A queda de Cunha e o impeachment de Dilma

O deputado federal pelo PMDB do Rio de Janeiro, Eduardo Cunha, renunciou ao cargo de presidente da Câmara dos Deputados no último dia 7 de julho, e isso não é nada bom. E vou explicar porquê. Agora, o plano golpista de Michel Temer para chegar à presidência da República foi todo por água abaixo.

Que faremos nós sem aquele que foi o grande mentor do golpe de estado diabólico que tanto foi denunciado pelos setores de esquerda? O acordão, que tinha Cunha e Temer como principais negociantes, também teve um fim trágico. Afinal, quem é que não estava sabendo que o único motivo para haver um impeachment era manter Cunha na presidência da Câmara?

Hein, srta. Monica Iozzi?

Não é muito difícil perceber que a queda de Cunha (mesmo que apenas da presidência e com a quase certeza de que futuramente terá seu mandato cassado) destrói por terra muito da base de argumentação petista/esquerdista contrária ao impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.

A queda de Cunha e o impeachment de Dilma
A queda de Cunha e o impeachment de Dilma

Que influência carrega hoje o nome de Cunha na política brasileira? Seu nome só serve, definitivamente, para o uso indevido em argumentações sem fundamentos contra algo que está minimamente relacionado. O impeachment, que teoricamente seria sua salvação política, hoje não o serve de absolutamente nada.

Se não bastasse a derrota direta, Cunha também mostrou, hoje, não ter tanta força no Congresso como achava. A eleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) como novo presidente da Câmara dos Deputados é grande prova do que estou a falar.

Derrotando Rogério Rosso (PSD-DF) – que era conhecido como o candidato de Eduardo Cunha – Rodrigo Maia distancia cada vez mais a base governista de Michel Temer do nome do ex-presidente da casa.

E os argumentos contra o impeachment? Esses, cada vez mais neutralizados…