Retrato da Morte 3º episódio – “Começa a caça aos fantasmas”

 

Bob Rezende começou suas investigações pesquisando pela internet recolhendo informações,  depois decidiu ir procurar pessoalmente os envolvidos no caso de alguma forma começando pelos advogados.

 

 

Bruce o advogado de defesa achou estranho alguém interessado em um caso tão antigo e encerrado. Mas qual o problema em falar? Tinha sido um marco no inicio da  sua carreira, um fracasso…Mas o dinheiro que recebeu valeu a pena.

—  Gostaria que me falasse sobre sua cliente.

 

— Era uma mulher muito elegante e bonita, mas perturbada emocionalmente. Fiz todo o possível para defendê-la, mas era um caso perdido desde o inicio. As provas, o comportamento da ré, era impossível vencer o caso.

O único que consegui foi a pena mínima, por incrível que pareça ela causou uma empatia entre a maioria dos jurados, uma pobre esposa traída que acabou cometendo um crime do qual se arrependeu depois.

— Qual  foi a defesa?

— Alegamos que foi suicídio, mas não convencemos ninguém.

Pablo van Gogh Amaral era um fanfarrão, mulherengo, de bem com a vida. Quem acreditaria que uma pessoa assim cometeria suicídio?

—  Se conhecesse a figura… Pablo era egocêntrico, egoísta, tinha alma de artista na verdade, desde a escola era assim.

—  O Sr. tem certeza que queria que ela não fosse condenada? Porque usar uma estratégia de defesa que sabia que não ia funcionar… O senhor conhecia a vítima e a réu antes do caso?

—  Assim o Sr. me ofende…está insinuando que eu me vendi para condená-la?

—  Desculpe, foi só uma observação.

—  Infelizmente tive em mãos desde o início um caso perdido. Ela se deu por vencida, não fez nada para se ajudar. O senhor deve saber que um advogado não faz milagres, precisa da cooperação do cliente para causar boa impressão no júri..

— Porque acha que ela agiu assim?

—  Não sei exatamente, ao que tudo indica ela era devotada ao marido, e após cometer o crime, se arrependeu, mas como não tem conserto, morreu em vida junto com ele.

— Alguma vez ela admitiu ao senhor que era culpada?

—  Nunca me disse ser culpada, mas as provas eram irrefutáveis. Por isso mesmo o Dr. Matheus Dias, advogado oficial da família me passou o caso, não queria ver seu nome envolvido em um caso perdido. Ele pode fornecer mais informações do que eu, peguei o caso em cima da hora e estava começando na época, precisava do dinheiro. Outro que pode ser útil é o jovem Guilherme SBTista, ele é filho do advogado de acusação, foi assistente do pai na época.

—  O senhor tem uma memória muito boa Dr. Bruce. Tem certeza que não existiu nenhuma dúvida em ralação a culpa da Sra. Vitória Amaral? Quais eram as provas contra ela?

— Francamente Sr. Bob, não sei aonde quer chegar o caso foi encerrado, as provas eram todas contra ela… Havia o motivo, ela e o marido tinham muitas brigas por causa da sua infidelidade. A gota d’água foi quando ele levou a amante para dentro de casa. Pelo que sei  Danny Bond foi diferente das outras, ele se apaixonou por ela e ia deixar a família por ela. Até decidiu fazer um retrato dela, este que foi o último quadro. Está valendo uma fortuna ultimamente “Retrato da Morte”.  Não sou amante das artes, mas os quadros do sujeito eram bons, era um excelente pintor.

Bob nem precisou fazer esforços para tirar as informações do falante advogado.

—  Vitória Amaral estava no seu limite, chegando inclusive ameaçar o marido na frente de testemunhas, roubou o veneno usado para cometer o crime da casa do amigo Felipe M. Cavalcanti, um fazendeiro conhecido na região. Além do mais, Rasputia a Babá a viu limpando suas impressões digitais do copo. E o frasco do veneno foi encontrado no seu guarda-roupa.

— Mas outra pessoa não poderia ter colocado o frasco de veneno lá para ser facilmente encontrado?

— Ela confessou que foi ela quem pegou o veneno na intenção de se matar, mas não teve coragem… Mas a pior evidência foi terem encontrado as impressões digitais do falecido no copo, o mesmo que ela estava apagando as suas, compreende? Ela ficou sozinha com o corpo enquanto chamavam o médico.

Bob só observava o estranho e falante advogado, havia algo errado nele.

— Se o senhor a tivesse visto… Estava na cara que ela era a assassina e não fez nada pra se defender, a única coisa que queria era que saísse a sentença logo. Uma covarde era o que era, ao contrário da outra.

— Danny Bond era forte e determinada, encarou de cabeça erguida o júri nos quais causou antipatia desde o inicio, por ser a destruidora do lar e a causa principal da tragédia.

— Só um exemplo, se não foi Vitória quem cometeu o crime, quem poderia tê-lo feito?

— Tirando os empregados, as pessoas que estavam presentes eram:

Mateus Marone Cavalcanti, melhor amigo de Pablo, empresário bem sucedido e elegante.

O irmão Felipe M. Cavalcanti, fazendeiro amigo do casal, principalmente de Vitória. Ao contrário do irmão, um sujeito simples, de hábitos caseiros.

Raspútia a Babá, cuidava da filha do casal e de Camille. Na verdade ela era uma governanta e muito leal a sua patroa.

Danny Bond a outra e causadora de toda esta desgraça. É uma mulher empreendedora e muito rica. Desde então casou três vezes.

Atualmente está casada com o publicitário Leo Martinez, sempre saem em revistas.

Camille a irmã mais nova de Vitória, era uma adolescente revoltada na época, hoje é veterinária.

 

Lord Vader  o médico, que coincidentemente estava na casa da família no dia do crime.

—  Uma curiosidade, porque que está revirando o caso se foi encerrado há muitos anos?

—  A filha quer saber a verdade.

—  Entendi, pensei que você era um homem sério, está querendo arrancar dinheiro da herdeira espertinho…

— Bob Rezende dá uma risadinha enigmática e sai com uma má impressão do advogado, mas ainda não poderia tirar conclusões sem ouvir os outros.

Próximo episódio  “Diferentes ângulos e uma verdade”

Agradecimentos:

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