Será que os livros de autoajuda realmente funcionam?

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Será que os livros de autoajuda realmente funcionam? Muitos questionam, enquanto outros, amam. Alguns livros são como ter um psicólogo em casa ao seu dispor, ao alcance das mãos. Particularmente, às vezes gosto, às vezes odeio, questiono, e por fim abandono alguns ou torço o nariz quando chego a última página.

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Por que os livros de autoajuda fazem tanto sucesso?

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Nem todos têm  seus pais, amigos, para conversar ou receber conselhos quando mais precisam. As pessoas vivem em constante corre corre, mesmo que não saiam do lugar. Os pais pensam que resolvem todos os problemas dos filhos com uma mesada, presentes, ou com uma ótima secretária do lar que, em muitos casos são tão carinhosas que acabam cumprindo obrigações que seriam deles, mas não é suficiente.

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E vamos combinar que, quando você realmente precisa de ajuda, ninguém está/estará por perto. As pessoas gostam de estar com você, quando você tem algo a doar, seja seu tempo, sua atenção, seu apoio, status, e tudo que pode proporcionar em benefício de outrem, mas não é recíproco, salvo raros casos. E aí que entram os livros de autoajuda.

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Diria que os livros de autoajuda são amigos portáteis, depois de desembolsar um valor monetário. Eles dizem coisas que gostaria de ouvir, que precisa ouvir, que te fazem refletir, outras que não concorda, mas sabe que há certo sentido, e algumas coisas inúteis também.

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Alguns olham seus problemas e passam uma receita como se você fosse preparar um bolo, um miojo, e, na prática, isso não funciona. Não existe um controle remoto emocional. As pessoas não são máquinas com botão sorria, chore, liga, desliga, alegre, triste.  Não existe o “dar a volta por cima” em uma semana, três dias, um mês ou fórmulas milagrosas. Sem contar que, o próprio autor do livro, artigo e afins, é uma pessoa igual você, que enquanto escreve, pode estar desejando a própria “cura” emocional, escrevendo o que gostaria que fosse real na própria vida, mas pode ser alguém que superou uma situação e quer que outros consigam o mesmo.

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No  geral os livros de autoajuda, ou qualquer outro livro, podem sim ajudar uma vez que, nos vemos em situações semelhantes com alguns personagens ou situações relatadas que trazem a reflexão que não somos as únicas pessoas com problemas no mundo e aprendemos enxergar além do próprio umbigo.

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A eficácia de um livro de autoajuda depende da sua resposta ao conteúdo nele exposto, da sua força de vontade e sua escolha de querer ser ajudado e sair de tal situação, o que não é fácil, porém não é impossível. Por mais que não gostamos de aceitar, somos responsáveis pela nossa vida, destino, escolhas  e consequências. Cada um é um ser peculiar e enxerga o quadro da vida de uma maneira , quando se trata de um livro, é a mesma coisa.  Então, se uma pessoa acha que este tipo de literatura é inútil, não terá efeito algum na sua vida, da mesma forma que uma simples frase de Facebook, pode causar um impacto positivo em alguém.

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Independente de livros, psicólogos ou qualquer outro tipo de ajuda, a decisão de mudança na sua vida, é sua.

 

J.C./S.R

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“Quem não encontra a felicidade em si mesmo,
é inútil procurá-la em outro lado”.
François La Rochefoucauld

 

  • Simón

    Acredito que não… Mais também não sei muito , porque não tenho o costume de ler muito.

  • Davi Allen

    Não sou muito de ler livros de auto-ajuda, creio que fazem efeito, sim, mas tudo depende da pessoa.

  • Claudia

    Funcionar ou não depende muito daquilo que você está procurando como ajuda. Há livros com mensagens fracas, superficiais e que não passam de panfletagem marqueteira. Tudo depende de quem lê daquilo que se precisa.