de casos conhecidos do Covid-19 por 100.000 habitantes em todas as 27 capitais (que é um indicador de quantos estados estão testando) e os cruzou com microdados para mortes por SDRA nas mesmas cidades. Esse banco de dados está atualizado apenas até meados de maio.

Existe uma forte correlação estatística entre a taxa de queda por 100.000 habitantes e a proporção entre as mortes por SDRA e Covid-19 (r = 0,84): quanto maior essa proporção, menor a proporção de Covid-19 per capita -Taxa.

Isso pode ser devido a testes. Quanto mais um estado não testa pacientes pesados, mais casos descobre e mais alta é a taxa de covarde per capita.

A taxa de teste per capita no estado do Amapá, na Amazônia, é uma das mais altas do Brasil. Em 15 de maio, 519 dos 100.000 residentes haviam sido testados. Em 4 de junho, havia mais de 1.500 casos conhecidos por 100.000 residentes. Isso significa que cerca de 1,5% da população foi infectada com o vírus até o momento. Na capital, Macapá, apenas uma morte por SDRA foi registrada para cada nove mortes Covid 19.

É o oposto de O que está acontecendo em Belo Horizonte?, a capital do mineiro indiferente – onde teste é considerado um tipo de voyeurismo perverso. Lá, 9,3 mortes por SDRA foram registradas para cada vítima de coronavírus. Até 15 de maio, eles haviam realizado apenas 78 testes por 100.000 habitantes.

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