Audiências consolidadas desta terça-feira (30/01).

A julgar pelo que vocês mes contaram, a imprensa brasileira fez uma péssima cobertura do discurso que o Presidente Donald Trump realizou perante os parlamentares americanos na noite de ontem.

Nos EUA, por outro lado, nem mesmo os democratas mais fanáticos conseguiram omitir o medo e a preocupação que sentiram ao ver um presidente capaz de falar com firmeza, confiança e tranquilidade e de articular suas propostas políticas em um discurso conectado à realidade, repleto de compaixão, inspirado por uma profunda empatia e alicerçado sobre a convicção de quem sabe estar no caminho certo; e isso, é claro, para não mencionar a coragem de quem dá nome aos desafios, aos riscos e aos grandes problemas que afligem a nação sem, entretanto, dar qualquer espaço para o terror e para a histeria.

Evidentemente, houve quem esperneasse. A jornalista Joy Reid da MSNBC se mostrou escandalizada com o uso das palavras “Deus”, “família”, “Igreja”, “fé”, “polícia”, “militar”, “hino nacional” e inúmeras outras que, segundo ela, pertencem a uma era passada e superada. Porém, o que permanece, além do riso causado pelo desespero dos democratas, são os alertas feitos por Nate Silver, um dos mais respeitados gurus da política eleitoral americana, sobre a força que um presidente que discursa desse modo terá numa eventual campanha de reeleição: segundo ele, se Donald Trump for capaz de repetir esse discurso, ele terá tudo para ser reeleito e continuar na Casa Branca até 2024 — tese que defendo por aqui desde, sei lá, 2015 ou 2016.

A população americana parece concordar. Setenta e cinco por cento dos americanos aprovaram o discurso. Sessenta e cinco por cento disseram ter sentido orgulho ao ver o presidente discursar e relatar o estado da nação americana, enquanto outros trinta e cinco por cento disseram se sentir mais seguros sob a liderança do Presidente Donald Trump. A maioria dos americanos também disse acreditar que o atual ciclo de prosperidade econômica se deve às ações do presidente e que as propostas apresentadas durante o discurso irão melhorar substancialmente suas vidas e a situação da nação.

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