As mulheres Vitorianas e seus longos cabelos

Semana passada, atualizamos nosso cérebro com várias curiosidades sobre a cor laranja. Hoje o nosso assunto será mais voltado à disciplina de história, vocês estarão conhecendo as mulheres vitorianas que nunca cortavam o cabelo.

Na era vitoriana, o cabelo de uma mulher ocidental era considerado uma parte importante da sua aparência, ao marcar o seu estatuto e sua feminilidade. Um importante ritual de passagem para uma adolescente durante este tempo era o momento em que ela começava a usar o cabelo para cima com coques, presos, semi-presos e com tranças rebuscadas. Antes disso elas somente usavam os cabelos soltos ou em trançinhas ou amarrados com laço de fita.

O cabelo de uma mulher era usado em espiral e enrolado em uma variedade de penteados elaborados, às vezes, enfeitados com joias ou penas. Os penteados mudavam constantemente ao sabor das modas, mas o cabelo não era cortado a menos que fosse absolutamente necessário. Como em muitas sociedades, a doutrina religiosa foi um fator no policiamento do cabelo das mulheres vitorianas, exigindo que ele fosse coberto com lenços e chapéus ou presos em coques, especialmente se a mulher fosse casada.

Deixar toda a melena à mostra era comumente visto como indecente, até mesmo pecaminoso, como se a mulher estivesse pelada. Para um observador da era vitoriana, fotografia de mulheres com longos cabelos soltos era o mesmo que as “revistinhas da Playboy ” dos nossos dias. Na moda da sociedade vitoriana, entre as classes média e alta, o cabelo de uma senhora se tornou o ponto focal de interesse sexual, a principal expressão de sua feminilidade.

Para as classes mais pobres, manter tranças longas com a falta de higiene da época era altamente impraticável. Muitas mulheres recorriam a vender seus cabelos e não constituía um problema se elas normalmente usassem cabelos curtos, mas eram consideradas feias e sem nenhum atrativo para os homens. O cabelo de uma mulher tinha uma enorme significância, com rigorosos códigos sociais de conduta a respeito de como uma mulher deveria usar o cabelo ou cobri-lo em determinadas situações. Escritores e artistas da época focaram nas grandes melenas, com descrições elaboradas em suas novelas.

Acreditava-se que a personalidade de uma mulher poderia ser inferida a partir de seu cabelo. Mulheres de cabelos encaracolados eram consideradas mais doces e bem humoradas do que as mulheres com cabelos lisos. Cabelo longo e volumoso solto era associado com a sexualidade feminina, quanto maior o volume mais “boa de cama” era a mulher. Talvez tenha sido por essa razão que as mulheres começaram a ser fotografadas de lado ou por trás, não para mostrar o derriere avantajado, conforme hoje em dia, senão para mostrar seus longos cabelos fluindo livremente por suas costas.

A obsessão com o cabelo das mulheres tornou-se quase um fetiche, que pode ser ilustrado pelo caso das Sete Irmãs Sutherland (duas últimas fotos), que se tornaram grandes estrelas da época e ganharam uma grande fortuna somente exibindo a cabeleira e fazendo dinheiro com publicidade e também vendendo produtos criados por seu pai.

Os cabelos longos caíram em desuso depois que as mulheres adotaram estilos de vida mais ativos, especialmente durante a I Guerra Mundial, quando elas foram empregadas em fábricas e outras formas de trabalho, onde cabelos fartos eram contraproducentes. As mulheres adotaram então penteados curtos e mais livres, com roupas mais soltas que não exigiam corsets rígidos, levando ao visual “melindrosa” dos anos vinte.

Lembrando que o que foi mostrado nessa postagem, foi só um pouco sobre as mulheres vitorianas. Espero que vocês tenham gostado e até o próximo Cérebro Atualizado. Espero vocês aqui ^^