Segredos da Ilha 8º Episódio – Quem é Olaf?

A chuva começou a cair no momento exato que o corpo do delegado Lucas RS era trazido para dentro. Os que não ajudavam, ficavam parados olhando mais uma vítima na Ilha do Caboclo, haveria mais alguma?

 

 

Dr. Matt Brandon e Douglas Gordon carregavam o corpo para o quarto onde estava o corpo de Santos. Mais um corpo, o delegado Lucas RS, estava meio depressivo, mas Santos? Parecia cheio de vida…Lembro dele na mesa do jantar e sempre observando algo, era o muito esperto ele.

Ao chegar Dr. Matt olhou para o lençol que cobria Santos e notou marcas de lama “Que estranho, jurava que este lençol estava limpo e a gravura bordada estava para cima, agora esta ao contrário, acho que estou vendo coisas…”.

 

Na sala Danilo Marroni andava de um lado para o outro sem parar.

 

Pastor Jack Cebolli lia sua bíblia calmamente como se nada tivesse acontecendo.

 

O Juiz João Luiz permanecia calado, observando e erguia as sobrancelhas como se cogitasse algo.

 

Angel estava um tanto eufórica, saia e entrava da sala toda hora até que foi a sala de jantar que estava vazia aparentemente…

 

Talles toma um susto ao encontrar Angel e se justifica: – Não quis assustar eu só vim para…

– Eu sei Talles, você tem toda razão, veja, só tem sete caboclinhos! E aponta para a bandeja de prato com as figurinhas de pedra.

Vou preparar um café! Diz Talles e sai deixando Angel sozinha.

Estando reunidos na sala. Dr. Matt informa a todos a causa da morte do delegado Lucas RS: – Ele foi morto com uma pancada forte na nuca, com um objeto de ferro. O golpe foi certeiro.

 

Varias expressões se forma nos rostos presentes, o juiz João Luiz observa todas. Tomando a palavra e o controle da situação começa finalmente expor suas ideias até então guardadas para si.

– Estive esta manhã observando vocês, vi a procura incansável pela Ilha, não fiz objeções, pois no fundo tinha esperança que minha teoria estivesse errada, no entanto, com o resultado de suas buscas ficou comprovado que só temos nós nesta Ilha.

As duas primeiras mortes, embora estranha e incomum pelo curto espaço de tempo poderia ser coincidência, mas outra morte, desta vez nítido assassinato deixa claro que tem um louco na Ilha, o tal Olaf.

Fomos todos atraídos para esta Ilha com uma finalidade. Diante dos fatos chego à conclusão que o Sr. Olaf só podia vir à ilha de um modo. “A coisa está perfeitamente clara. O Sr. Olaf é um de nós…”.

A maioria concorda, alguns ficam indignados outros simplesmente parecem inertes.

– O senhor está louco! Louco! Isso não é possível! Esbraveja Angel.

— Minha cara jovem, este não é o momento para recusar-se a enfrentar os fatos. Todos nós corremos grave perigo. Um de nós é Olaf, mas não sabemos qual. Das dez pessoas que vieram para esta ilha, três estão definitivamente fora de qualquer suspeita: Santos Madruga, a Sra. Atena Gontijo e o Delegado Lucas RS. Restam sete. Dessas sete, um é se assim me posso expressar um caboclinho fictício. O magistrado fez uma pausa e olhou em torno de si. — Concordam todos comigo?

Pastor Jack lia tranquilamente sua Bíblia com uma tranquilidade invejável, interpôs: — Seu argumento parece lógico. Concordo em que um de nós está possuído por um demônio.

— Agora examinemos os indícios! Prosseguia João Luiz. Para começar: existe alguma razão para que suspeitemos de alguma pessoa em particular?

Douglas Gordon é o primeiro a comentar:  — Danilo Marroni tem um revólver. Ele próprio admite que não falou a verdade ontem de noite.

Danilo Morroni sorriu com desdém, e disse:  — Não adianta explicar, vai ser somente minha palavra que ao que parece não é muita coisa.

O juiz tossiu. — Infelizmente, estamos todos na mesma situação. Só temos nossa palavra em garantia do que afirmamos.

— Eu — acudiu vivamente Dr. Matt — sou um profissional bem conhecido. A simples ideia de que possa ser suspeito é absurda e…

Com  um gesto do juiz interrompe sem deixá-lo terminar a frase: — Eu também sou uma pessoa bem conhecida! Mas isso, meu caro senhor, prova menos do que nada! Médicos já têm endoidecido. E juízes, da mesma forma. Bem assim como policiais… Acrescentou o velho, olhando para Douglas Gordan com um olhar de acusasação.

— Pelo menos  suponho que o senhor não incluirá Angel, além de mulher é muito frágil. Disse Danilo Marroni que estava muito próximo de Angel ultimamente com ar protetor.

O juiz um tanto cético pergunta ao Dr. Matt se seria possível uma mulher ter matado o delegado.

Dr. Matt afirma que sim, e complementa que muitas mulheres usam venenos para cometer seus crimes ou suicídio.

Angel grita furiosa: — Acho que o senhor está maluco! Um absurdo suspeitar de mim.

O juiz falava em tom comedido: — Minha cara jovem procure conter suas emoções. Não a estou acusando! — E a seguir, olha para o pastor Jack que continua lendo sua Bíblia tranquilamente como se nada tivesse acontecendo: — Espero que não se sinta ofendido pela minha insistência em dizer que todos nós somos igualmente suspeitos.

Pastor Jack responde de forma fria, sem levantar os olhos de sua leitura:

— A ideia de que eu seja acusada de tirar a vida de um semelhante, para não dizer as vidas de três semelhantes é, decerto, inteiramente absurda para quem conheça um pouco o meu caráter. Mas reconheço que todos aqui somos estranhos uns aos outros e que, em tais circunstâncias, ninguém pode ser eximido sem uma prova cabal. Há como já disse um demônio entre nós.

— E quanto a Talles? Ele não parece ter cabeça para criar um plano tão complexo como este?  — perguntou Danilo Marroni.

— Mas eu lembro que quando chegamos a Ilha, eu o vi entregar sutilmente um envelope e dizer algo ao tal Vander da lancha. Quem garante que ele não está fingindo?

— Bem, seja como quer, Olaf é um de nós! — conclui Danilo Marroni!

Reta final de Segredos da Ilha, qual seu palpite?

Quem é o misterioso Olaf?

Obrigada a todos os leitores/comentaristas do Recreio! 🌹

 

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