Abortando o futuro, sonhos e quem sabe a felicidade.

Recentemente uma tag foi levantada no Twitter sobre falar sobre o aborto, o assunto sempre desperta polêmicas e discussões acaloradas.

Será que as mulheres têm mesmo o direito de interromper uma gravidez não desejada?

Ou estará o estado habilitado a proibir o aborto intencional?

Abortando o futuro, sonhos e quem sabe a felicidade.Abortando o futuro, sonhos e quem sabe a felicidade.

Deverão alguns abortos ser permitidos enquanto outros não?

Além disso, diversas campanhas surgem no intuito de legalizar tal ação com o seguinte lema: “Meu corpo, minhas regras”.

Geralmente alguns artistas se posicionam a favor, e até mesmo rotulam de retrógrados, atrasados, hipócritas e falsos moralistas quem não compartilha de tal opinião.

Interessante notar que os mesmos que defendem esta forma de assassinato, às vezes, não tem apreço pela instituição família, participam de campanhas pedindo doações para crianças com ajuda de textos decorados e já nasceram, portanto, a hipocrisia fica com eles mesmos.

No Brasil já é permitido o aborto em casos de estupro, má formação ou risco de vida à mãe. No entanto, os defensores querem tornar o aborto algo comum, como jogar uma roupa, brinquedo, utensílios descartáveis, um lixo fora, como se não bastasse pago com o dinheiro público.

Querem legalizar a falta de responsabilidade não só em relação à gravidez indesejada como ao aumento de DSTs e a contaminação pela AIDS que ainda não tem cura, em vez de fazerem campanhas de conscientização para evitar. Outra questão que vale a pena levantar é o interesse pelas células tronco, o que pode levar muitos a apoiarem o aborto com objetivo financeiro.

Também usam como desculpa o combate a pobreza, a criminalidade e deficiências, algo que chega lembrar o nazismo em busca da perfeição de uma mente doentia. Qual padrão de beleza será utilizado para definir quem nasce? Quem garante que o futuro de uma criança indesejada seja a marginalidade? Pobreza é crime ou define caráter?

Isso nada mais é do que o desejo de contrariar para parecerem fortes, prefere o desejo de matar a responsabilidade de evitar. Não analisam as consequências e o bem estar da mãe que venha praticar tal ato, assim como não valorizam a vida, já que nasceram, por isso, a vida de outros aos seus olhos não tem valor.

O que eles não colocam na balança é que, quem pratica o aborto, não está apenas abortando um feto ou alguém indesejado, e sim abortando sonhos e realizações de outra pessoa, e quem sabe a sua própria felicidade, podem estar assassinando alguém que é a continuação de si mesmo, ou pode ser o abrigo e o abraço acolhedor no momento em que mais precisar no futuro.

Se realmente não deseja a criança, doe! Existem muitas pessoas aptas para darem todo amor e cuidados que ela irá precisar, mas jamais tire uma vida.

Abaixo algumas informações referentes ao aborto. Evitei o uso de imagens pois é dificil não sentir uma sensação ruim vendo tamanha maldade contra alguém indefeso.

O que é o aborto?

Aborto é a interrupção da gravidez pela morte do feto ou embrião, junto com os anexos ovulares. Pode ser espontâneo ou provocado. O feto expulso com menos de 0,5 kg ou 20 semanas de gestação é considerado abortado.

Tipos de aborto

Aborto espontâneo – O aborto espontâneo também pode ser chamado de aborto involuntário ou “falso parto”. Calcula-se que 25% das gestações terminam em aborto espontâneo, sendo que 3/4 ocorrem nos três primeiros meses de gravidez. A causa do aborto espontâneo no primeiro trimestre, são distúrbios de origem genética.

Em cerca de 70% dos casos, esses embriões são portadores de anomalias cromossômicas incompatíveis com a vida, no qual o ovo primeiro morre e em seguida é expulso. Nos abortos do segundo trimestre, o ovo é expulso devido a causas externas a ele (incontinência do colo uterino, mal formação uterina, insuficiência de desenvolvimento uterino, fibroma, infecções do embrião e de seus anexos).

Aborto provocado – Aborto provocado é a interrupção deliberada da gravidez; pela extração do feto da cavidade uterina. Para provocar o aborto utiliza-se algumas técnicas:

A sucção ou aspiração;

O aborto por sucção pode ser feito até a 12ª semana após o último período menstrual (amenorréia). Este aborto pode ser feito com anestesia local ou geral. Com a local a paciente toma uma injeção intramuscular de algum analgésico. Já na mesa de operação faz um exame para determinar o tamanho e a posição do útero. Se for anestesia geral, toma-se uma hora antes da operação uma injeção intramuscular de Thionembutal. Inicia então uma infusão intravenosa. O Thionembutal adormece o paciente e um anestésico geral por inalação como o Óxido de Nitroso é administrado através de uma máscara. A partir daí o procedimento é o mesmo da anestesia geral e local. Insere-se no útero um tubo oco que tem uma ponta afiada. Uma forte sucção (28 vezes mais forte que a de um aspirador doméstico) despedaça o corpo do bebê que está se desenvolvendo, assim como a placenta e absorve “o produto da gravidez” (ou seja, o bebê), depositando-o depois em um balde. O abortista introduz logo uma pinça para extrair o crânio, que costuma não sair pelo tubo de sucção. Algumas vezes as partes mais pequenas do corpo do bebê podem ser identificadas. Quase 95% dos abortos nos países desenvolvidos são realizados desta forma.

A dilatação e curetagem;

Na curetagem é feita a dilatação do colo do útero e com uma cureta (instrumento de aço semelhante a uma colher) é feita a raspagem suave do revestimento uterino do embrião, da placenta e das membranas que envolvem o embrião. A curetagem pode ser realizada durante o segundo e terceiro trimestre da gestação o bebê é já grande demais para ser extraído por sucção.

A curetagem é empregada para desmembrar o bebê, tirando-se logo em pedaços com ajuda do fórceps. Este método está se tornando o mais usual.

Este tipo de aborto é muito perigoso, por que pode ocorrer perfuramento da parede uterina, tendo sangramento abundante. Outro fator importante é que se pode tirar muito tecido, causando a esterilidade.

Esquartejamento;

O feto é esquartejado ainda dentro da mãe. Deixando-o em pedaços. Retirada do liquido amniótico

Esta é uma das maneiras mais lentas de praticar o aborto: O abortista retira o liquido amniótico de dentro do útero e coloca uma substância contendo sal.

Drogas e plantas;

Existem muitas substâncias que quando tomadas causam o aborto. Algumas são tóxicos inorgânicos, como arsênio, antimônio, chumbo, cobre, ferro, fósforo e vários ácidos e sais.As plantas são: absinto (losna, abuteia, alecrim, algodaro, arruba, cipómil – homens, esperradura e várias ervas amargas).

Todas estas substâncias tem de ser tomadas em grande quantidade para que ocorra o aborto. O risco de abortar é tão grande como o de morrer, ou quase.

Injeção de soluções salinas;

É feito do 16ª à 24ª semana de gestação. O médico aplica anestesia local num ponto situado entre o umbigo e a vulva, no qual irá ultrapassar a parede do abdome, do útero e do âmnio ( bolsa d’água). Com uma longa seringa, injeta-se na bolsa d’água uma solução salina. O bebê ingere esta solução que lhe causará a morte por envenenamento, desidratação, hemorragia do cérebro e de outros órgãos. Após um prazo de 24 à 48 horas, por efeito de contrações do feto é expulso pela vagina, como num parto normal. O risco apresentado por este tipo de aborto é a aplicação errada da anestesia, e a solução ter sido injetada fora do âmnio, causando a morte instantânea.

Mediante Prostaglandinas;

Este método de aborto é chamado de “parto parcial”. Nesse caso, puxa-se o bebe pra fora deixando apenas a cabeça dentro, já que ela é grande demais. Daí introduz-se um tubo em sua nuca, que sugará a sua massa cerebral, levando-o à sua morte. Só então o bebê consegue ser totalmente retirado.

Pílula RU-486

Conhecida como “pílula do dia seguinte”, é uma pílula abortiva empregada conjuntamente com uma prostaglandina, que é eficiente se for empregada entre a primeira e a terceira semana depois de faltar a primeira menstruação da mãe. Age matando de fome o diminuto bebê, privando do de um elemento vital, o hormônio progesterona. O aborto é produzido depois de vários dias de dolorosas contrações.

Estima-se que seja realizado anualmente no mundo mais de 40 milhões de abortos, a maioria em condições precárias, com sérios riscos para a saúde da mulher. O método clássico de aborto é o por curetagem uterina e o método moderno por aspiração uterina (método de Karman) só utilizável sem anestesia para gestações de menos de oito semanas de amenorréia (seis semanas de gravidez). Depois desse prazo, até doze semanas de amenorréia, a aspiração deve ser realizada sob anestesia e com um aspirador elétrico.

Consequências

As complicações do aborto variam de acordo com o método empregado. Mas as principais consequências são:

• Laceração do colo uterino provocada pelo uso de dilatadores;
• Perfuração do Útero;
• Perigo de lesão no intestino, na bexiga ou nas trompas;
• Hemorragias uterinas;
• Inflamação do endométrio pós-aborto (infecção uterina secundária, decorrente do aborto);
• Evacuação incompleta da cavidade uterina. Necessidade de prolongar a sucção e de fazer uma curetagem imediata;
• Histerectomia (extração total do útero).