Segredos da Ilha 4º episódio. Hora da verdade, será?

 

 

Após TALLES revelar que havia colocado a misteriosa mensagem. Assumindo o comando João Luiz indaga: – Quais eram exatamente as ordens do Sr. OLAF UNKNOWN?

Sim Migo, era para eu colocar o pendrive logo após o jantar enquanto todos estivessem ainda reunidos.

— Muito interessante isto — murmurou o juiz.

— Migo, eu juro que é verdade! Licença preciso ver meu mozinho, já volto. E se retira da sala.

 

O delegado LUCAS RS irrompeu de súbito: -Isto é intolerável… Intolerável! Lançar acusações dessa forma! Alguma coisa deve ser feita. Esse tal de OLAF seja lá quem for…

 

ANGEL interrompeu-o dizendo com força: — Justamente, quem é ele?

O juiz interpôs-se. Falou com autoridade que lhe dava uma existência passada nos tribunais: — É isso exatamente o que devemos investigar, e com muito cuidado.

Surpreendendo a todos, SANTOS MADRUGA disse: — Que tal a gente tomar uns drinks?

 

— De acordo — diz DANILO MARRONI.

— Vou ver onde fica o bar — SANTOS saiu da sala e voltou instante depois. — Encontrei tudo numa bandeja pronto para ser servido.

Com exceção do pastor JACK CEBOLLI que preferiu tomar água, todos beberam vinho para espantar o clima sinistro que predominava no ambiente. Momentos depois TALLES voltava mais tranquilo. Como está sua esposa? Pergunta o pastor ao ver TALLES.

Meu mozinho está dormindo como um anjo migo!

JOÃO LUIZ transformou a sala em tribunal improvisado. E começou interrogando TALLES. – Quem é este OLAF e onde está?

Não sei senhor, nunca o vimos pessoalmente.

  

 

 

Houve um ligeiro murmúrio na sala. — Nunca o viu? — interveio JOÃO BOLSONARO. — Que quer dizer com isso?

– Fomos contratados por uma agência, não faz ainda uma semana que estamos aqui, senhor, ele estaria presente aqui hoje, mas avisou no último momento que não poderia estar, pois teve compromissos de última hora.

Depois de explicar todos os detalhes, a atenção se volta para os hospedes.

SANTOS MADRUGA sempre transitando pela sala faz mais uma de suas inúmeras observações.  – Notaram que o sobre nome do SR. OLAF  é um tanto incomum? OLAF UNKNOWN, UNKNOWN, UNKNOWN…

 DR. MATT BRANDON que permanecera afastado e calado até então, um tanto contrariado e ríspido, concorda. — Realmente Sr. Santos Madruga. Chamou a atenção para um ponto curioso e sugestivo.

O perspicaz juiz faz uma sugestão. – Senhores e senhora, acho que chegou o momento de dividirmos uns com os outros tudo que sabemos. Somos todos hóspedes do SR. OLAF, mas parece que nenhum de nós sabe quem é este senhor exatamente.

Após um breve silêncio, e em seguida Pastor JACK CEBOLLI falou com decisão: — Recebi uma carta para uma conferência com alguns pastores, pensando agora, não sei como Sidney Malafaia pode ter se lembrado de mim.

— Recebi um e-mail, fiquei um pouco surpreso, pois imaginava que essa praga andasse pelo Ceará. Disse SANTOS.

JOÃO LUIZ anuiu com a cabeça.  — Dr. Matt Brandon?

— Fui chamado profissionalmente.

— Percebo. Não conhecia anteriormente a família?

— Não. Sempre tem estas celebridades excêntricas, me contrataram para vir até a Ilha como profissional e aproveitei para sair um pouco da agitação da cidade.

O Juiz JOÃO LUIZ voltou sua atenção para JOÃO BOLSONARO e falou em um tom seco. — Acabamos de passar por uma experiência um tanto perturbadora. Uma voz dirigiu-se a cada um de nós pelo nome e articulou acusações precisas contra todos nós. Daqui a pouco trataremos dessas acusações. De momento, estou interessado num pequeno detalhe, entre os nomes enunciados estava o de DOUGLAS GORDON, porém não tem ninguém com este nome aqui, contudo JOÃO BOLSONARO não foi citado. O que tem a dizer sobre isso?

DOUGLAS GORDON respondeu, cinicamente: — Pelo jeito, fui desmascarado. Suponho ser melhor admitir que meu nome não é JOÃO BOLSONARO, sou DOUGLAS GORDON.

— Além de um nome falso, também é um grande mentiroso, você chegou à vila três dias antes da gente. Gritava DANILO MARRONI indignado.

Todos os olhos se fixaram em DOUGLAS GORDON — olhos irados e inquiridores. SANTOS avançou um passo na direção dele, cerrando os punhos. — E agora, seu cafajeste? Tem alguma explicação?

 

DOUGLAS  prontamente se defende  — Os senhores estão enganados comigo. Tenho aqui as minhas credenciais e posso mostrar-lhas. Sou um ex- policial. Atualmente sou detetive particular  e fui contratado para este trabalho.

— Por quem? — perguntou o Juiz JOÃO LUIZ.

— Por esse tal OLAF. Recebi uma proposta irrecusável financeiramente. Eu devia fazer parte do grupo, disfarçado como um dos hóspedes. Recebi os  nomes de todos os senhores e fui encarregado de vigiar a todos.

— Alguma razão para isso? LUCAS RS pergunta com amargura. Eu vim encontrar uns amigos antigos do departamento.

— As joias da Sra. Olaf e um possível amante! Mas agora não acredito que exista tal pessoa. Notaram o sobrenome do Sr. OLAF UNKNOWN?

— Desconhecido em Inglês! — exclama ANGEL. — Mas isto é fantástico… é doido! Fui contratada como babá através de uma agência.

—  Não restam dúvidas que fomos trazidos aqui por um louco, um psicopata astuto e perigoso. Amanhã mesmo saio desta Ilha. Esbraveja o delegado LUCAS RS.

– Observe que todos aqui foram atraídos com propostas irrecusáveis, a pessoa sabia detalhes pessoais de todos e ele sabe, como veem, bastante coisa. E, baseando-se nesses conhecimentos, fez certas acusações muito definidas. Declara o juiz.

O delegado LUCAS RS grita: — Um montão de mentiras! Calúnias!

ANGEL descontrolada, com a respiração arfante: — Essa mentira é cruel! Perversa!

TALLES disse em voz rouca: — Migos, eu juro isso é uma  mentira deste obreiro… uma infame mentira… Nunca fizemos isso… Nenhum de nós.

SANTOS MADRUGA rosnou: — Não sei o que pretendia esse cretino!

A mão erguida do Juiz JOÃO LUIZ acalmou o tumulto.

— Desejo esclarecer o seguinte — disse, escolhendo cuidadosamente as palavras: — O nosso desconhecido amigo acusa-me da morte de um homem chamado Edivo Macedo. Presidi ao tribunal que o julgou, ele era acusado de ter assassinado a idosa Dona Clotilde com requintes de crueldade.

Além de ser de uma família influente, seu advogado Bob, era muito bom, conduziu o processo de forma que causou boa impressão nos jurados e tudo indicava que ele se livraria da sentença.  Mas as provas contra ele eram contundentes, de modo que me baseado nas provas o considerei culpado. Ele foi preso, a família conseguiu subornar alguns policias e ele fugiu, porém sofreu um acidente durante a fuga e morreu.

Diante disso, estou com a consciência limpa, pois cumpri apenas o meu dever. Lavrei sentença contra um homicida legitimamente condenado.

Dr. Matt lembrava, agora. O caso Edivo Macedo! O veredito fora uma grande surpresa. A absolvição era praticamente certa. Matt ouvira comentários: “O juiz foi cem por cento contra ele. Virou a cabeça dos jurados e ele foi condenado. Mas tudo perfeitamente legal. O juiz conhecia a Lei. Deu a impressão de que ele tivesse algum motivo pessoal e ódio contra o sujeito”. Antes que pudesse considerar o bom senso da indagação, perguntou impulsivamente: — O senhor conhecia Edivo Macedo antes do processo?

Com um olhar fulminante em direção ao médico e uma voz clara e fria respondeu: — Eu nada sabia de Edivo Macedo antes do processo.

Dr. MATT  disse de si para si:

“Esse sujeito está mentindo… Sei que ele está mentindo!”.

Obs.: O 5º episódio estará disponível 

dia 12/12/2015 às 18h00.

No 5º episódio  as revelações continuam,

resta saber se são verdadeiras.

Algum um palpite?

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