Dia da mentira: você prefere uma doce mentira ou uma amarga verdade?

Todo dia 1º de abril é a mesma coisa: as redes sociais se enchem de piadas e notícias falsas, tudo para “comemorar” o Dia da Mentira. Porém, para algumas pessoas, mentir é quase como um hábito.

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Os motivos que levam alguém a contar uma mentira são inúmeros, que vão desde a insegurança ou capacidade de lidar com alguma situação ou baixa auto estima, a casos de necessidade de se sobressair em algum problema ou perante alguém. Existe uma forte questão moral envolvida quando o indivíduo decide mentir, vai depender da formação e caráter da pessoa.

Há quem defenda a “mentira inocente”, aquela que geralmente se usa quando alguém pergunta se o visual está bom, se está bonita, se a comida está boa, e por receio de ofender ou entristecer, acaba-se dizendo uma mentirinha, que poderíamos chamar de positiva, é aquela com intenção de ajudar, aliviar as pessoas.

Ao contrário “mentira inocente”, a “mentira maldosa” satisfaz interesses de maneira indireta. Com falsos rumores ou insinuações que diminuem, denigrem, comprometem, execram pessoas que, de uma forma ou de outra, às vezes ameaçam interesses ou caprichos pessoais.

A verdade algumas vezes não é algo fácil de aceitar, ao mesmo tempo que, não raramente, traz em si uma boa dose de subjetividade e relatividade. Ela acaba com nossas ilusões. A verdade pode ser o que há de mais cruel e desagradável em nosso mundo.

Se perguntarmos à maioria das pessoas, possivelmente quase todas dirão que anseiam pela verdade, e que preferem a verdade sobre a mentira. No entanto, em nosso mundo às vezes é difícil distinguir entre a verdade e a mentira, pois as coisas não raramente estão sujeitas a subjetividades ou interpretações pessoais. Muitas vezes as pessoas optam pela mentira sinceramente acreditando que aquela é a verdade, e não por não desejaram a verdade.

A maioria de nós prefere acreditar no que é conveniente acreditar, no que é interessante acreditar, ou simplesmente no que nos dizem para acreditar. Poucos são os que têm a propensão a perfurar o véu que permite vislumbrar a “verdadeira verdade“, especialmente quando ela pode significar um peso do ponto de vista emocional e psicológico. Mas devemos tentar ser desses poucos, pois,  a mentira tem suas consequências a curto ou longo prazo, algumas podem deixar sequelas irreversíveis na alma e mudar drasticamente a vida de alguém. Mas, para quem quer evitar a mentira, a melhor forma é dizer a verdade de forma sutil em determinadas situações.

Um conto bem conhecido é “A Nova Roupa do Imperador” de Hans Christian Anderson.

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Um farsante se passando por  alfaiate ofereceu ao monarca uma roupa especial, que apenas as pessoas mais inteligentes e astutas poderiam vê-la, mas, as pessoas tolas não conseguiriam ver. O rei, muito vaidoso, gostou da proposta e pediu ao bandido que fizesse uma roupa dessas para ele.

O falso alfaiate recebeu riquezas adiantadas, que seria para materiais finos, exóticos e especiais exigidos por ele para a confecção das roupas. Ele guardou tudo e ficou em seu tear, fingindo tecer fios invisíveis, que todas as pessoas alegavam ver, para não parecerem estúpidas.

Durante a confecção do traje, que na verdade não existia, o imperador pede que seus conselheiros vão com certa regularidade ao alfaiate para ver o caimento da roupa. Os conselheiros sentem-se envergonhados de dizer que não conseguem ver o novo traje e por isso voltam ao palácio sempre elogiando o trabalho do alfaiate.

No dia em que a roupa supostamente fica pronta, o imperador mesmo não vendo a roupa, fica calado, pois revelar a verdade seria admitir na frente de seus súditos que não tinha a capacidade necessária para ser rei. Assim, decide fazer um desfile pelas ruas da cidade. Os cidadãos locais, como os conselheiros, sentem-se envergonhados de admitir que não conseguem ver as ditas roupas, mas no meio da multidão uma criança aponta o dedo para o monarca e grita: “Vejam, o imperador está nu! ”

O grito é absorvido por todos, o rei se encolhe, suspeitando que a afirmação é verdadeira, mas se mantém orgulhosamente e continua a procissão.

Infelizmente muitos, como o imperador, os cidadãos e os conselheiros da história, continuam a negar a verdade que descobriram (ou que lhes foi mostrada). Há muito construído com base em ilusões e falsidades; aceitar a verdade significaria o desmoronar de um castelo.

Texto adaptado através de pesquisas via internet.

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 Mas afinal, por que mentimos, se todos sabemos que existe a chance de sermos desmascarados mais cedo ou mais tarde?

Que força é essa que nos impele a não sermos fiéis aos fatos?

O que leva as pessoas a mentir?

Será que estamos preparados para a verdade?

Existe mentira inocente e bem intencionada?

Há mentiras justificadas ou não?

A verdade, doa a quem doer, sempre é a melhor opção?

O que você acha?


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………………………Origem do dia da Mentira

………………………Como funciona os detectores de mentira

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“Assim como uma gota de veneno compromete um balde inteiro, também a mentira, por menor que seja, estraga toda a nossa vida”. (Mahatma Gandhi)