Acontecimentos da música em 2017

Há muitas formas de criticar o cristianismo. Grandes filósofos se dedicaram a tarefa: de Marco Aurélio a Proclo, de Maquiavel, Nietzsche a Marx, de Hume a Bertrand Russell, não foram poucos os ataques que o cristianismo sofreu – e resistiu. Atacaram a instituição Igreja como coisa de hipócritas; atacaram a fé em milagres como coisa de ignorantes; atacaram o núcleo filosófico como coisa ressentidos. Todos fracassaram. A fé cristã resiste. Resistiu aos romanos, resistiu aos árabes, resistiu ao Terror dos revolucionários franceses. Santa Perpétua resistiu. Santa Felicidade resistiu. Santa Cecília resistiu. Santa Ágata resistiu. Até que no Brasil, enfim, surge o destemido Gregorio Duvivier. E o cristianismo não resistirá. O grande Duvivier abalará todos os alicerces da fé. Todas as nossas razões de crer e viver como cristãos. Afinal de contas, Cristo era comunista, baderneiro e maconheiro. Como assim ninguém antes nos alertou? Esqueçam Confissões de Agostinho, Proslogion de Anselmo, Suma Teológica de Tomas e os Penssées de Pascal; esqueçam Leibniz, Kierkegaard, Hans Urs von Balthasar e Alvin Plantinga; esqueçam a Catedral de Estrasburgo, a Pietà de Michelangelo, as pinturas de Albrecht Dürer, as Cantatas de Bach; esqueçam Dante, Tolstoi e Dostoiévski; esqueçam Georges Bernanos, Flannery O’Connor, Graham Greene e Evelyn Waugh. Esqueçam tudo isso, pois só mesmo o Brasil tem Duvivier, o libertador.

Francisco Razzo