Para quem você tira o chapéu? – #1 Douglas

Pauloncé: Saudações, Hímeros! Eis que estou dando início a um novo quadro no Recreio, conforme diz o título da matéria, esse quadro tem como objetivo saber para quem nossos convidados tiram ou não o chapéu e por quais razões. E o nosso primeiro convidado é o Douglas, que de bom grado topou ser nosso primeiro participante, agradeço muito a ele pela participação e vamos começar e ver para quem ele tirou ou não o chapéu.

Douglas: Por nada, Pauloncé, é um prazer participar dessa primeira edição. E eu que agradeço pelo convite! Pois bem, vamos lá…

William Waack

Falar dessa pessoa é sempre pedir para se envolver em polêmica. O fato é que se trata de um dos jornalistas mais importantes do país, e que já esteve presente e passando para o público informações em eventos importantes tanto no Brasil quanto no mundo. E negar isso por conta de uma declaração equivocada ou por conta de suas opiniões (das quais muitas delas discordo) seria tão equivocado quanto. Waack errou? Sim, errou. No entanto, creio que toda a repercussão negativa ao caso foi desproporcional. O mesmo não aconteceu quando Paulo Henrique Amorim chamou Heraldo Pereira de “negro de alma branca”, por exemplo. O próprio Waack foi defendido por colegas importantes, como Gloria Maria. Tiro o chapéu para o Waack por seu profissionalismo, sua carreira e prestígio conquistado ao longo dos anos.

Jair Bolsonaro

Se o primeiro personagem era polêmico, esse é polêmico ao dobro. Já fui muito fanático em sua defesa no passado, mas hoje prefiro me abster. Percebi que, em vez de defender pessoas, devemos defender ideias. As ideias continuarão lá, as pessoas se corrompem, mudam. Eu concordo com algumas das opiniões do deputado, creio que mais concordo com ele do que discordo. E é melhor lidarmos com alguém que fala o que pensa sem medo do que com quem esconde o jogo ou fica em cima do muro. Falta, no entanto, maior solidez nos temas por ele abordados e, principalmente, mais estudo. Apesar do Bolsonaro parecer esquerdista quando fala de economia, mudar tanto de opinião quanto de partido, por enquanto, tiro sim o chapéu para ele.

Reforma da Previdência

Extremamente necessária para a manutenção desse sistema falido de depósito de aposentadorias. Na minha concepção pessoal, não sou a favor de que o governo cuide desta parte. Ao meu ver, deve ser algo feito pelos próprios cidadãos através de sistemas privados que garantiriam efetivamente que o cidadão receba o que contribuiu no passado. O que não acontece nesse sistema previdenciário atual. Mas já que é pra manter, não faz sentido que continue como está. É uma questão de lógica e matemática, acima de tudo. Enquanto antes cinco trabalhadores jovens sustentavam a previdência para prover aposentadoria a um idoso, hoje é o oposto. A expectativa de vida cresceu, e é mais que normal que a idade de aposentadoria também aumente. E também sou extremamente a favor da equivalência de idade entre homens e mulheres na Previdência. Tiro o chapéu para a Reforma, e acho que o governo deveria saber comunicá-la melhor para a população.

Record

É, sem dúvidas, uma das emissoras mais importantes da história da televisão brasileira. E chega a ser ridículo o preconceito com qual algumas pessoas tratam o canal, ao ponto de deixarem de reconhecer alguma coisa de qualidade que eventualmente a emissora produz. Mas não seria, hoje, uma emissora para eu assistir. Melhorou muito com o tempo em questões de fixar uma grade, mas a qualidade ainda é indiscutivelmente inferior à da Globo, líder de audiência. Além dos programas policiais, que têm prioridade na programação, que não me atraem nem um pouco. Sem falar no sensacionalismo de programas como o Domingo Show. Esses últimos detalhes citados por mim pesam e, por enquanto, não tiraria o chapéu para a Record. O mesmo diria caso você me perguntasse sobre o SBT, que considero de qualidade ainda mais inferior, principalmente no jornalismo. Se é que por lá tem.

Danilo Gentili

É uma das únicas coisas que prestam no SBT. Possui um talento inquestionável de transformar uma entrevista que seria fria e nada atraente em algo instigante, que consegue te manter em frente à TV. Não se render às baboseiras ditatoriais do politicamente correto também conta pontos a seu favor. Um exímio lutador pela liberdade de expressão, seja ela no humor, na música, na dramaturgia ou onde quer que seja. Tiro sim meu chapéu para o Danilo.

Ministra Carmem Lúcia

Confesso que é uma pessoa que não sou capaz de julgar por não estar tão inteirado sobre. No entanto, tenho certa afeição por ela, pela forma como vem conduzindo a presidência da casa que deveria ser sinônimo de justiça mas que se mostra muitas vezes uma esperança para corruptos. Parece vir desempenhando bem sua função. Tiro sim meu chapéu para a Carminha.

Funk

Um estilo musical que não me atrai nem um pouco. Não faz bem para meus ouvidos aquelas músicas com uma única sílaba e batidas repetitivas. Sem falar nas letras que ridicularizam mulheres, influenciam as crianças a ostentar aquilo que não têm, a se sexualizarem. Claro que existem as exceções, mas pelo menos aquilo que geralmente faz sucesso tem parte do que citei acima. Definitivamente, não tiro o meu chapéu para o funk.

Davi Allen

Sem dúvidas uma das melhores pessoas do Disqus. Super educado, não deixa de cumprimentar sempre que alguém chega e nem de se despedir quando alguém sai. Além disso, super prestativo, disposto a ajudar quem tem alguma dúvida ou precisa de alguma força. Principalmente em questões emocionais, pelo que sei. Seria loucura não tirar o chapéu para o Davi. Felicidades, mano.


Quadro comandado pelo leitor e comentarista

Pauloncé.