A falta de liderança negra nas startups brasileiras diminui as oportunidades

Há muitos anos, quando Sergio All, um empresário negro brasileiro do ramo de publicidade, tentou conseguir um empréstimo para atualizar os equipamentos de sua empresa, seu banco recusou, apesar de já ser cliente há anos. O banco não forneceu motivos suficientes para a rejeição. Na verdade, o não que o Sr. All recebeu é um fenômeno recorrente em todo o Brasil. De acordo com uma pesquisa de 2019, desenvolvida pela Pretahub em colaboração com o JPMorgan e o Plano CDE, um terço dos empresários negros no Brasil disseram que tiveram o crédito recusado sem motivo.

Esse “não” foi a faísca que acabou levando à criação da Conta Black, uma empresa brasileira de fintech com foco no combate à exclusão financeira para os setores da sociedade historicamente negados de acesso ao sistema bancário.

A Conta Black foi fundada em 2017 e agora tem cerca de 10.000 clientes direcionados a pessoas das classes socioeconômicas C, D e E no Brasil, classe média baixa e abaixo. Para abrir a conta digital, os clientes não são submetidos a uma análise de pontuação de crédito que outros bancos – tanto instituições tradicionais quanto fintechs – geralmente precisam.

o Global Findex ResearchO Banco Mundial estima a partir de 2017 que cerca de 30 por cento dos adultos brasileiros ainda não têm conta em banco. Uma das premissas do Conta Black é ser o mais acessível possível para integrar a proporção de brasileiros bloqueado dos serviços bancários tradicionais, como explica a cofundadora Fernanda Ribeiro o Relatório brasileiro.

A falta de liderança negra nas startups brasileiras diminui as oportunidades
A falta de liderança negra nas startups brasileiras diminui as oportunidades

& # 8220; A primeira versão do Conta Black em 2017 não era um app, e sim um homebanking. O foco era a população que não possuía smartphone e não podia baixar aplicativos móveis para usar o serviço. & # 8220; 8221; ela lembra. Hoje Conta Black funciona através de um aplicativo para smartphone, mas a empresa está constantemente se esforçando para manter o software o mais leve possível.

O desejo de liderança negra & nbsp;

Para a Sra. Ribeiro, que também é presidente da ONG AfroBusiness Brasil, a presença de profissionais negros – além de mulheres e pessoas com deficiência – em cargos de gestão e tomada de decisão em fintechs e startups impactou diretamente na diversificação do segmento quem esses serviços alcançam e como.

No entanto, o próprio setor financeiro ainda impede a diversidade, pois os empresários e empreendedores negros continuam a lutar para obter acesso ao crédito.

Essa foi uma das motivações para a fundação do AfroBusiness Brasil, que Ribeiro define como uma rede de empreendedores, microempresários e profissionais liberais. Hoje, a ONG conecta 8.000 empresários em todo o país.

O objetivo é criar redes e conexões para emancipar economicamente a população negra. Ela diz. Nas discussões, empresários negros relataram situação semelhante a Sérgio Há anos.

Uma das medidas do AfroBusiness Brasil é conectar empresários negros entre si para promover a circulação do chamado dinheiro negro. – mas também para conectar esses empreendedores com empresas maiores. Nesse processo, as pessoas sentadas do outro lado da mesa eram geralmente brancas.

& # 8220; Quando falamos com os responsáveis ​​pelas compras quando vimos o tour, geralmente era branco. As pessoas no órgão de tomada de decisão eram geralmente brancas. & # 8221; diz a Sra. Ribeiro. & # 8220; E quando olhamos para todos os funcionários Preto estivemos lá como estagiários no que nós & # 8216;Chão de fabrica, & # 8217; raramente em funções de liderança. & # 8221; & nbsp;

Criar espaço para liderança negra em startups

O processo de promoção e aumento da diversidade em fintechs ainda não está concluído, mas ainda há um longo caminho a percorrer. Embora existam inúmeras iniciativas futuras desenvolvidas por profissionais negros para profissionais negros, o segmento de startups e fintech ainda precisa trabalhar para promover mudanças de dentro para fora.

Desde 2019, a fintech Nubank brasileira possui uma iniciativa denominada NuBlacks, definida como uma comunidade para compartilhar experiências, acolher e criar um ambiente de discussão e vivências relacionadas à cultura afro-brasileira. de acordo com o site da empresa. & nbsp;

Mais importante do que gerar discussão, porém, é gerar negociações por meio do estabelecimento de metas e de um orçamento específico, afirma Ribeiro. & # 8220; Quando digo dinheiro, quero dizer muitas coisas diferentes. Primeiro, investir em startups, em empresas dirigidas por negros. Em seguida, investindo em uma cadeia de valor e fornecimento mais diversificada, investindo em programas educacionais em empresas e investindo na contratação de profissionais negros para cargos de gestão, & # 8221; Ela explica.

Outro gargalo citado pela Sra. Ribeiro é a falta de dados sobre a diversidade dentro das fintechs e startups, o que dificulta um diagnóstico mais preciso da situação. Recentemente, foi nomeada Chefe de Diversidade da Associação Brasileira de Fintech (Abfintech) e planeja propor um panorama abrangente do segmento como uma de suas primeiras ações.

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