Quase de Verdade

 

Com uma linguagem clara, simples e carregada de sensibilidade, o conto “Quase de Verdade” nos faz encontrar com a delicadeza da infância. A história é conduzida pelo cachorro Ulisses, um cachorro bonito com o pelo castanho cor de guaraná e olhos dourados. Além disso, é um cachorro “mágico”, que adivinha tudo pelo cheiro – seu faro. Ulisses começa contando uma que quase parece de mentira e quase parece de verdade.

Clarice coloca seu estimado bichinho de estimação para narrar passagens interessantes e por vezes curiosas.

A alma humana que um dono de cachorro sempre vê em seu cão, é transferida para o conto através da perspicácia de Clarice com as palavras. Ulisses imprime para o texto um olhar bem lúdico para os fatos, em que a criança é conduzida para a história como uma grande brincadeira.

Lições são repassadas para o público infantil através do conto Quase de Verdade. A capacidade da criança refletir, pensar sobre valores e deduzir coisas é constantemente aguçada e também leva-nos a voltar as lembranças de infância. Uma Clarice Lispector materna, doce e muito amante dos animais é apresentada nesse conto.

“Queria voltar a ser criança, porque os joelhos ralados

curam bem mais rápido que os corações partidos”.

(Clarice Lispector)

  • Pedro Augusto

    Amo os livros de Clarice lisquector, Ruth Rocha, Maria Clara Machado, Ana Maria Machado, Ligia Bojunga, Pedro Bandeira, na litaretura infantil e infanto-juvrnil eles são os melhores!