Bolsonaro decide financiar vacinas por R $ 1,9 bilhão

O presidente Jair Bolsonaro assinou um decreto provisório nesta quinta-feira para destinar R $ 1,9 bilhão (US $ 350,2 milhões) para a compra e fabricação de uma potencial vacina Covid-19, que está sendo feita pela farmacêutica AstraZeneca em parceria com a universidade Oxford foi desenvolvido.

O valor será repassado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para pesquisas biológicas – parceira da AstraZeneca no Brasil, que tanto faz os testes quanto negocia a transferência de tecnologia da vacina.

Em 27 de junho, o governo federal anunciou uma parceria com a Oxford University e a AstraZeneca, com um investimento inicial de R $ 695 milhões para adquirir e fabricar sua potencial vacina Covid-19 no Brasil. Se a vacina for eficaz, o país deverá receber 100 milhões de unidades da vacina até o segundo trimestre de 2021 e a tecnologia para fabricar a vacina de forma independente no futuro.

“Garantimos o investimento de recursos em uma vacina que se revelou a mais promissora do mundo. O investimento é importante não só pelo seu valor de quase R $ 2 bilhões, mas também pela busca de soluções para o Brasil que possibilitem o desenvolvimento de tecnologias para proteger o brasileiro ”, disse o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, na cerimônia de assinatura do decreto provisório.

Bolsonaro decide financiar vacinas por R $ 1,9 bilhão
Bolsonaro decide financiar vacinas por R $ 1,9 bilhão

Dos R $ 1,9 bilhão, R $ 522,1 milhões serão gastos na ampliação do Laboratório de Bio-Manguinhos – departamento da Fiocruz responsável pelo desenvolvimento e fabricação de vacinas – na cidade do Rio de Janeiro. O restante, R $ 1,3 bilhão, será utilizado na compra e transferência de tecnologia para a fabricação da vacina – cifra quase o dobro do investimento inicialmente informado em junho.

Sinais encorajadores

A “Oxford Vaccine”, como é popularmente conhecida, foi a primeira vacina no mundo a atingir o terceiro e último estágio dos estudos, quando os pesquisadores receberam permissão para conduzir testes definitivos em massa em humanos para verificar a segurança e a eficiência do Vacinar para um grupo maior de determinação de vacina. Mundialmente, a vacina, em colaboração com a Fiocruz e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), realiza testes em 50 mil voluntários, sendo 5 mil no Brasil.

Os resultados da terceira fase inicial são encorajadores. O reitor Soraya Smaili da Unifesp disse recentemente que a vacina potencial é uma candidata “forte e segura” contra a Covid-19.

Em julho, O relatório brasileiro Foi explicado como a vacina Oxford, e outra potencial vacina em desenvolvimento pelo laboratório chinês Sinovac Biotech e ambas em teste no Brasil, são as maiores esperanças do país na corrida por uma vacina Covid-19.