A cloroquina se tornou um ícone cultural no Brasil

Não há evidências de que o medicamento antimalárico cloroquina possa ajudar os pacientes a vencer o coronavírus. No entanto, o presidente Jair Bolsonaro está promovendo uma “possível cura” para o Covid-19 – e ajudou a tornar a droga extremamente popular no Brasil. Agora, até mesmo os vendedores ambulantes vendem em trens e em locais públicos. Um comprimido de cloroquina de R $ 10 (menos de US $ 2) foi encontrado no metrô do Rio de Janeiro.

Para efeito de comparação: de acordo com a Associação Brasileira de Lúpus e Outras Doenças Reumáticas, os preços das farmácias para uma caixa de 30 comprimidos aumentaram 50% desde que o coronavírus chegou ao Brasil. O remédio favorito de Bolsonaro não é mais fácil de encontrar devido à alta demanda e preços mais altos nas farmácias, embora o Ministério da Defesa brasileiro tivesse 1,8 milhão de comprimidos de cloroquina em estoque no Laboratório do Exército.

Isso poderia servir de reserva por 18 anos, dada a demanda média do país.

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Joias de cloroquina

Além de usar o remédio para malária no combate a um vírus ainda incurável, as pessoas também podem presentear seus familiares com alguns itens temáticos, como um travesseiro com a mesma estampa de uma caixa de remédios – ou ainda uma caneca com a figura satírica do presidente Bolsonaro.

A droga também estará nas votações eleitorais de candidatos a piada como “Capitão Cloroquina”. O apelido foi adotado pela advogada Regina Célia Sequeira, que é candidata a vereadora no Rio de Janeiro. Embora a Sra. Sequeira seja partidária do Bolsonaro, ela usaria a droga apenas como “último recurso”.

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