Retrato da Morte 5º episódio – “Nem tudo é o que parece ser”

 

Em seu escritório Bob Rezende analisa as últimas informações sobre o Caso Amaral. Nos últimos dias havia conversado com o escrivão Luck, Dr. Matheus Dias e o Investigador Luiz (Comunicação/Locutor).

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Relato do Escrivão Luck

 

Pelo que se lembrava do caso, Pablo van Gogh Amaral era muito conhecido pelos seus casos extraconjugais e seus quadros de qualidade. Após sua morte os valores dos quadros teve um aumento considerável, principalmente o Retrato da Morte que estava valendo  uma  fortuna, contudo pertencia a herdeira Tarsila Rosa Amaral.

Não tinha dúvidas que Vitória Amaral tinha cometido o crime, mas achava que ela era uma senhora admirável ao contrário da outra que não tinha classe, uma celebridade nova rica, que chama atenção até os dias de hoje, atualmente é casada com o publicitário Léo Martinez.

Para ele não existia a possibilidade  de outra pessoa ter cometido o crime por causa das provas, pois, a ré no tribunal deu uma impressão de uma pessoa doce, angelical incapaz de cometer um ato insano.

Como teve acesso ao depoimento das testemunhas fez alguns relatos:

Danny Bond era uma pessoa azeda e vingativa, exagerou no seu testemunho, contudo queria Pablo van Gogh vivo, morto não lhe servia para nada, por isso odiava Vitória Amaral, por ter matado a única pessoa que amou de verdade.

Mateus M. Cavalcanti  foi totalmente contra Vitória em seu depoimento, mas de acordo com seu ponto de vista foi honesto em seu depoimento. Não podemos esquecer que ele era o melhor amigo de Pablo van Gogh.

O irmão, Feh M. Cavalcanti foi uma péssima testemunha, vago, hesitante e inseguro… Tipo de testemunhas que parecem mentir, mas estão dizendo a verdade. O promotor fez a festa fazendo com que ele caísse em contradições várias vezes.

A Baba Respútia ao contrário foi segura e enfática. Dominando perfeitamente seu depoimento, não saberia dizer ao certo de que lado estava. Não duvido que ela soubesse mais sobre o caso do que admitiu.

Bob Rezende  desconfiou que talvez Luck lhe tivesse sido dado um palpite…

Bob quis saber por que Dr. Matheus Dias sendo advogado da família não quis assumir o caso, entregando este para um advogado iniciante, Dr. Bruce.

Relato do Dr. Matheus Dias:

 

Dr. Matheus Dias conhecia e representava a família Amaral há muitos anos. Preferiu se afastar do caso por estar envolvido emocionalmente. Ao contrário dos outros, seu relato foi mais pessoal a respeito dos envolvidos.

Segundo ele Vitória era uma pessoa possessiva e impulsiva… No passado cometeu um incidente. Desfigurou o rosto da meia irmã Camille Portinari em meio uma discussão por ciúmes, quando esta era ainda criança. Ela não era tão doce e angelical no passado como parecia ser agora. Poucos sabiam do ocorrido.

Os irmãos Cavalcanti sempre tiveram personalidades distintas.

Felipe (Feh) sempre foi mais gentil, gostava da natureza e dos animais. Este era como o pai, amava a terra, não tinha grandes pretensões acadêmicas e gostava da simplicidade da vida. Era um grande amigo de Vitória e sempre procurava ajudar quando ela  ficava triste pelas traições do marido.

Mateus sempre foi mais arrogante e ambicioso, puxou a mãe. Mas era  grande amigo de Pablo van Gogh Amaral. E continuou amigo mesmo depois de Pablo roubar a moça por quem estava apaixonado, Vitória Amaral. Ele pretendia se declarar, mas Pablo entrou na frente, sabe como são estes artistas…

Pablo van Gogh, foi um desgosto para o pai quando abandonou os negócios da família para se dedicar as artes. Como artista era um excelente pintor, transmitia como ninguém os sentimentos através da arte. Como pessoa era insensível, egocêntrico, mimado e até cruel poderia dizer, sempre traindo os amigos, a esposa… Em minha opinião a única mulher que ele amou de verdade foi Vitória Amaral apesar de tudo, mas, nem ela tinha mais valor para ele do que sua arte, esta estava sempre em primeiro lugar. Vitória mesmo sabendo disso suportava porque o amava, sempre relevando os erros. E tudo continuaria assim se não tivesse entrado em cena Danny Bond…

Danny Bond sofreu preconceito no tribunal,  sua espontaneidade, beleza e coragem causavam inveja e certo espanto aos demais, principalmente nas mulheres, foi até injustiçada pela imprensa na época. Mas no fundo era uma jovem apaixonada pela pessoa errada. Pobrezinha, talvez por ser mais velho a tenha compreendo , estava ali como uma leoa pronta para devorar sua presa, mas no fundo sofria pela perda dos seus sonhos. Escondia sua fragilidade atrás de sua ousadia e raiva aparente.

Bob pensava consigo, como as coisas podem ser vistas de ângulos diferentes e nem tudo é o que parece ser…

Para Dr. Bruce Vitória Amaral era uma covarde, sem espírito de luta e Danny Bond era uma pessoa forte e determinada.

Para Guilherme SBTista Vitória era um personagem de romance, delicada, cujo a força estava em sua fragilidade e abnegação. Admirava Danny Bond pela coragem.

Para o escrivão Luck, Vitória era apenas uma senhora com classe traída incapaz de cometer um crime se não fosse pelas provas. Para ele Danny era vulgar, uma subcelebridade em busca de ascensão.

Já Dr. Matheus Dias, pensava que Vitória não era tão doce e angelical quanto parecia ser, tinha uma personalidade possessiva e impulsiva.  Enquanto Danny Bond era uma jovem apaixonada, que se tornara uma mulher fria e vingativa após perder a pessoa que amava. Toda a alegria havia morrido com Pablo, talvez por isso se casava muitas vezes.

E Bob Rezende, como enxergaria Vitória Amaral se a tivesse conhecido?

Da resposta desta pergunta dependia toda sua investigação…

Próximo episódio “Como tudo aconteceu”

Recado da Rosa!

Não percam as estreias de:

Repórter Recreio com Danilo Marroni dia  29/01/2016.

 

ComenTV com Santos  dia 01/02/2016.

 

Obrigada a todos! 🌹