A aprovação de diretrizes para hospitais de campo no Brasil levou três meses

O Brasil teve sua primeira morte no Covid 19 há três meses e somente agora, 45.000 túmulos depois, o Departamento de Saúde aprovou diretrizes técnicas para a operação de hospitais de campo de coronavírus no país.

Os novos regulamentos não apenas chegaram atrasados, mas também parecem dar um passo atrás, uma vez que as instalações do hospital de campo não devem conter leitos de terapia intensiva usados ​​por pacientes pesados ​​que necessitam de ventilação mecânica. De acordo com o decreto, essas instalações devem ser vistas como último recurso – priorizando a reforma (já superlotada) das unidades de saúde nos níveis estadual e local. Os hospitais de campo desempenhariam principalmente um papel complementar no tratamento apenas de pacientes com sintomas baixos a moderados.

O documento, assinado pelo ministro da Saúde provisório Eduardo Pazuello, também oferece pouco apoio federal aos hospitais estaduais. O governo apenas “apoiará tecnicamente” as administrações hospitalares – a responsabilidade pela criação e manutenção de hospitais de campo fica a cargo dos funcionários estaduais e locais.

A importância dos hospitais de campanha

Conforme relatado em maio O relatório brasileiro, Os hospitais de campanha foram críticos para evitar o colapso do sistema público de saúde brasileiro. No entanto, muitos hospitais governamentais tiveram longos atrasos na abertura ou estão atualmente operando muito abaixo da capacidade devido a obstáculos burocráticos e dificuldades nas administrações governamentais em fornecer os recursos e pessoal necessários para os hospitais de campo.

A aprovação de diretrizes para hospitais de campo no Brasil levou três meses
A aprovação de diretrizes para hospitais de campo no Brasil levou três meses

Além da falta de apoio federal, essas instalações de emergência sofreram com má gestão e supostos programas de transplante. Várias administrações estaduais foram acusadas de desviar dinheiro que deveria ter sido usado na luta contra o Covid 19. O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, está atualmente enfrentando processos de impeachment por supostamente receber contratempos de contratados do governo.

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