Luís Roberto Barroso se estranha com ministro Gilmar Mendes: “não transfira para mim a sua leniência com a criminalidade do colarinho branco”

Durante uma sessão do Supremo Tribunal Federal nesta quinta-feira (dia 26), um pequeno contratempo entre os ministros Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes chamou a atenção.

A discórdia começou com um comentário de Gilmar sobre a grave crise e a má gestão fiscal do Rio de Janeiro, estado de origem de Barroso, que contra-atacou: “Aliás, nós prendemos, tem gente que solta”, se referindo a Gilmar Mendes e seus recentes casos de ordem de soltura de presos envolvidos em diversas operações da Polícia Federal.

– Solta cumprindo a Constituição. Quem gosta de prender… Vossa Excelência, quando chegou aqui, soltou Zé Dirceu, respondeu Mendes

– Porque recebeu indulto da Presidente da República [Barroso]

– Não, não, não [Gilmar Mendes]

A discussão continuou, onde Barroso acusou Gilmar de fazer comício, de mentir, ocupar tempo no Plenário e o aconselhou a ouvir a música de Chico Buarque “a raiva é filha do medo e mãe da covardia”. E continuou: “Vossa Excelência fica destilando ódio o tempo inteiro. Não julga, não fala coisas racionais, articuladas. Sempre fala coisa contra alguém, tá sempre com ódio de alguém, tá sempre com raiva de alguém. Use um argumento, um mérito do argumento”.

Nesse meio tempo, a ministra Cármen Lúcia tentava acalmar os ânimos intervendo na resposta nada cordial, sem sucesso.

– Portanto, não transfira para mim a sua leniência com a criminalidade do colarinho branco, encerrou Barroso interrompido por Cármen Lúcia: “Ministro, eu peço por gentileza, estamos num Plenário de um Supremo Tribunal e eu gostaria que… Vamos voltar, por favor”

 

Veja trecho da discussão divulgada pelo site BuzzFeed News Brasil:

  • Davi Allen

    Esse Gilmar Mendes estava precisando ouvir umas boas verdades…

  • Douglas

    Dois lixos brigando.