A ofensa é virtual, mas a dor é real | Cyberbullying

As tecnologias digitais e a profusão das redes interativas têm causado impactos nas práticas, atitudes, modos de pensamento e valores dos indivíduos na sociedade contemporânea. Essas tecnologias trouxeram mudanças na vida e na rotina das pessoas. Hoje em dia todos conseguem se conectar de uma maneira mais fácil do que antes. Porém essa facilidade e praticidade que a tecnologia trouxe têm seus problemas. E é aí que entra o Cyberbullying.

“Cyberbullying é uma prática que envolve o uso de tecnologias de informação e comunicação para dar apoio a comportamentos deliberados, repetidos e hostis praticados por um indivíduo ou grupo com a intenção de prejudicar outrem. Como tem se tornado mais comum na sociedade, especialmente entre os jovens. Atualmente legislações e campanhas de sensibilização têm surgido para combatê-lo.” (Fonte: Wikipedia)

Tudo! Porque o “Cyberbullying” está se espalhando pela internet como rastro de pólvora! E o mais triste de tudo isso é que muitas pessoas, despercebidamente ou até mesmo sem entender, apoiam esse ato tão triste.

A ofensa é virtual, mas a dor é real | Cyberbullying
A ofensa é virtual, mas a dor é real | Cyberbullying

O Cyberbullying é praticado através de chats, sites e redes sociais, e tem um poder ainda maior e multiplicador, onde por meio dessas redes os agressores distribuem fotos, mensagens, fofocas, difamação, ameaças, humilhação, assédio e perseguição. Infelizmente, no Brasil já existem vários blogs com esse tipo de propósito, e redes sociais como Facebook e Twitter são constantemente utilizados para o Cyberbullying.

Normalmente, os agressores usam perfis falsos, roubados ou até mesmo especialmente criados para esse tipo de agressão, o que seria na verdade um “escudo” para os mesmos se esconderem.

Certas pesquisam apontam que esses agressores na realidade são pessoas que geralmente não tem o mesmo comportamento no seu cotidiano como mostra no mundo virtual.

A PIOR DAS SURRAS

O drama de quem sofre com o cyberbullying pode ir muito além das telas do computador. A superexposição desnecessária, feita muitas vezes sem a intenção de causar constrangimentos a si mesmo, pode levar a sérias consequências que, segundo o psicólogo Rodrigo, “são muito reais e chegam ao extremo de suicídios”.

Os casos dos adolescentes que não suportam as ‘perseguições’ e que não resistiram à vergonha e a humilhação de verem suas fotos íntimas circulando nas mídias sociais viram temas nos jornais, infelizmente. Isso leva a um momento muito difícil da vida da pessoa.

Uma pesquisa divulgada no jornal científico JAMA Pediatrics mostra que o cyberbullying foi relacionado mais fortemente a ideia do suicídio entre os jovens do que o bullying. Isso porque o insulto online tem como caraterística longa duração e maior capacidade de perseguir as vítimas. “Elas se sentem mais feridas diante de uma ampla audiência”, afirma Mitch van Gell, especialista pela pesquisa.

O assunto é tão grave que levou o presidente do Google, Eric Schmidt, a afirmar que os jovens de hoje em dia podem ser obrigados no futuro a mudar seus nomes, para se desassociarem de suas atividades online. Na entrevista ao jornal norte-americano The Washington Post, Schmidt mostrou-se preocupado que as pessoas não dimensionem o que pode representar tanta informação pessoal disponível a qualquer usuário e em qualquer lugar do mundo.

CYBERBULLYING EM NOVE FORMAS MAIS COMUNS

O cyberbullying pode assumir muitas formas. No entanto, existem nove formas que são as mais comuns:

Injúria: enviar repetidamente e-mail, scrap ou mensagem para uma pessoa dizendo que ela é “imbecil, asquerosa, nojenta”.

Difamação: enviar repetidamente e-mail, scrap ou mensagem para várias pessoas dizendo que “fulano é burro porque foi mal na prova”.

Ofensa: enviar mensagens eletrônicas repetidamente com linguagem vulgar.

Falsa identidade: fazer-se passar por outra pessoa para obter vantagem ou por ato ilícito.

Calúnia: publicar uma mensagem na comunidade virtual da escola dizendo “fulano roubou minha carteira”.

Ameaça: enviar repetidamente mensagens que incluem ameaças de danos físicos, fazendo a vítima temerem por sua segurança.

Racismo: preconceito ou discriminação em relação a indivíduos considerados de outra raça.

Constrangimento ilegal: perseguição; pudor que sente quem foi desrespeitado ou exposto a algo indesejável.

Incitação ao suicídio: instigar, impelir, suscitar alguém a dar a morte a si mesmo.

Parte dessa manifestação é por causa da nossa sociedade. A sociedade que dita o que “pode” e o que “não pode”, se tem que ser bonita, magra ou rica, ou o seu peso, ou ter o seu jeito próprio de ser e sair desses padrões que a nossa própria sociedade nos impõe…

Mas o que será que estamos fazendo para que esse tipo de violência acabe? A resposta muitas vezes é nada. Eu posso dizer como Sara Miranda, a menina que está por trás dessa postagem, que já sofri com o bullying e o Cyberbullying. E desses dois o que mais doeu foi o cyberbullyng, só que teve pessoas que testemunharam isso e ficaram caladas. Não fizeram nada para ajudar. E é isso que fazemos todos os dias, fechamos nossos olhos, enquanto várias pessoas ao nosso redor estão sofrendo.

Então só digo mais uma coisa:

PRECISAMOS FAZER ALGO! O QUE VOCÊ VAI FAZER?