A TV chorando como nunca, sensacionalismo?

Muito tem se criticado o sensacionalismo na TV aberta, principalmente aos domingos onde o choro é o ingrediente principal da programação, Domingo Show, A Hora do Faro, Gugu, Domingo Legal, Xuxa sofrendo com audiência, até Eliana que não fazia tudo pela audiência cedeu a estratégia. As emissoras destacam pessoas carentes ou artistas decadentes em situação difícil que precisam de ajuda.

Boa parte que assiste TV quer entretenimento, algo para relaxar depois de um dia ou semana estressante de estudo, trabalho ou outros compromissos. Porém há aquele público emotivo que se derrama em lágrimas com a história de superação retratada, talvez seja este um dos motivos para a elevada audiência.

Mas será que há algo de positivo em meio há tanto sensacionalismo?

A TV chorando como nunca, sensacionalismo?
A TV chorando como nunca, sensacionalismo?

Apelo à emoção. O público gosta de ver histórias de vida e se emocionar com elas (a gente vê que gosta pela boa audiência).

Reflexão

Era uma vez um escritor que morava em uma tranquila praia, junto de uma colônia de pescadores.

Todas as manhãs ele caminhava à beira do mar para se inspirar,

e à tarde ficava em casa escrevendo.

Certo dia, caminhando na praia, ele viu um vulto que parecia dançar.

Ao chegar perto, ele reparou que se tratava de um jovem que recolhia estrelas-do-mar da areia para,

uma por uma, jogá-las novamente de volta ao oceano.

“Por que está fazendo isso?”- perguntou o escritor.

“Você não vê! – Explicou o jovem- A maré está baixa e o sol está brilhando.

Elas irão secar e morrer se ficarem aqui na areia”.

O escritor espantou-se: “Meu jovem, existem milhares de quilômetros de praias por este mundo afora, e centenas de milhares de estrelas-do-mar espalhadas pela praia. Que diferença faz? Você joga umas poucas de volta ao oceano. A maioria vai perecer de qualquer forma.

O jovem pegou mais uma estrela na praia, jogou de volta ao oceano e olhou para o escritor:

“Para essa aqui eu fiz a diferença..”.

Naquela noite o escritor não conseguiu escrever, sequer dormir. Pela manhã, voltou à praia, procurou o jovem, uniu-se a ele e, juntos, começaram a jogar estrelas-do-mar de volta ao oceano.

Costumamos julgar pela ótica do sensacionalismo desenfreado pela audiência, pelo ego dos apresentadores, pela exploração da necessidade alheia, mas poucas vezes olhamos pelo ponto de vista dos que recebem ajuda para uma nova oportunidade na vida independente dos motivos que alguém presta esta “ajuda”.

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Gracias! S. R.