Relações Duvidosas – Capítulo 12

 

 

Encontro Familiar

Marina está furiosa e agora que está só, ninguém irá contê-la. Bob percebe Marina observando-os e tenta negociar com ela para que não ocorra um combate:

 

– Não precisa nos atacar, somos pacíficos e você está em desvantagem numérica.

 

– Vocês nos tiram da mata, ousam permanecer na floresta e ainda acham que ficará por isso mesmo?

João Luiz repara algo estranho e alerta:

– Se abaixe Bob, agora!

Uma flecha pega de raspão o ombro esquerdo de Bob, todos olham para Selenator que vinha ajudar Marina.

Guilherme nota que Bruce carrega uma mochila consigo.

– Deixe-me ver o que há dentro dessa mochila?

Bruce se incomoda, finge aceitar cooperar com a revista, tirando uma alça da mochila de seu ombro, porém reage da pior forma possível, sacando sua arma rapidamente e baleando Guilherme no pescoço. Olaf fica por um instante sem ação, mas seu senso de justiça é forte e logo encarrega-se de dar um fim ao suspeito que feriu mortalmente seu colega de profissão.

Bruce, num plano de fuga improvisado, sai correndo e com os braços para trás protegendo a nuca e a cabeça; Olaf mesmo assim atira e a tática defensiva de Bruce é efetiva, o piloto de helicóptero esconde-se atrás de uma árvore com apenas o braço ferido.

Após Danny dizer que não está só, Matt e Superboy entram na casa abandonada.

– Largue a Danny e pouparemos sua vida.

Asgard que tinha a máscara na mão, recoloca na face, cobrindo seu rosto.

– Ora ora, temos mais visitas, acomodem-se.

– Não estamos aqui para brincadeira, ouvimos toda sua conversa, sabemos que você é meu irmão.

– Sempre se acovardando Matt, agora tem até guarda-costas, patético.

– Sou o detetive de confiança do Matt, fui contratado para solucionar os mistérios que rondam Survive In The Forest e prender o causador de tudo isso.

– Não precisa se apresentar Superboy, ele falou isso para tentar me desestabilizar, mas não conseguiu.

– Que bonito tentando bancar o destemido, vai chamar seu papai para me prender também? Seria uma pena se ele estivesse morto. (Asgard dá uma risada irônica no final da frase).

– Não se esqueça que querendo ou não ele sempre será seu pai também, mesmo não estando mais entre nós.

– Ficou bravo? Se controle, você tem uma empresa para cuidar.

– Já disse que isso não me desestabiliza Asgard, Mateus ou seja lá por qual nome prefira ser chamado. Vamos, o jogo acabou, solte a garota e ponha a arma no chão.

Superboy observa a conversa, Asgard fica sem saída, quando parecia se desistir, ele chuta a mesa da pequena cozinha em direção à porta, onde estão Matt e Superboy. Em seguida empurra Danny que cai no chão e com a entrada bloqueada em sua frente, ele pula pela janela, Superboy reage agilmente e atira nas costas de Asgard.

– Bom trabalho detetive, ele não conseguirá ir muito longe.

– Errado, Asgard ainda está usando o colete a prova de balas, temos que acertá-lo na cabeça.

Danny levanta-se e sem o obstáculo da mesa, chega a janela e vê que o psicopata não corre em linha reta.

– Vai ser difícil acertar sua cabeça, ele adotou uma postura corcunda para correr, será mais fácil atirar em uma de suas pernas para atrasá-lo. Tenho que fazer isso rápido ou perderei a chance.

Asgard sente uma fisgada em sua perna direita e olha para trás.

-Maldita, não deveria tê-la subestimado.

Mesmo ferido e com dor, Asgard não para de correr e atinge uma distância segura da casa. Matt e Superboy pulam a mesa e juntam-se a Danny na janela.

-Atirei várias vezes e parece que uma bala o feriu, pois ele mancou um pouco, ficará mais fácil para nós o pegarmos.

Bob, Danilo, João Luiz e Rosa seguem em apuros. Danilo tenta tranquilizar os demais.

– Ainda estamos em vantagem são quatro contra dois.

Selenator atrai a atenção de todos, até mesmo de Marina que baixa seu arco. Momento de silêncio total, Selenator faz o que esperam dela, dispara outra flecha dessa vez em direção a Danilo que consegue desviar com certa facilidade devido a distância relativamente grande entre os dois.

Uma hesitação geral toma conta, o fato de serem duas índias defendendo-se de possíveis invasores pesa na consciência de cada um. Marina sabe disso e usa a seu favor, aproveitando-se da distração causada pelo ataque de Selenator, que era premeditado e apenas serviu de desvio de olhares para o verdadeiro perigo, instantes depois da tacada falha de Selenator, Marina escolhe o alvo menos concentrado, perfurando com sua flecha o corpo de um dos quatro.

Pandora começa a ter alucinações devido a tensão e passa a ver e ouvir a voz de alguém conhecido:

– Jack, pare de me atormentar!

– O que foi Pandora? Não tem ninguém além de nós aqui.

– Mas ouço e vejo ele, estou ficando maluca…

– Olha o encapuzado de preto ali! Vamos, senão perdemos ele!

– Eu não irei, estou muito confusa.

– Então iremos Santos e eu, você fica com o Magnus te protegendo e junto de seu filho Leo.

Acharão o encapuzado de preto? E como terminará os demais combates?

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Segunda-feira tem o décimo terceiro capítulo de Relações Duvidosas, intitulado “Em quem confiar?” com mais atitudes suspeitas e surpreendentes.