47 por cento dos reclusos têm Covid-19 na prisão de São Paulo

O Centro de Detenção Provisória de São Paulo II foi construído para 793 internos, mas de acordo com os Serviços Penitenciários de São Paulo estava funcionando na última segunda-feira com mais de 1.600 internos. A prisão superlotada não é apenas uma violação clara dos direitos humanos, mas também um terreno fértil para a Covid-19. De acordo com a Defensoria Pública, pelo menos 752 presos estão infectados, o que significa que 47% de todos os presos têm o coronavírus.

Os números oficiais dizem que 3.986 dos 221.060 presos detidos em instituições penais de São Paulo tiveram resultado positivo para Covid-19 desde fevereiro e pelo menos 20 presos morreram com o vírus. Em maio, O relatório brasileiro mostraram o quanto o superlotado sistema penitenciário brasileiro corre risco com o coronavírus. Somente neste mês, os casos nas prisões passaram de 243 para 1.062 em apenas 21 dias, de acordo com relatório do Conselho Nacional de Justiça.

Os perigos que o vírus traz nas prisões não são evidentes apenas no Brasil: na cidade fronteiriça paraguaia de Ciudad del Este, perto das Cataratas do Iguaçu, uma prisão local registrou 100 casos Covid-19. A cidade se tornou o epicentro da pandemia do Paraguai.

47 por cento dos reclusos têm Covid-19 na prisão de São Paulo
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