Mulheres na computação?

Atualmente quando o assunto é tecnologia aqui no Recreio, quem sempre faz postagens é o Douglas e geralmente quando faço alguma postagem, sempre falo de séries, porém hoje pedi o cantinho do Douglas emprestado e agradeço a ele por disponibilizar. Mas como assim é a Sara que vai falar de tecnologia?  Para os que não sabem atualmente eu faço análise e desenvolvimento de sistemas, em outras palavras eu faço programação, especificando mais ainda, eu faço informática.

Se você não sabe muito que é isso eu vou tentar simplificar em duas imagens. Não tem o disqus que vocês tanto gostam de comentar? Quando vocês o acessam, vocês encontram tudo prontinho já… O canto de comentar, os botões de enviar o comentário, a opção de editar e todas as outras ferramentas que vocês tanto conhecem. Vocês encontram o disqus assim:

 

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Então, para criar uma plataforma assim, é preciso que crie um código, que o navegador interprete ele e ele seja apresentado para vocês, de uma forma linda e bela. E aí é que eu entro na história, eu estudo em como criar esses códigos:

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Muitos ainda não conseguem visualizar a imagem, de uma mulher na área da informática. Se pensarem, já tem uma ideia de uma mulher totalmente confusa, na frente do computador. No que respeita à Tecnologia, esta ainda hoje é vista como sendo um mundo de homens, onde as mulheres pouco ou nada sabem. Mas será isso verdade? Mas o que a maioria não sabe, é que as mulheres já estão introduzidas nesse meio, desde a criação do primeiro computador. Tudo começa com as “garotas do ENIAC”, um grupo de seis mulheres que foram as primeiras “computors” da história da informática. Mas não para só por aí… Estou aqui hoje para falar de algumas mulheres que merecem sua parcela de reconhecimento – ainda que não mais entre nós – pelo que fizeram na computação.

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Ada Lovelace  em 1842 Charles Babbage ministrou uma palestra sobre sua máquina analítica na Universidade de Turim, palestra essa que foi publicada por Luigi Menabrea em francês. Mais tarde, Babbage pediu a Lovelace que ela traduzisse a publicação para o inglês. Ada levou um certo tempo para traduzir, mas junto da tradução ela fez algumas anotações que juntas eram maiores do que o próprio artigo. Cem anos após a morte de Ada Lovelace, as anotações foram republicadas e a máquina de Charles Babbage foi reconhecida como um primeiro modelo de computador. As notas de Lovelace foram classificadas de A a G e nessa última categoria ela descrevia um algoritmo para máquina análitica de Babbage computar a sequência de Bernoulli. Por isso Ada é considerada a primeira pessoa programadora.

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Grace Hopper foi uma analista de sistemas da marinha americana. Dizem que ela foi responsável pela criação do termo bug ao encontrar uma mariposa dentro da máquina, o que impedia o sistema de rodar coo deveria. Mas é fato que ela participou da equipe de programação do Mark I e da equipe de desenvolvimento do UNIVAC I. Desenvolveu um compilador no começo dos anos 50 e alguns anos mais tarde sua equipe divulgou três das primeiras linguagens de programação baseada em computador: ARITH-MATIC, MATH-MATIC e FLOW-MATIC, essa última foi a maior influência para criação do COBOL.

SI Neg. 83-14878. Date: na. Grace Murray Hopper at the UNIVAC keyboard, c. 1960. Grace Brewster Murray: American mathematician and rear admiral in the U.S. Navy who was a pioneer in developing computer technology, helping to devise UNIVAC I. the first commercial electronic computer, and naval applications for COBOL (common-business-oriented language). Credit: Unknown (Smithsonian Institution)

A cientista da computação estadunidense, Lois Haibt, foi a única mulher, em uma equipe de dez pessoas, a participar da criação da linguagem Fortran, primeira linguagem de programação de alto nível.

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   Dana Ulery é uma cientista da computação estadunidense, pioneira em aplicações científicas de computação. Ficou conhecida por ser a primeira mulher engenheira da NASA a trabalhar no Laboratório de Propulsão a Jato, desenvolvendo algoritmos para a automatizar os sistemas de rastreamento de tempo real da NASA’s Deep Space Network.

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Mas hoje em dia são tão comuns as mulheres nessa área? Bem, temos a Marissa Mayer. Instrutora de programação na Universidade de Stanford, onde fez o doutorado. Mayer aos 40 anos já trabalhou como vice presidente de serviços geográficos e locais do Google, antes de ser nomeada presidente e diretora executiva do Yahoo! Nos primeiros doze meses no cargo, repaginou o Flickr e comprou trinta startups.

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Mas não são apenas essas mulheres, tem muitas outras que fizeram e ainda faz parte da história da informática.  Vale ressaltar que todas essas mulheres nunca deixaram as suas tarefas domesticas de lado, elas casaram, algumas dessas tiveram filhos, sempre cuidaram da sua casa. Elas não buscavam se igualar aos homens, e sim ter apenas o direito de fazer algo que elas gostavam. Sendo sempre elas, com o seu jeito, com a sua feminidade. Venceram o preconceito, que muitos falavam que apenas homem poderia mexer na área da tecnologia, mostraram que elas podem ser o que elas quiserem, sem deixar de ser mulher.

 

 

  • As mulheres tão com a bola toda. Excelente matéria, Sara!

  • Locutor

    Muito bom essas informações, curiosidades de como tudo é tão bonitinho e já preparado – mas que há um código no inicio e aí que entra a galera da Informática. Parabéns a todas as Mulheres na Computação!

  • TIAO GAVIAO

    ENQUANTO TEM MULHERES DE VERDADE QUE MOSTRAM SER ATE MAIS PODEROSAS QUE MUITOS HOMENS,E QUE VIVEM SEM ELES,EXISTEM AQUELAS QUE VIVEM DO CORPO,OU MELHOR DA BUNDA.MULHERES MELOES OU MULHERES DE PAPELOES.

  • Ric #IStandWithNeymar

    Gente divou !

  • Excelente post! A mulher pode ser o que quiser. Infelizmente, a desigualdade ainda existe, mesmo exercendo igual função, recebem menos que os homens. Isso precisa mudar. As mulheres foram conquistando aos poucos os seus direitos, numa luta árdua. Parabéns, Sarinha!