Reclamando com razão: a minha parte na sociedade

Quando você reclama que o País está numa situação ruim ou que a corrupção que assola o Brasil está cada vez pior, preocupa-se tão somente com problemas universais do tipo ou, ao menos, faz sua parte? Bom, hora de refletir e ver se realmente você pode criticar atos ilícitos e se está fazendo a sua parte!

Gato NET

 

Puxar o cabo da TV por assinatura do vizinho não só  é uma atitude feia como também é crime previsto em lei. A prática é considerada tanto delito de furto quanto “crime de estelionato”. Dados da Associação Brasileira de Televisão por Assinatura mostram que dos 19,6 milhões de assinantes do serviço, 4,1 milhões possuem conexões clandestinas.

Imposto de Renda

 

Fraudar o imposto de renda para pagar menos imposto. E depois reclamar que falta isso e aquilo no país, falar que na Inglaterra a televisão pública é incrível e no Brasil é sucateada. Segundo a Secretaria da Receita Federal, só em 2013 cerca de 25 mil pessoas foram identificadas com fraude de pensão alimentícia. Isso corresponde a um valor de R$ 375 milhões.

Jogar lixo fora do lixo

 

E depois reclama dos esgotos a céu aberto. Claro que esse serviço poderia melhorar para a sociedade, mas ainda assim, de acordo com dados do Instituto Trata Brasil, “mais de 3,5 milhões de brasileiros, nas 100 maiores cidades do país, despejam esgoto irregularmente, mesmo tendo redes coletoras disponíveis”.

Beber e dirigir 

Reclamar do número de acidentes de carro, mas beber e depois dirigir. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2015, um quarto dos brasileiros dirige após ter ingerido bebidas alcoólicas. As consequências podem ser terríveis: só em 2014,foram registradas mais de 172 mil internações relacionadas a acidentes de trânsito e uma média de R$ 60 milhões é gasta anualmente com pessoas dependentes do álcool.

Atestado médico, sem necessidade 

Pegar um atestado médico só para faltar no trabalho. A criação de um atestado médico falso constitui em um crime. O artigo 302 do Código Penal Brasileiro prevê detenção de um mês a um ano para os profissionais em questão.

Não priorizar os assentos prioritários

Fingir que está dormindo quando entra um idoso no ônibus.  De qualquer forma, vale lembrar que a sociedade brasileira tem cada vez mais idosos, número que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), deve quadruplicar até 2060. Ou seja, um dia você pode ser um desses idosos. Em pé. No ônibus lotado.

Os dados desse artigo pertencem à
Revista Galileu.